E projetos mais transformadores da inovação corporativa no Brasil. Vale, B3, Grupo Petrópolis, Três Corações, Engie e Tigre figuram entre as empresas reconhecidas pelo avanço consistente.
O Prêmio de Intraempreendedorismo 2025, realizado por AEVO, Pares e Liga de Intraempreendedorismo, revela os vencedores das seis categorias que reconhecem as iniciativas mais inovadoras e de maior impacto dentro das organizações brasileiras. O evento foi realizado nesta terça-feira, 09 de dezembro, na Casa Pompéia, localizada em São Paulo.
Nesta terceira edição, 91 empresas inscreveram seus programas e projetos, avaliados por um júri de 35 especialistas de diferentes regiões, do Brasil e de outros países do mundo, refletindo a diversidade e a maturidade crescente do ecossistema integrado de inovação corporativa.
Com forte presença de setores como indústria, finanças, saúde, energia, varejo e tecnologia, o prêmio evidencia a consolidação do intraempreendedorismo como prática fundamental para o diferencial competitivo e relevância das empresas. Atualmente, grande parte das organizações já opera com estruturas formais de inovação, modelos de governança, métricas claras e programas contínuos de desenvolvimento, um amadurecimento que aparece diretamente na qualidade dos projetos vencedores.
Os vencedores no Top 3 de cada categoria demonstram a amplitude das transformações em curso nas empresas brasileiras, desde soluções operacionais escaláveis até iniciativas sociais e ambientais alinhadas às prioridades globais de sustentabilidade e impacto. Confira:
Inovação de Sustentação: a BIC Amazônia conquistou o primeiro lugar com o projeto Substituição da matéria-prima dos Barbeadores BIC Soleil; seguido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz com Busca Ativa, e pela Engie com o projeto TECO-MR.
Inovação de Transformação: o Grupo Petrópolis lidera com Manufatura Aditiva; enquanto a Timenow fica em segundo lugar com Kyno, solução de IA multi-agente; completa o pódio a B3 com o projeto Contrato Futuro de Bitcoin acessível.
Inovação Aberta: a Três Corações é a vencedora com o projeto de Reciclagem de cápsulas de café; o segundo lugar vai para o Grupo Cornélio Brennand com Manutenção preditiva com inteligência térmica e IA; e a Engie aparece em terceiro com InovaSolar.
Cultura Intraempreendedora: a Três Corações lidera com Cafeína Hub; seguida pela Tigre, que conquistou o segundo lugar com o programa Conectando Ideias; e pela BIC Amazônia com Expansão Global da Cultura BICUp.
Diversidade e Inclusão: a B3 aparece em primeiro com o projeto Acessibilidade em Foco, que torna gráficos de investimentos acessíveis para pessoas com deficiência visual; o Hospital Israelita Albert Einstein fica em segundo com Equidade em Saúde; e a Aço Cearense conquista o terceiro lugar com o programa Projeto Crescer.
Urgência Climática: a Vale é a grande vencedora com o programa Vale Carbono; a Tigre conquista o segundo lugar com o projeto Zurique; e a Engie aparece na terceira posição com a iniciativa Mudanças Climáticas.
—Ao longo das últimas edições, observamos uma mudança clara: o intraempreendedorismo deixou de ser um experimento isolado para se tornar algo fundamental para o crescimento das empresas. As companhias estão mais preparadas, com governança, métricas e processos que sustentam inovação de verdade e isso se reflete na qualidade dos projetos vencedores— afirma Alexandre Pagung, diretor de Marketing e Vendas da AEVO.
—O intraempreendedorismo também pode ser uma prática estratégica de responsabilidade coletiva. Projetos internos têm potencial de gerar impacto social e ambiental relevante, aproveitando a escala das cadeias de valor e dos territórios onde atuam —acrescentou Alda Marina Campos, fundadora da Pares Estratégia e Desenvolvimento e catalisadora da Liga no Brasil.
— Identificar e fortalecer o DNA empreendedor já existente dentro das empresas pode ser um divisor de águas para impulsionar soluções para os desafios do nosso tempo. É inspirador ver que já há tantas iniciativas sendo lideradas por equipes que estão genuinamente engajadas a gerar transformação para os negócios e para a sociedade.”, completou Marina Peixoto, fellow da Liga de Intraempreendedores e co- realizadora do Prêmio.
Além das seis categorias temáticas, a direção do Prêmio destacou ainda os Protagonistas de Impacto, profissionais que têm se destacado por liderar transformações consistentes dentro de suas organizações. O Top 3 deste ano é composto por Renato Souza (PwC Brasil), Anita Baggio (Vibra Energia) e Karoline Tenório (Copasa).
