Para estabilidade dos países emergentes em 2026.
As condições macroeconômicas e de crédito dos mercados emergentes (MEs) têm sido resilientes este ano e a expectativa é que permaneçam assim em 2026, de acordo com último relatório da Moody’s. Vários eventos interligados, às vezes imprevisíveis, influenciarão essas condições, com potencial para gerar focos de estresse.
As mudanças na geopolítica e nas políticas se espalham pelos Mes —Os governos dos países emergentes estão se concentrando em suas prioridades domésticas e também em reforçar as relações internacionais, à medida que buscam lidar com as tarifas comerciais, as tensões entre EUA e China e outras questões geopolíticas. As eleições em vários MEs carregam o potencial para mudanças políticas. E a oposição social às políticas novas e existentes continuará a pressionar alguns governos de MEs a priorizar a estabilidade social em vez das reformas de longo prazo.
Os mercados cambiais locais e os veículos alternativos de financiamento estão crescendo — Os cortes das taxas de juros nos EUA, o aumento do apetite pelo risco dos investidores e o enfraquecimento do dólar dos EUA, juntamente com o interesse em diversificar para além daquele país, continuarão a estimular as entradas de capital para os MEs. Isso promoverá o crescimento dos mercados de títulos em moeda local, que se expandiram rapidamente na última década. A incerteza no período que antecede as eleições locais e mudanças inesperadas nas políticas nos países podem, no entanto, diminuir o apetite por risco dos investidores, particularmente por dívidas de entidades com qualidade de crédito relativamente fraca.
A inteligência artificial (IA) e os data centers oferecem potencial de crescimento e disrupção — É provável que os avanços tecnológicos exacerbem as diferenças entre os MEs e as economias avançadas (EAs), assim como entre MEs. Os pioneiros na adoção dessas tecnologias se beneficiarão à medida que a inovação e a eficiência aumentarem a produtividade, o investimento e os ganhos corporativos e, por fim, apoiarem o crescimento econômico. Mas os novos projetos tecnológicos também trazem riscos de execução, cibernéticos e sociais. O crescimento dos data centers continuará em resposta à demanda de IA e computação em nuvem.
Os desastres naturais dispendiosos sobrecarregam famílias, empresas e governos — Os MEs tendem a estar mais expostos a eventos climáticos extremos do que as EAs, mas dispõem de menos recursos para adaptação e resiliência. O investimento está muito abaixo do necessário, dadas as prioridades concorrentes e os obstáculos de financiamento. Quase metade dos MEs tem exposição de crédito alta ou muito alta a riscos climáticos físicos, como inundações e furacões, mas possuem uma força fiscal relativamente fraca, o que limita sua capacidade de enfrentar esses riscos.