Companhia alcança maior volume semestral dos últimos dez anos em equipamentos faturados.
A Kepler Weber (KEPL3) encerrou o segundo trimestre de 2025 com uma carteira contratada de pedidos 13,8% maior, em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando boas perspectivas para os próximos ciclos operacionais. A receita líquida foi de R$ 311,1 milhões, sustentada pela diversificação de receitas, com destaque de crescimento dos segmentos de Agroindústrias, 9,2%, e Reposição & Serviços, 8,4%.
A área de Negócios Internacionais, com receita líquida de R$ 30,9 milhões, se manteve praticamente estável em comparação com o segundo trimestre de 2024, quando a companhia registrou R$ 31 milhões. Nos seis primeiros meses de 2025, a Argentina respondeu por 30% das vendas do segmento, com entregas programadas para os próximos trimestres, consolidando o país como mais um destino estratégico nas exportações da Companhia e marcando a retomada da atuação comercial na região.
As despesas gerais e administrativas somaram R$ 24,1 milhões no segundo trimestre de 2025, representando uma queda de 3% ante o mesmo período do ano passado, reflexo da consistência na gestão orçamentária. No semestre, recuaram 4,8% mesmo com pressão inflacionária, evidenciando a disciplina na gestão de custos e o foco em eficiência operacional.
O final do segundo trimestre de 2025 foi marcado por sinais consistentes de estabilização no desempenho da Kepler Weber. Após um início de ano mais pressionado, encerramos o período com indicadores mais equilibrados e aderentes ao perfil de geração de valor que sustentamos ao longo dos últimos ciclos informou a empresa através dos dados do Release de Resultados publicado na CVM e B3 no dia 07 de agosto (quinta-feira).
Segundo a companhia, junho respondeu por 56% do Ebitda do trimestre, indicando uma retomada no ritmo de vendas e entregas. —Esse desempenho ao final do período reforça a perspectiva de aceleração operacional no segundo semestre, apoiada por uma carteira contratada robusta, maior previsibilidade nas entregas e sinais de recuperação gradual da demanda”.
O lucro líquido do período somou R$ 14,4 milhões, com margem líquida de 4,6%, uma redução de 6,7 pontos percentuais em comparação ao segundo trimestre do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) da companhia totalizou R$ 37,9 milhões, com margem de 12,2%.
A Kepler Weber também destaca que no primeiro semestre de 2025, alcançou a maior volumetria de embarques dos últimos dez anos, com crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2024, “evidenciando resiliência operacional mesmo em um cenário desafiador”.
Áreas de negócios —Com o segmento de Reposição e Serviços (R&S), responsável por gerar receita recorrente e estreitar o relacionamento de longo prazo com a base instalada, a Kepler Weber alcançou uma receita líquida de R$ 62,5 milhões, alta de 8,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
O número de clientes faturados cresceu 10,2% em relação ao segundo trimestre de 2024, “resultado de ações comerciais regionais e internacionais, programas de desenvolvimento de mercado e campanhas direcionadas”.
No acumulado de 2025, a receita chegou a R$ 135,7 milhões, crescimento de 18,4% na comparação com 2024.
Em Agroindústrias, a companhia reporta que fechou o trimestre com uma receita líquida de R$ 107,2 milhões, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
—O crescimento foi impulsionado por uma expansão de 77,1% na base de clientes faturados em relação ao 2T24, resultado da estratégia de ampliar a atuação em polos industriais estratégicos e diversificar o perfil de clientes. Esse movimento é especialmente relevante diante de um cenário de maior seletividade nas decisões de investimento— reforça um trecho do Release de Resultados da companhia.
No acumulado do primeiro semestre, o resultado da receita líquida dessa área de negócio somou R$ 208 milhões, avanço de 1,9% frente aos seis primeiros meses de 2024.
A companhia informa que entre abril e junho foram contratados projetos relevantes nos estados do Paraná, Goiás e Mato Grosso, totalizando aproximadamente R$ 58,2 milhões. Com início de execução previsto ainda em 2025, essas entregas devem impulsionar o faturamento dos próximos trimestres.
