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23/12/2025

Asia Shipping investe em IA para simplificar o processamento de documentos

Pioneira no uso de tecnologias emergentes, empresa adota IA para reduzir tarefas manuais, ganhar eficiência operacional e preparar a operação para o futuro do comex.

A Asia Shipping, multinacional brasileira e maior integradora logística da América Latina, avança em sua estratégia de inovação e inicia a implementação de uma solução baseada em inteligência artificial, que automatiza até 93% do processamento de documentos no comércio exterior, reduzindo etapas manuais e aumentando a eficiência operacional da companhia.

De acordo com Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, a iniciativa reforça o posicionamento da companhia como uma das pioneiras na adoção de tecnologias emergentes aplicadas à operação real, em um setor historicamente marcado por rotinas complexas e alta burocracia.

—No universo do comércio exterior, uma única importação pode demandar até cem tarefas diferentes, muitas delas manuais, repetitivas e suscetíveis a erros. Esse cenário impacta diretamente a escalabilidade das operações, a confiabilidade das informações e a eficiência dos fluxos logísticos. Apostar em tecnologias que definem o futuro do setor faz parte da nossa visão e compromisso com eficiência e evolução contínua— afirma o executivo.

Do desafio operacional à decisão estratégica — Ainda segundo Pimenta, a decisão de implementar a solução Smart Read, da DATI, está ligada à busca por ganhos consistentes de eficiência operacional, redução de retrabalhos e maior confiabilidade das informações. A iniciativa faz parte da preparação da empresa para um ambiente de comércio exterior cada vez mais digital e integrado aos sistemas governamentais.

Adquirida pela Asia Shipping no ano passado, a DATI é uma plataforma em nuvem baseada em inteligência artificial e entre suas soluções está o recém-lançado Smart Read, atualmente em fase de implementação na Asia Shipping e em outras empresas. Desenvolvido para eliminar a digitação, o novo produto digitaliza, confere e compara os documentos do comex.

A tecnologia permite converter documentos em dados estruturados em poucos segundos, eliminando a necessidade de digitação manual, comparando informações automaticamente e identificando divergências. O processamento médio é de cerca de 20 segundos por documento, com índices de acuracidade entre 89% e 93% nessa etapa do comex.

—Mesmo em fase inicial, a implementação já demonstra ganhos relevantes em processos piloto, especialmente em agilidade, organização das informações e redução de retrabalho, com impacto direto na experiência dos clientes — complementa o executivo.

A solução beneficia diferentes perfis do ecossistema de comércio exterior, como despachantes aduaneiros, agentes de carga, importadores, exportadores, tradings, operadores logísticos e armazéns alfandegados, atuando como uma camada complementar que pode ser integrada a sistemas de comex e ERPs já existentes.

Tecnologia aplicada à operação — A ferramenta opera a partir de quatro pilares principais: download dos documentos, extração inteligente dos dados, comparação automática das informações e gestão centralizada dos registros. Ela processa desde documentos financeiros, contratos de câmbio e fretes até invoices, certificados de origem, packing lists, conhecimentos de transporte e documentos sob demanda, como LPCO e Duimp.

Os dados podem ser exportados em formatos como Excel, PDF, TXT, JSON e CSV, além de integração plug and play com sistemas como SAP, Totvs, ERPs próprios e plataformas de comércio exterior.

Validação em ambiente real — Os testes internos tiveram início em agosto, inicialmente pelo ambiente visual da solução e, em setembro, via integração por API. Ao todo, 1.155 documentos foram analisados, sendo 539 via API e 616 pelo ambiente front-end, permitindo avaliar o desempenho da tecnologia em um cenário operacional real e complexo.

—Nosso objetivo não é apenas adotar tecnologia, mas entender profundamente como ela se comporta dentro da nossa operação. Esse aprendizado é o que vai sustentar decisões futuras e gerar valor real para os clientes—conclui Alexandre Pimenta.