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20/04/2007 - 09:09

Embraer estuda aeronave de transporte militar para vender ao mercado mundial


Novo projeto realizará missões de reabastecimento e evacuação médica, entre outra, somente o Brasil trocaria uma frota de 22 aeronaves até 2020 com investimentos de US$ 1,1 bilhão.

São José dos Campos (SP) – A Embraer confirmou dia 19 de abril, em coletiva de imprensa realizada durante a Latin America Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro, que vem realizando estudos para o possível desenvolvimento de uma aeronave de transporte militar. Caso seja efetivamente lançado, o Embraer C-390, como tem sido chamado, será o avião mais pesado já produzido pela Empresa e terá capacidade para transportar até 19 toneladas (41.888 libras) de carga. O novo projeto incorporará várias soluções tecnológicas desenvolvidas para o bem-sucedido jato comercial Embraer 190.

Apresentado como jato de transporte militar de médio porte, o Embraer C-390 possuirá ampla cabine, equipada com rampa traseira para transportar os mais variados tipos de carga, incluindo veículos blindados sobre rodas, e dotada dos mais modernos sistemas de embarque e desembarque.

O novo jato poderá ser reabastecido em vôo e também utilizado para reabastecimento, fornecendo combustível a outras aeronaves, em vôo e em solo. A cabine de carga permitirá configuração para o transporte de feridos ou doentes, em missões de evacuação médica (Medical Evacuation – Medevac). Os avanços técnicos do Embraer C-390 incluem a tecnologia fly-by-wire, que diminui a carga de trabalho dos pilotos, aumentando a segurança, e a operação em pistas curtas e não pavimentadas, sem a necessidade de apoio no solo.

“Nossas análises indicam que existe um mercado potencial para este tipo de aeronave a nível global, especialmente na substituição de modelos antigos, que atingirão o fim de suas vidas úteis na próxima década”, disse Luiz Carlos Aguiar, vice-presidente executivo da Embraer para o Mercado de Defesa e Governo. “Estamos agora aprofundando os estudos e buscando o melhor uso das soluções tecnológicas implementadas na família Embraer 170/190, que serão cuidadosamente adaptadas às necessidades específicas dos operadores militares. Este é um bom exemplo de derivação tecnológica (spin-off) e de como a visão de longo prazo da Embraer é focada na satisfação dos clientes.”

“Baseados na larga experiência da Embraer em liderar programas de sucesso, temos discutido com outras empresas de primeira linha em suas especialidades, uma participação conjunta no desenvolvimento, que deverá seguir dentro das melhores práticas internacionais para programas de defesa”, acrescentou Aguiar.

Indagados pela Fator Brasil sobre as substituições de aeronaves deste segmento no Brasil, os executivos disseram que já tem cerca de 700 aeronaves a nível mundial para serem substituídas, no caso do Brasil são 22, que necessitam ser substituídas até 2020, com investimentos que chegam a US$ 1,1 bilhão.

Participaram da coletiva ainda Anastácio Katsanos, diretor de Inteligência de Mercado de Defesa e Governo e Paulo Gastão Silva, gerente de Planejamento Estratégico, Mercado de Defesa e Governo.

A Embraer adianta que divulgará, oportunamente, mais informações a respeito deste estudo, visando manter o público bem informado sobre as decisões da Empresa.| www.embraer.com.br.

A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. - NYSE: ERJ; Bovespa: EMBR3) é uma Empresa líder na fabricação de jatos comerciais de até 120 assentos e uma das maiores exportadoras brasileiras. Com sede em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, a Empresa mantém escritórios, instalações industriais oficinas de serviços ao cliente no Brasil, Estados Unidos, França, Portugal, China e Cingapura. Fundada em 1969, a Embraer projeta, desenvolve, fabrica e vende aeronaves para os segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, e Defesa e Governo. A Empresa também fornece suporte e serviços de pós-vendas a clientes em todo o mundo. Em 31 de março de 2007, contava com 21.005 empregados e sua carteira de pedidos firmes totalizava US$ 15,0 bilhões.

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