A economista -chefe do escritório InvestSmart XP, Mônica Araújo, comentou sobre os dados do PIB do Brasil no terceiro trimestre do ano.
—Os dados mais fracos do que o esperado para o PIB do terceiro trimestre de 2025 no Brasil mostram que a política monetária restritiva está impactando o crescimento doméstico, mesmo que de forma mais lenta que o Banco Central esperava. Importante destacar que esse dado em conjunto com outros que mostram alguma desaceleração de demanda doméstica configuram um cenário estrutural que pode permitir que a partir de março de 2026 seja possível iniciar o processo de flexibilização da taxa Selic pelo comitê de política monetária. Acreditamos que a curva de juros hoje, em todos os seus vértices, mostre algum fechamento diante da confirmação de desaceleração da atividade doméstica.
O IBGE divulgou no dia 04 de dezembro (quinta-feira)o PIB do terceiro trimestre de 2025 que apresentou variação de 0,1% sobre o segundo trimestre de 2025, considerando o ajuste sazonal, abaixo dos 0,2% esperado pela média de expectativa dos analistas macroeconômicos. No comparativo como terceiro trimestre de 2024 o PIB brasileiro avançou 1,8%, ligeiramente superior aos 1,7% esperado, lembrando que o Instituto realizou revisões nos dados passados.
A grande surpresa do período foi um avanço menor que o esperado em Serviços, que mostrou alta de apenas 0,1%. Na abertura dessa categoria os subsetores que mais contribuíram para esse equilíbrio, ou que vieram abaixo do esperado, foram: atividade financeira, serviços públicos e outros serviços. O setor Agrícola ainda contribuiu positivamente, com alta de 0,4% sobre o trimestre anterior e a Indústria com alta de 0,8%, também no mesmo período. O consumo das famílias cresceu apenas 0,1%, no comparativo trimestral, também abaixo do esperado— conclui o comentário, a economista -chefe do InvestSmart XP, Mônica Araújo.