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19/04/2007 - 05:24

Efeito Ásia inaugura novo paradigma industrial, diz Barros de Castro

A emergência econômica de China, Índia e alguns países do Sudeste Asiático, como Vietnã, não representa uma bolha de crescimento e deve inaugurar um novo paradigma industrial, baseado fundamentalmente em biotecnologia e outras tecnologias de ponta. O prognóstico foi apresentado pelo presidente do BNDES, Antônio Barros de Castro, que se mostrou preocupado com o formato da inserção brasileira nesse novo paradigma. “Subitamente, quase 40% da população mundial foi inserida no consumo. É óbvio que não há combustíveis e metais para sustentar isso. Alguma coisa muito importante está por acontecer”, prevê. Barros de Castro acredita que para dar conta dessa gigantesca nova demanda, novas tecnologias terão que se desenvolver rapidamente. Enquanto isso, os preços dos combustíveis e metais deverão se manter em tendência de alta por pelo menos mais dez anos, apresentando boas oportunidades para países como o Brasil. A indústria extrativa brasileira cresceu 6,0% em 2006, contra 4,3% em 2004, fundamentalmente em resposta a esse efeito asiático.

Já para o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Ernesto Heinzelmann, devemos ficar preocupados com as transformações em curso no mundo e lideradas pela China. “Quando falamos em infra-estrutura, educação e planejamento de longo prazo, podemos facilmente fazer uma relação com o Brasil. E em todas essas frentes, temos caminhado pouco em qualidade e velocidade”. De acordo com Heinzelmann, falta ao Brasil senso de urgência para fazer a lição de casa, coisa que a China tem feito muito bem. “Falta espírito de coletividade. Isso está impedindo de ver a figura de forma mais abrangente. Fico preocupado com esse aspecto”, concluiu.

Internacionalização foi estratégia para sobrevivência, diz Marcopolo - A ida para a China e o emprego das mesmas condições de baixo custo que o país oferece foram condições obrigatórias para que a Marcopolo conseguisse competir eficientemente no mercado global. Além da vantagem logística, já que a Ásia é um mercado importante para a empresa, as vantagens tributárias e de baixíssimo custo obrigaram a Marcopolo a tornar-se uma multinacional. “A internacionalização deixa de ser uma opção para se tornar uma estratégia de salvação”, disse José Martins, vice-presidente do Conselho de Administração da Marcopolo. Do faturamento total da empresa, 30% já é garantido fora do Brasil. Martins admitiu que houve uma seqüência de erros no processo de internacionalização, em especial na ida para Portugal e Argentina, onde a empresa não pretende aumentar a capacidade produtiva em função dos maus resultados, mas as operações seguem bem sucedidas no México, África do Sul e Colômbia.

Na China, as condições são mais complexas, em função do grande número de fabricantes e o ambiente altamente competitivo. Por outro lado, os preços baixos tornam a China uma boa base exportadora. “Nossa fábrica chinesa será praticamente toda voltada para exportação”, antecipa Martins.

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