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16/09/2009 - 10:12

Laboratório LFB organiza conferência de associações de palhaços da França e do Brasil

O LFB reuniu os projetos Le Rire Médecin, francês, e Doutores da Alegria, brasileiro, durante o Ano da França no Brasil

O laboratório público francês LFB, que tem filial no Brasil, organizou uma conferência no Rio de Janeiro com os fundadores dos aclamados programas Le Rire Médecin, da França, e Doutores da Alegria, do Brasil, que atuam com palhaços em hospitais, levando um pouco de alegria e alívio a crianças. O evento, que também contou com a participação do projeto Enfermaria do Riso, aconteceu quinta-feira no hotel Sofitel, em Copacabana.

Além de representantes do LFB e de diversos hospitais do Rio, também estava presente o diretor da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), que mantém uma parceria importante de transferência de tecnologia com o laboratório francês, especializado na fabricação de medicamentos derivados do plasma.

“LFB patrocina Le Rire Médecin desde 2002. No contexto do Ano da França no Brasil, surgiu a idéia de promover uma troca de experiências entre os dois projetos (Le Rire Médecin e Doutores da Alegria). O primeiro encontro entre palhaços dos dois programas aconteceu há cinco meses em Recife, e as fotografias tiradas durante o evento foram reunidas em uma exposição que levaremos para todos os hospitais da cidade e para os da rede Amil aqui no Rio”, declarou Patrick Clément, diretor da LFB Brasil. “O Ano da França é uma excelente iniciativa, que permite tecer parcerias em todos os setores de atividade”, acrescentou.

“Queríamos muito participar, justamente por termos uma filial no Brasil. Tivemos então a ideia desta troca. Nosso trabalho não é apenas dar medicamentos, mas trazer bem-estar e conforto ao paciente. Muitos de nossos produtos são utilizados em pediatria e muitos deles são, infelizmente, indicados para o tratamento de doenças graves”, destacou Guillaume Bologna, diretor de relações públicas da empresa e principal idealizador do projeto.

“Trata-se de uma linda parceria entre uma ONG francesa e outra brasileira para acompanhar crianças hospitalizadas e ajudá-las a superarem suas dores através do riso. É um símbolo maravilhoso do Ano da França no Brasil”, analisou Hugues Goisbault, cônsul geral da França no Brasil. Na abertura da conferência, Goisbault ressaltou o apoio das autoridades francesas – através do LFB, financiado pelo governo da França – à parceria entre Le Rire Médecin e Doutores da Alegria.

O diretor da LFB Brasil fez em seguida uma breve apresentação de sua empresa antes de dar a palavra a Caroline Simonds, fundadora da associação francesa Le Rire Médecin. “Apaixonei-me por esse trabalho de palhaço em hospital há 20 anos. Eu e Wellington Nogueira (o fundador de Doutores da Alegria) estivemos entre os primeiros membros da equipe do Clown Care Unit”, a ONG de Nova York que lançou este conceito, contou ela. “Meu objetivo é fazer o máximo para trazer um raio de sol a uma criança doente”, resumiu, insistindo na importância da formação dos profissionais.

Assim como Caroline, Wellington Nogueira e Ana Achcar, coordenadora da Enfermaria do Riso, ficaram encantados com o projeto comum realizado no Brasil. “Uma troca como esta é uma grande oportunidade. Superou nossas expectativas. Nós somos os pioneiros desta expressão artística, e queremos transmiti-la para as gerações futuras”, afirmou Nogueira. “Temos que unir nossos esforços para preparar profissionais cada vez melhores para este trabalho. As crianças merecem”, encerrou Ana.

Ana Achcar e Caroline Simonds se conhecem desde 2000 e mantêm contato constante por telefone ou e-mail, mas esta é a primeira vez que Caroline vem ao Brasil para apresentar seu projeto e conferir pessoalmente o da amiga. “Há um ano, o laboratório farmacêutico LFB Brasil – um dos patrocinadores do evento – entrou em contato comigo para saber se eu gostaria de organizar um projeto no Brasil durante o Ano da França. Aceitei imediatamente”, explicou Caroline, que nasceu na periferia de Washington, mas mora em Paris há quase 20 anos.

A união se concretizou há cerca de cinco meses, quando dez palhaços do Le Rire Médecin trabalharam com quinze de seus colegas do programa brasileiro Doutores da Alegria em hospitais de Recife. “Foi uma experiência maravilhosa, única. Franceses e brasileiros mal se entendiam, mas a linguagem dos palhaços e das crianças é universal”, relatou Caroline. Desde segunda-feira 7 de setembro, a americana dá aulas noturnas à turma de Ana na Escola de Teatro da UNIRIO. Durante a semana, Ana e Caroline visitaram três hospitais do Rio com os palhaços brasileiros da faculdade: o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), o Instituto Fernando Figueira (IFF), da Fiocruz, e o Hospital da Lagoa.

Engana-se quem pensa que ser palhaço é fácil, sobretudo em ambiente hospitalar. A formação dos artistas é muito importante. Os palhaços trabalham sempre em duplas, e a conexão com o parceiro é fundamental. As aulas de Caroline Simonds incluem diversos tipos de jogos e interações, tudo para reforçar esta ligação entre os integrantes de cada dupla. O trabalho é difícil, e exige um bom equilíbrio emocional para não se envolver demais com crianças que muitas vezes correm risco de vida. “Eu sofri muito nos meus primeiros anos como palhaça nos hospitais do Bronx”, confessou a americana aos estudantes da UNIRIO.

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