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11/12/2025

Fed reduz juros nos EUA em 0,25%

É terceira vez consecutiva que o Federal Reserve (Fed, Banco Central do EUA) corta os juros,  para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, — menor nível desde setembro de 2022. Além disso elevou a previsão de crescimento do PIB de 1,8% para 2,3% em 2026.

De acordo com o Federal Reserve (Fed, Banco Central do EUA), os indicadores disponíveis sugerem que a atividade econômica tem se expandido a um ritmo moderado. A criação de empregos desacelerou este ano e a taxa de desemprego subiu ligeiramente até setembro. Indicadores mais recentes corroboram esses desenvolvimentos. A inflação aumentou desde o início do ano e permanece em patamares relativamente elevados.

O Comitê busca alcançar o máximo emprego e uma inflação de 2% no longo prazo. A incerteza quanto às perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato e considera que os riscos de queda no emprego aumentaram nos últimos meses.

Em apoio aos seus objetivos e considerando a mudança no equilíbrio de riscos, o Comitê decidiu reduzir a meta para a taxa de juros dos fundos federais em 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano, — menor nível desde setembro de 2022.

Ao avaliar a extensão e o momento de ajustes adicionais na meta para a taxa de juros dos fundos federais, o Comitê analisará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio de riscos. O Comitê está firmemente comprometido em apoiar o pleno emprego e em retornar a inflação à sua meta de 2%.

Ao avaliar a postura adequada da política monetária, o Comitê continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas. O Comitê estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos. As avaliações do Comitê levarão em consideração uma ampla gama de informações, incluindo dados sobre as condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, bem como desenvolvimentos financeiros e internacionais.

O Comitê considera que os saldos de reservas diminuíram para níveis suficientes e iniciará a compra de títulos do Tesouro de curto prazo, conforme necessário, para manter um suprimento amplo de reservas de forma contínua.

—Estamos em uma boa posição para determinar o alcance e o momento dos ajustes adicionais com base nos dados que recebermos, na evolução das perspectivas e no equilíbrio dos riscos— disse em entrevista coletiva o presidente do Fed, Jerome Powell, após o anúncio do novo corte.

Votaram a favor da medida de política monetária Jerome H. Powell, presidente; John C. Williams, vice-presidente; Michael S. Barr; Michelle W. Bowman; Susan M. Collins; Lisa D. Cook; Philip N. Jefferson; Alberto G. Musalem; e Christopher J. Waller. Votaram contra esta medida Stephen I. Miran, que preferiu reduzir a meta para a taxa de juros dos fundos federais em 0,5 ponto percentual nesta reunião; e Austan D. Goolsbee e Jeffrey R. Schmid, que preferiram não alterar a meta para a taxa de juros dos fundos federais nesta reunião.