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02/12/2025

Dados colocam marketing como motor de crescimento em empresas de tecnologia

Os times de marketing nunca foram tão desafiados e, ao mesmo tempo, tão estratégicos quanto agora. No ecossistema das empresas de tecnologia, onde ciclos de inovação são cada vez mais curtos e a jornada do cliente se tornou não linear, o marketing deixou de ser um centro de produção de campanhas para se transformar no motor do crescimento.

A revolução não é apenas sobre ferramentas. Ela é sobre cultura, perfil de talento, integração e, principalmente, sobre inteligência. Em vez de estruturas tradicionais com funções delimitadas, o que se vê hoje são times enxutos, híbridos e orientados por dados, sendo capazes de operar com agilidade e tomar decisões com base em métricas de performance em tempo real. A criatividade continua fundamental, mas precisa ser aplicada com precisão cirúrgica, a partir de aprendizados vindos do comportamento do consumidor em múltiplos canais.

Nesse novo modelo, a personalização já deixou de ser um diferencial para se tornar um padrão. Automatizar e-mails com conteúdo relevante, nutrir leads com experiências únicas e conectar dados de diferentes fontes (gestão de relacionamento com o cliente, comportamento em site, histórico de compra) passou a ser o básico para qualquer operação com ambição de escala. Times modernos não só criam campanhas, como constroem jornadas fluidas que impactam o lead certo, na hora certa, com a mensagem certa.

A adoção de plataformas de automação inteligente tem sido um divisor de águas nesse sentido. Combinando inteligência artificial, análise preditiva e segmentação dinâmica, permitem mapear pequenas ações do cotidiano e responder de forma quase instantânea: enviando uma oferta personalizada, disparando um alerta comercial ou ativando uma trilha de nutrição automatizada. Isso torna o marketing mais eficiente, mais mensurável e mais próximo da área de vendas.

Por isso, o novo perfil de profissional que ocupa as cadeiras dos times de marketing em techs exige um repertório técnico raro há poucos anos: conhecimento de ferramentas de automação, fluência em análise de dados, domínio de SEO técnico, experiência com testes A/B e uma compreensão profunda do funil de conversão. Profissionais com essas habilidades passam a ser decisivos não apenas para awareness, mas para o fechamento de negócios e geração de receita.

É aí que o marketing passa a influenciar diretamente o sucesso comercial das empresas. Em vez de atuar de forma isolada, a área se torna corresponsável pelos resultados: criando fluxos de qualificação de leads, fornecendo dados para o time comercial, otimizando custos de aquisição e, principalmente, construindo experiências que geram valor real para o cliente em todas as etapas de uma venda.

Ao mesmo tempo, os diretores dessas empresas passaram a ocupar um papel-chave na definição de estratégias de produto, precificação, expansão geográfica e posicionamento. A liderança de marketing precisa traduzir dados em decisões, mas também precisa ser guardiã da cultura de marca em um ambiente onde tudo muda o tempo inteiro.

O marketing deixou de ser a ponta final da comunicação para ser o centro de orquestração da experiência. As empresas que entendem isso, construindo times e estruturas tecnológicas adequadas a essa nova realidade, saem na frente. Porque o futuro da comunicação está menos em dizer e mais em agir: em ativar com inteligência, engajar com relevância e entregar valor com consistência.

Em um cenário de múltiplas telas, decisões rápidas e consumidores mais exigentes, cresce o papel das plataformas que unem automação, personalização e inteligência artificial. E cresce, também, a importância de equipes de marketing preparadas para transformar dados em experiências e experiências em conversões.

Por: Rodrigo Bidinoto, diretor global de vendas na ActiveCampaign, é formado em Administração pela Unisinos, com MBA em Gestão Estratégica de TI pela FGV e formação executiva em alta liderança pela Inalde Business School.