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27/08/2009 - 10:05

BTP investe R$ 1,6 bilhão na construção de terminal portuário

Antigo Lixão da Alemoa, em Santos, será recuperado em dois anos e transformado em terminal de contêineres com capacidade de 1,1 milhão de TEUs. Projeto de remediação da área tem início em setembro e operações da Brasil Terminal Portuário começam em 2012.

A Brasil Terminal Portuário (BTP) vai construir um terminal de contêineres na área do antigo Lixão Alemoa, com início do projeto de remediação ambiental da área previsto para o próximo mês de setembro. O investimento total da empresa será de R$ 1,6 bilhão, segundo informou o diretor-geral da BTP, Henry James Robinson, na tarde desta quarta-feira (26), durante a realização da 7ª edição do Santos Export – Fórum Nacional para Expansão do Porto de Santos.

“A Cetesb já deu parecer favorável ao projeto executivo e a primeira fase, que inclui obras de remediação (limpeza do solo) e que precedem à construção do terminal, deve começar nas próximas semanas. Serão 50 anos de poluição eliminados em dois anos de trabalho de recuperação ambiental”, destaca Henry Robinson.

A empresa estima que o novo terminal vá gerar mais de 13 mil empregos diretos e indiretos, incluindo as etapas de construção e operação do terminal. O empreendimento deve recolher aos cofres públicos, em média, R$ 193 milhões por ano em impostos nos níveis federal, estadual e municipal.

O início das operações vai proporcionar um aumento de 1,2 milhão toneladas/ano de granéis líquidos na capacidade de movimentação do Porto de Santos. O Porto vai poder contar também, nessa primeira fase, com 1.100 metros adicionais de cais acostável e área de armazenamento para 1,1 milhão de TEU’s. “O principal valor agregado, entretanto, será a operação no “estado-da-arte” em termos de produtividade e segurança para os trabalhadores, comunidade e terminal”, ressalta Robinson.

Da área total do empreendimento, a BTP vai preservar um espaço de cerca de 30 mil metros quadrados anexo às margens do Rio Saboó, como forma de viabilizar o retorno das aves aos ninhais, abandonados por elas nas últimas estações, e preservar porção de mangue não atingida pelos contaminantes existentes no restante da área.

Sem crise -Apesar dos desafios que a crise econômica vem impondo às empresas dos diversos setores, a APM Terminals mantém seu otimismo em relação aos investimentos. A estimativa da empresa é concluir os planos para o biênio 2008/2009 com recursos de US$ 2 bilhões. “Nossa base de clientes, aliada à crescente importância dos portos na retomada do crescimento da economia, nos dão essa confiança. No Brasil, com nossas duas unidades de negócios, esperamos ampliar nossas atividades”, destaca Paulo Simões, gerente-geral de Investimentos e Projetos da APM Terminals na América do Sul.

Com 50 Terminais espalhados em vários países, a APM Terminals não interrompeu seu cronograma de construção ou mesmo de expansão de seus terminais distribuídos em vários países. No Brasil, a APM tem uma unidade no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, e já desenvolveu estudo de viabilidade econômica para um projeto em Santos, localizado no Distrito Industrial da Alemoa. “Para Santos, estão previstos investimentos de US$ 875 milhões, com geração de cerca de seis mil postos de trabalho diretos, indiretos e TPAs, agregando mais renda e tributos para cidade”, revela Simões. A empresa agora aguarda a abertura do processo de licitação pública.

Futuro positivo para o etanol -No encerramento do Fórum Santos Export, o presidente da Associação Internacional do Comércio de Etanol (da sigla em inglês, IETHA), Joseph Sherman, disse que, apesar da queda nas exportações de etanol no primeiro semestre de 2009, a expectativa do setor é de recuperação. “Como as exportações do setor de commodities é cíclico, esperamos um novo “boom” para 2011, talvez 2012. Da mesma forma, a demanda mundial por fontes de energia renovável devem continuar”, destaca Sherman. O presidente da IETHA alerta, no entanto, que o Brasil deve preparar seus portos para o provável aumento das exportações. “Ainda temos problemas de infraestrutura no País, que dificultam o atendimento da demanda”.

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