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13/04/2007 - 09:06

Expansão dos maiores grupos de álcool demandará US$30 bi

São Paulo - Os cinco maiores grupos do setor sucroalcooleiro no Brasil precisarão investir cerca de 30 bilhões de dólares nos próximos anos para consolidar suas posições neste crescente mercado, estimou a Cosan, maior produtora brasileira de açúcar e álcool.

A projeção da companhia leva em conta uma expansão prevista da safra de cana-de-açúcar brasileira de 7,8 por cento ao ano, para 670 milhões de toneladas em 2013, e o processo de consolidação verificado no passado recente em outros setores.

"O setor sucroalcooleiro deve passar por um processo de consolidação... Se você comparar com outros setores, vê que os cinco maiores players têm muito mais participação", disse o vice-presidente financeiro do grupo, Paulo Diniz.

Os cinco maiores grupos em açúcar e álcool detêm 17,4 por cento do mercado, segundo a Cosan. Na área de soja, os cinco principais têm cerca de 95 por cento; no aço, os quatro maiores detêm 93 por cento; no suco de laranja, 91,5 por cento.

"Neste cenário, seria razoável pensar nos cinco grandes players (de açúcar e álcool) com cerca de 80 por cento do mercado", afirmou Diniz numa entrevista coletiva para anunciar o plano de investimentos do grupo, de 1,7 bilhão de dólares nos próximos quatro anos.

Considerando a projeção para a safra de cana, os cinco principais grupos passariam das atuais 75 milhões de toneladas de cana para algo como 536 milhões de toneladas.

Essas 461 milhões de toneladas de cana adicionais é que demandariam investimento da ordem de 30 bilhões de dólares, na construção de novas usinas e aquisições, explicou Diniz, frisando que poucos grupos, entre eles a Cosan, teriam condições de aplicar sua fatia do montante.

A Cosan é atualmente o maior grupo do Brasil, mas detém apenas 9 por cento de participação de mercado, que ainda é bastante pulverizado -- há cerca de 325 usinas no país.

Diniz afirmou ainda que, para moer a safra projetada de 670 milhões de toneladas serão necessárias mais 35 usinas --com capacidade conjunta para moer 70 milhões de toneladas-- além das 87 novas unidades que tiveram projeto anunciado ou estão sendo instaladas.| Por: Inaê Riveras/Reuters.

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