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05/09/2009 - 08:23

Países do Bric pedem que governos mantenham gastos para estimular economia mundial

Brasília - Os países do G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do mundo, não devem parar de ampliar os gastos e reduzir os impostos e os juros para restaurar o crescimento econômico mundial, concluíram os ministros de finanças e os presidentes dos bancos centrais do Brasil, da Rússia, Índia e China (Bric). Reunidos em Londres, eles defenderam a manutenção das políticas anticíclicas (medidas de estímulo econômico) pelas principais economias do planeta.

Em comunicado conjunto, os países do Bric afirmaram que, apesar dos sinais positivos detectados nos últimos meses, ainda é cedo para decretar o fim da crise. “A economia global ainda atravessa grande incerteza e riscos significativos permanecem para a estabilidade econômica e financeira”, destacou o texto, que teve a assinatura do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Na avaliação do Bric, a recuperação econômica está relacionada às medidas “sem precedentes” tomadas pelas principais economias em todo o mundo com o objetivo de restaurar a estabilidade e o crescimento. “Os países do G20 devem continuar a implementar políticas anticíclicas fiscais e monetárias de maneira sustentável e internacionalmente coordenada”, afirmou o comunicado.

O documento também condenou o protecionismo, tanto no sentido comercial como financeiro. Os países do Bric defenderam a retomada das negociações da Rodada Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), interrompidas no ano passado. “Os governos deveriam trabalhar em direção à conclusão breve e bem-sucedida da Rodada Doha de maneira a assegurar um resultado ambicioso, abrangente e equilibrado”, ressaltou.

Apesar de apoiarem a regulamentação dos mercados financeiros, as quatro maiores economias emergentes do mundo sugeriram prudência para que as reformas não resultem em barreiras para a movimentação de recursos entre os países. “As reformas regulatórias em curso no setor financeiro não devem impedir o fluxo internacional de capitais e os investimentos”.

No encontro, os ministros e os presidentes de bancos centrais também defenderam a ampliação da presença dos países emergentes no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial. Eles reivindicaram que as nações desenvolvidas transfiram 7% das cotas no FMI e 6% da participação no Banco Mundial para as nações emergentes e em desenvolvimento.

Os países do Bric também pediram a reformulação nos critérios para a eleição do diretor-gerente do FMI e do presidente do Banco Mundial. No comunicado, eles sugeriram que a escolha seja feita de forma aberta e com base no mérito dos dirigentes. Atualmente, esses cargos são ocupados por meio de um rodízio entre os Estados Unidos e a Europa.

No dia 5 de setembro (sábado), Mantega e Meirelles participam da reunião do G20 que preparará o encontro de chefes de Estado que ocorrerá em Nova York no fim do mês.

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