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18/11/2009 - 10:47

Seminário discute o impacto de Angra 3 na economia brasileira

Oportunidades para a engenharia e para a indústria nacional ajudam a reverter a crise.

As oportunidades para a engenharia, para a indústria brasileira e para os profissionais que atuam no setor elétrico que serão geradas a partir da retomada do Programa Nuclear Brasileiro, com o reinício das obras da Usina de Angra 3, vão ser debatidas nos próximos dias 9 e 10 de dezembro, no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, durante o “Seminário Nacional de Energia Nuclear: Tecnologia nuclear – Papel estratégico na revitalização da economia brasileira”.

O objetivo do evento, promovido pela Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas (ABEE) e pela Planeja e Informa Comunicação e Marketing, com apoio da Eletronuclear e de várias entidades do setor, é analisar o impacto da retomada do programa nuclear brasileiro na economia brasileira e o seu papel na reversão da crise mundial no país. As obras de Angra 3, localizada na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ), demandarão investimentos da ordem de R$ 7,2 bilhões em cinco anos e meio, além de R$ 1,5 bilhão já investido, gerando efeitos diretos e indiretos na engenharia e na indústria brasileiras, através da geração de encomendas e de empregos.

Papel estratégico - Com foco no início das obras da Usina de Angra 3 e no início do processo licitatório para contratação de novos serviços de engenharia de projeto, montagem e gerenciamento para a implantação da Usina, o Seminário Nacional de Energia Nuclear pretende reunir, durante os dois dias, especialistas, técnicos, executivos, entidades e empresários do setor.

Na visão da ABEE, os investimentos do Programa Nuclear Brasileiro, executados através da Eletronuclear, se constituem num instrumento estratégico de aquecimento para a engenharia brasileira e a indústria nacional de máquinas e equipamentos e empresas de serviço, especialmente na área de montagem e construção soldada, além de forte gerador de mão-de-obra, básica e especializada. Sem dúvida, um forte incentivo à elevação do PIB do país e redução dos efeitos da crise mundial no Brasil.

Estima-se que no período de maior movimentação no canteiro de obras sejam criadas cerca de nove mil novas vagas, podendo gerar outras 15 mil novas vagas em empregos indiretos e um sensível aumento da demanda por bens e serviços, além de aquecer a economia local no entorno da Central Nuclear. O projeto prevê um índice de nacionalização da ordem de 70%.

Além de Angra 3, a matriz energética brasileira prevê a construção de pelo menos outras oito novas centrais nucleares até 2030, cujos estudos para a definição da localização já estão em execução, apontando para a faixa litorânea entre Salvador e Recife. A questão é saber se o setor nuclear está pronto para a retomada, tanto do ponto de vista tecnológico quanto da infra-estrutura do parque industrial brasileiro. No entender da ABEE, Angra 3 vai funcionar como um termômetro para que as empresas possam visualizar suas necessidades e se prepararem para atender à demanda desta e das novas usinas nucleares. Desta forma, o seminário pretende detalhar toda a demanda de materiais e equipamentos, tecnologias, necessidades de mão-de-obra, soluções e oportunidades para as empresas brasileiras, decorrentes do Programa Nuclear, com ênfase na retomada de Angra 3 – colocando frente à frente quem tem e quem precisa da solução. [ Inscrições: [email protected] ou pelo telefone (21) 2262-9401].

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