O conjunto dos vencedores reflete a evolução da inovação no país: iniciativas que nasceram do olhar atento de colaboradores que convivem com programas estruturados orientados por dados, métricas estratégicas e temas como ESG, mencionado por mais de 80% das empresas inscritas. O resultado é um panorama que combina profundidade técnica, impacto social e compromisso com o futuro.
Entre os participantes, chamou atenção o fortalecimento de estruturas internas: cerca de 46% das empresas já possuem áreas dedicadas à inovação, enquanto outras 42% operam com funis bem definidos e softwares especializados. Além disso, quase 90% dos inscritos afirmaram participar de eventos e conferências para se manter atualizados, um indicador direto da busca ativa por conhecimento.
TOP 10 completo das 6 categorias: Inovação de Sustentação: 1. BIC Amazônia SA; 2. Hospital Alemão Oswaldo Cruz; 3. Engie Brasil Energia; 4. B3 S.A. Brasil Bolsa Balcão; 5. Copa Energia S.A.; 6. Unimed Nacional – Cooperativa Central; 7. Banco do Brasil S.A; 8. Tigre Materiais e Soluções para Construção Ltda; 9. Papirus Indústria De Papel S/A; 10. thyssenkrupp Metalúrgica Campo Limpo Paulista.
Inovação de transformação: 1. Grupo Petrópolis; 2. Timenow Consultoria e Gestão de Projetos; 3. B3 S.A. Brasil Bolsa Balcão
4. Bruning Tecnometal Ltda.; 5. Engie Brasil Energia; 6. Unimed Sul Capixaba – Cooperativa de Trabalho Médico; 7. Grupo Elfa Medicamentos; 8. Tigre Materiais e Soluções para Construção Ltda; 9. Três Corações Alimentos S.A.; 10. Belgo Arames.
Inovação Aberta: 1. Três Corações Alimentos S.A.; 2. Grupo Cornélio Brennand; 3. Engie Brasil Energia; 4. Companhia de Saneamento de Minas Gerais; 5. Afya Participações S.A.; 6. B3 S.A. Brasil Bolsa Balcão; 7. Banco do Brasil S.A.; 8. Oxiteno S.A. Indústria e Comércio; 9. Timenow Consultoria e Gestão de Projetos ; 10 . thyssenkrupp Metalúrgica Campo Limpo Paulista
Cultura Intraempreendedora: 1. Três Corações Alimentos S.A.; 2. Tigre Materiais e Soluções para Construção Ltda; 3. BIC Amazônia S/A; 4. Aguia Branca Participações SA; 5. Hypera Pharma; 6. Sicoob Credicom; 7. Vitru Educação; 8. SLC Agrícola S.A.; 9. Copa Energia S.A.; 10. ArcelorMittal Pecém.
Diversidade e Inclusão: 1. B3 S.A. Brasil Bolsa Balcão; 2. Hospital Isrealita Albert Einstein; 3. Aço Cearense Industrial Ltda; 4. BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; 5. Faculdades Católicas; 6. Banco do Brasil – SA; 7. Engie Brasil Energia; 8. Sephora; 9. Afya Participações S.A.; 10. Unimed Sul Capixaba – Cooperativa de Trabalho Médico.
Urgência climática: 1. Vale S.A.; 2. Tigre Materiais e Soluções para Construção Ltda; 3. Engie Brasil Energia; 4. Companhia de Saneamento de Minas Gerais; 5. Oxiteno S.A. Indústria E Comércio; 6. Três Corações Alimentos S.A.; 7. Grupo Petrópolis; 8. Copa Energia S.A.; 9. Imagem Geosistemas e Comércio Ltda; 10. Grupo Cesbe.
Protagonistas de impacto: 1. Renato Souza – PwC Brasil;2. Anita Baggio – Vibra Energia; 3. Karoline Tenório – Copasa; 4. Ian Corrêa – Grupo Aço Cearense; 5. Ariane Gaio – Unimed Paraná; 6. Luciano Mendes – Engie; 7. Marcia Rocha – Grupo Fleury; 8. Milca Gaudêncio – Grupo Petrópolis; 9. Nathalia Lopes – Hospital Sírio Libanês; 10. Emanuel Pessoa – B3.
De acordo com a empresa, esses finalistas simbolizam a diversidade e a evolução da inovação no país , desde iniciativas internas que nasceram da demanda de colaboradores até programas robustos impulsionados por indicadores estratégicos, propósito organizacional e tendências como ESG, citadas por mais de 80% das empresas inscritas.