Pesquisa realizada pelo Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu 250 comerciantes na capital para avaliar os efeitos das vendas da Black Friday sobre o Natal.
Para 60,0% dos lojistas, a movimentação em torno da Black Friday não produziu grandes efeitos sobre as vendas do comércio em dezembro, mesmo com as promoções, descontos e preços mais baixos em novembro, mas reconhecem a importância da data, que antes se concentrava em torno do dia 28 de de zembro (domingo), mas agora vem se estendendo por todo o mês de novembro.
Já para 40,0% a Black Friday vem conquistando espaço cada vez maior no orçamento dos consumidores, o que tem implicado na evolução das vendas em novembro em detrimento parcial do resultado de dezembro com o Natal.
Para Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, essa pode ser uma tendência, mas que não preocupa por enquanto. —Evidentemente que desde 2010 as expectativas com o faturamento de final de ano se modificaram com a Black Friday, deslocando as atenções tanto para novembro quanto para dezembro, principalmente quando muitos consumidores passaram a aproveitar as promoções para antecipar as compras de dezembro— diz Aldo.
—O que se deve ter em mente é que o Natal não perde o propósito que é o de reunir a família e amigos para celebrar a data religiosa com jantar, troca de presentes e renovação dos votos de fraternidade. Quanto ao comércio, possivelmente haverá setores que poderão ser influenciados pela Black Friday, sofrendo oscilação do faturamento em relação ao Natal, dependendo da estratégia de vendas que for aplicada— ressalta o presidente do CDLRio e SindilojasRio.
Ainda de acordo com Aldo Gonçalves os comerciantes precisam acompanhar as variações do mercado, seja em novembro ou dezembro, para atrair os consumidores com produtos e preços competitivos, criando condições de acesso através da inovação, do marketing, da qualidade do atendimento e facilidade de compra para que os clientes se satisfaçam. —Porque com o décimo terceiro em circulação estímulos a novos desejos devem ser despertados, pois o momento exige criatividade para bons negócios—conclui.