Ante o mesmo mês no ano passado. Assim também recuaram as vendas e, as exportações. Retração na produção de janeiro a julho, uma alta de 1,7% em volume das exportações, mas menos valor. E, exceto uma queda de 8,6% no valor das importações em julho, tanto em volumes e valores tiveram altas significantes também no acumulado do ano, ante os mesmos períodos em 2024.
A produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, em julho de 2025, uma redução de 9,6% frente ao apurado no mesmo mês de 2024. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 7,7% inferior à registrada em julho de 2024. A produção de semiacabados para vendas foi de 727 mil toneladas, uma queda de 18,7% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2024, de acordo com dados divulgados no dia 26 de agosto (terça-feira), pelo Instituto Aço Brasil.
Segundo a entidade do setor as vendas internas recuaram 2,9% frente ao apurado em julho de 2024 e atingiram 1,9 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,3 milhões de toneladas, 1,8% superior ao apurado no mesmo período de 2024.
Exportações — As exportações de julho de 2025 foram de 1,0 milhão de toneladas, ou US$ 740 milhões, o que resultou em redução de 29,0% e de 32,6%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2024.
Importações — As importações de julho de 2025 foram de 616 mil toneladas e de US$ 559 milhões, um aumento de 4,2% em quantum e queda de 8,6% em valor na comparação com o registrado em julho de 2024.
Acumulado do ano — Quanto a produção brasileira de aço bruto no acumulado de janeiro a julho de 2025, foi de 19,3 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 1,1% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 13,9 milhões de toneladas, expandindo 0,8% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2024. A produção de semiacabados para vendas totalizou 4,7 milhões de toneladas de janeiro a julho de 2025, uma queda de 10,4% na mesma base de comparação.
Vendas — As vendas internas foram de 12,3 milhões de toneladas de janeiro a julho de 2025, o que representa uma elevação de 1,8% quando comparadas com igual período do ano anterior.
Consumo — O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 16,0 milhões de toneladas no acumulado até julho de 2025. Este resultado representa um aumento de 8,1% frente ao registrado no mesmo período de 2024.
Exportações — As exportações de janeiro a julho de 2025 atingiram 6,2 milhões de toneladas, ou US$ 4,4 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, aumento de 1,7% e redução de 10,8% na comparação com o mesmo período de 2024.
Importações — As importações alcançaram 4,1 milhões toneladas no acumulado até julho de 2025, um aumento de 24,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 3,8 bilhões e avançaram 11,4% no mesmo período de comparação.
Ranking mundial de produção — A produção mundial do aço em junho, o Brasil aparece em 9º lugar respectivamente: China; Índia; Japão; Estados Unidos; Rússia; Coréia do Sul; Turquia; Alemanha; Brasil; Irã.
Produção regional — Quanto a distribuição regional da produção de aço bruto, de semiacabados e laminados no mês de junho, e no acumulado do semestre de 2025, os estados continuam aparecendo nesta ordem: Minas Gerais; Rio de Janeiro ; Espírito Santo; São Paulo.
Rio de Janeiro — O Rio de Janeiro produziu mais de cinco milhões de toneladas de aço bruto nos sete primeiros meses do ano — Estado respondeu por 26,9% da produção nacional de julho com as 752 mil toneladas de aço que fabricou no mês: o Rio de Janeiro acumula 5,1 milhões de toneladas de aço produzidas de janeiro a julho deste ano, o que significa uma alta de 2,3% na comparação com o mesmo período no ano passado. Apenas em julho, o estado produziu 752 mil toneladas de aço bruto, sendo responsável por 26,9% da produção nacional no mês. Os dados são do Instituto Aço Brasil, que representa as empresas siderúrgicas brasileiras.
— O desempenho da siderurgia fluminense evidencia a posição do Rio de Janeiro como um dos grandes protagonistas da indústria nacional. O aço produzido aqui impulsiona investimentos, gera empregos e movimenta cadeias produtivas, fortalecendo setores estratégicos para o desenvolvimento do estado e do país, como a construção civil, a infraestrutura e a indústria de transformação — observa o governador Cláudio Castro(PL).
No ano passado, o Rio de Janeiro produziu 8,8 milhões de toneladas de aço, registrando um crescimento de 2,4% em relação a 2023, sendo responsável por 26,2% da produção de aço bruto no país.
—O Rio de Janeiro segue como o segundo maior produtor nacional de aço bruto, com um crescimento, no acumulado do ano, superior ao do estado de Minas Gerais. Esse desempenho demonstra a confiança das empresas que investem aqui e a solidez da nossa base industrial — destaca a secretária interina de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, Fernanda Curdi.
De acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção brasileira de aço bruto foi de 19,3 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a julho de 2025, o que representa uma retração de 1,1% frente ao mesmo período do ano anterior.
ICIA — No levantamento do indicador antecedente desenvolvido pelo Instituto Aço Brasil: o Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA), apresentou uma alta de 3,4 pontos em agosto de 2025 ante o mês anterior, e atingiu 24.4 pontos, soma que interrompe nove meses seguidos de retração do Índice de Confiança dos CEOs da indústria do aço, no entanto, observam que a indicação de pontos somados continuam apontando piora tanto da situação atual quanto as expectativas para os próximos seis meses. —Índice que se mantém nos mesmos níveis registrados no auge da pandemia do Covid 2019— frisa o Instituto Aço Brasil.