A receita do segmento de Negócios Internacionais apresentou crescimento de 2,9% no semestre, impulsionada pela continuidade das entregas no Paraguai e Uruguai, além do avanço em mercados como Panamá, Peru, Angola e Equador.
Com presença em cinco continentes e em mais de 50 países, a Kepler Weber reforça que “o trimestre foi marcado pela expansão do pipeline de vendas e avanço nas negociações de novos projetos, muitos já em fase inicial de execução com expectativa de faturamento nos próximos trimestres”.
Durante o segundo trimestre, foram firmados contratos relevantes com clientes da Argentina, Paraguai, Panamá e Angola, principalmente nos segmentos de beneficiamento de grãos e agroindústria integrada, que totalizaram aproximadamente R$ 42,4 milhões.
—Esses projetos fortalecem a presença estratégica da Companhia no mercado internacional e ampliam a visibilidade do pipeline global para os próximos trimestres, que tende a registrar aceleração no ritmo de vendas e expansão do portfólio internacional —conforme Release de Resultados da companhia.
Em Fazendas, área responsável por atender diretamente o produtor rural, a Kepler Weber registrou uma receita líquida de R$ 95,8 milhões, recuo de 7,5% ante o segundo trimestre de 2024. Os executivos da companhia avaliam que o desempenho ligeiramente inferior no período ocorreu principalmente, em um contexto ainda marcado por juros elevados e preços deprimidos das commodities agrícolas.
—Apesar do contexto, o segmento apresentou expansão significativa na base de clientes faturados, com aumento de 32,9% no número de clientes faturados em comparação ao segundo trimestre de 2024. Esse avanço está alinhado à estratégia da Companhia de ampliar sua presença no campo e fortalecer a capilaridade comercial—.
No acumulado do ano, a receita líquida do segmento somou R$ 227,5 milhões, retração de 3,4% em comparação com 2024.
Segundo dados do Release de Resultados da companhia, foram contratados dez novos projetos durante o segundo trimestre de 2025, que totalizam aproximadamente R$ 73 milhões, com entrega e reconhecimento de receita previstos para o decorrer dos próximos trimestres. Os contratos foram firmados com produtores dos estados de Mato Grosso, Maranhão e Rio Grande do Sul, “reforçam a atratividade da proposta de valor da Companhia e sustentam perspectivas positivas para os próximos períodos”.
Na área de Portos & Terminais a receita líquida somou R$14,7 milhões, queda de 60,8% em relação ao mesmo período do ano passado. —Esse desempenho reflete uma base comparativa atipicamente elevada, impulsionada no ano anterior por dois marcos relevantes: a parceria com uma grande indústria de etanol de milho no Mato Grosso e a venda de transportadores enclausurados que ampliaram a capacidade operacional do porto de Santos. Sem projetos de porte semelhante em 2025, o faturamento do trimestre foi sustentado por entregas em andamento—.
Mesmo em um trimestre com menor volume de entregas, o segmento apresentou evolução qualitativa. A margem bruta atingiu 36,4%, avanço de 0,8 ponto percentual na comparação com o segundo trimestre de 2024, número que reflete a priorização de projetos mais rentáveis e uma carteira com melhor composição. O número de clientes faturados cresceu 20%.
O mesmo cenário se aplica ao primeiro semestre de 2025, com receita Líquida de R$ 25,3 milhões, retração de 69,9% frente ao mesmo período de 2024. —A base excepcionalmente forte do ano anterior distorce a leitura da performance atual, que segue ancorada em uma carteira comercial ativa, com boa geração de novos contratos e foco em soluções de maior valor agregado e complexidade técnica— reforça o documento.
No segundo semestre, a Kepler Weber dará continuidade à execução de contratos já firmados e que somam aproximadamente R$ 80 milhões. São projetos voltados para as cadeias de etanol e grãos. —Além disso, participa de processos competitivos relevantes, que podem resultar em novas receitas, refletindo sua capacidade de atuação em diferentes frentes e o foco na geração sustentável de valor—.