Com alta nas exportações de celulose e papel. Os resultados da indústria de janeiro a setembro; setor mantém protagonismo no comércio exterior do agronegócio, dados do Boletim Mosaico, produzido pela Ibá.
O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração registrou desempenho positivo no acumulado de janeiro a setembro de 2025, especialmente puxado pela produção e exportação de celulose. Os números são da nova edição do Boletim Mosaico, publicação trimestral da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).
A produção de celulose chegou a 21,7 milhões de toneladas no período, expansão de 16,1% em relação a 2024. As exportações também avançaram, crescendo 14,2% no comparativo anual —ao todo, 15,7 bilhões de toneladas foram exportadas.
Já a produção de papel manteve-se estável, somando 8,5 milhões de toneladas, com aumento nas vendas domésticas (+1,9%), nas exportações (+4,2%) e nas importações (+7,1%). No segmento de painéis de madeira, as exportações recuaram 4,5%, enquanto as vendas domésticas cresceram 1,8%. Vale lembrar que tanto papéis quanto painéis de madeira foram atingidos pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano.

Em valores, as exportações do setor somaram ao todo US$ 11,3 bilhões entre janeiro e setembro, queda de 3% na comparação anual.
A China segue como principal destino dos produtos do setor, sobretudo em celulose. As exportações para o país cresceram 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O gigante asiático é seguido por Europa, América do Norte e América Latina, embora haja registro de queda das exportações gerais para esses destinos.
Mesmo em um cenário global marcado por instabilidades comerciais, o setor de árvores cultivadas segue contribuindo de forma expressiva para a economia brasileira. Mantém participação relevante tanto na balança comercial do país (4,4%), quanto na do agronegócio (8,9%), reforçando sua presença como exportador de produtos de base florestal competitivos e sustentáveis.
—O setor chega ao terceiro trimestre com aumento consistente na produção de celulose, estabilidade na produção de papel e recuperação nas vendas domésticas. Ainda vivemos um contexto mundial incerto, com mudanças rápidas nas relações comerciais. Nesse cenário, o Brasil, como maior exportador global de celulose, segue firme em seu compromisso de oferecer soluções sustentáveis, competitivas e de fonte renovável ao mundo —afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá.