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04/07/2009 - 09:57

Porto de Santos bate novo recorde em maio, US$ 27,8 bilhões


27,4% da balança comercial brasileira, que atingiu US$ 101,6 bilhões, as exportações subiram 20,6%, com destaque para o crescimento dos produtos agrícolas e derivados e petróleo.

O porto de Santos movimentou 7.457.265 toneladas de cargas em maio último, novo recorde para o mês (7,6% acima da melhor marca anterior, ocorrida em 2005) e a quinta melhor movimentação da história do Porto. Açúcar, soja em grão e trigo se destacaram, consolidando o porto santista como o principal na movimentação desses produtos.

O resultado obtido superou em 757.841 toneladas (11,31%) a previsão feita para o mês. Desta forma, a administradora portuária santista estima que a movimentação do porto deverá atingir 81,4 milhões de toneladas em 2009.

Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) também são positivos. A movimentação do porto nos primeiros cinco meses do ano correspondeu a US$ 27,8 bilhões, 27,4% da balança comercial brasileira, que atingiu US$ 101,6 bilhões. Foi a melhor participação de mercado apresentada desde 2004, quando o porto santista chegou a 28,1% do total. Em toneladas, a participação equivaleu a 12,6%, a melhor dos últimosdez anos (período analisado).

Na estatística da Codesp, maio último superou em 11,3% o mês correspondente de 2008, com aumento das exportações em 26,6%. Além do açúcar e soja em grão, destaque para café em grão, pellets cítricos, soja peletizada e sucos cítricos e derivados de petróleo (gasolina, óleo combustível, óleo diesel e gasóleo). Nas importações, redução de 21,65% em relação a maio de 2008, com crescimento da movimentação de trigo, amônia, gás liquefeito de petróleo e soda caustica.

Movimento acumulado - O movimento acumulado dos cinco primeiros meses do ano totalizou 31.207.966 toneladas, 3,6% acima do mesmo período de 2008. É a segunda melhor marca do porto, 458.728 toneladas abaixo do recorde estabelecido em 2007. As exportações subiram 20,6%, com relevo para o crescimento de produtos agrícolas (açúcar, café, milho, óleo de origem vegetal, pellets críticos e soja em grãos) e derivados de petróleo. Já as importações caíram 26,4%, com o crescimento no gás liquefeito de petróleo, sal e trigo.

Açúcar - Enquanto na década de 90 houve queda no preço internacional do açúcar, o final dos anos 2000 está sendo marcado por uma expressiva alta do preço das commodities, em especial causada pela quebra de safra da Índia, principal consumidor do planeta e segundo maior produtor mundial de açúcar, depois do Brasil, segundo DCI de 3/6/2009.

Segundo estatísticas da Codesp, o Porto de Santos movimentou 5.451.843 toneladas de açúcar nos primeiros cinco meses do ano, 59,5% acima do apurado no período correspondente do ano passado. No comparativo mensal, total de 1.629.647 toneladas exportadas em maio último, volume 47,7% superior ao mês de maio de 2008.

O porto santista lidera com folga o ranking dos principais portos exportadores do Brasil de dois tipos de açúcar: “açúcar de cana, em bruto, e “outros açúcares de cana, beterraba, sacarose quim. Pura, sol.”. Com relação ao “açúcar de cana, em bruto”, o Porto de Santos escoou 67,6% do total exportado pelo país nos cinco primeiros meses de 2009, seguido de Paranaguá (17,2%), Maceió (11,6%) e Recife (3,2%).

Comprovando a mudança da vocação de exportadora para importadora, a Índia lidera como o principal destino do açúcar exportado pelo país, seguida da Rússia, Bangladesh, Nigéria e Marrocos. Cabe informar que a última vez que a Índia havia importado apçúcar do Brasil foi em 2005.

Nos “outros açúcares de cana, beterraba, sacarose quim. Pura, sol.”, a liderança também é do Porto de Santos, com 72,1% do total escoado pelo país, acompanhado por Maceió (7,7%), Suape (7,1%) e Paranaguá (5,3%). Um dos principais importadores por produção brasileira desse tipo de açúcar é a Arábia Saudita, seguida do lêmen, Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Gana.

Soja em grãos - Nos cinco primeiros meses de 2009, o Porto de Santos apresentou movimentação de 5.480.065 toneladas de soja em grãos, 25,5% acima do verificado no primeiro quinquimestre do ano passado. O número alavancou as exportações do complexo soja (soma da soja em grãos e soja peletizada) no período, atingindo 6.211.733 toneladas, 20,3% acima do ano passado. A soja peletizada, apesar do significativo volume (731.668 toneladas) entre janeiro e maio, apresentou queda de 8,1% nos cinco primeiros meses do ano em relação a 2008.

O aumento das importações por parte da China e a quebra da safra argentina continuam elevando os preços da soja em grãos no mercado internacional. Segundo matéria veiculada no jornal Gazeta Mercantil no último dia 26 de maio, o Centro Nacional da China de Informação sobre Grãos e Óleos divulgou recentemente que “a China (principal importador da oleaginosa no mundo) poderá reduzir as compras de soja dos Estados Unidos e aumentar as do Brasil nos próximos meses”. A matéria informou ainda, que o órgão estatal chinês não forneceu detalhes sobre os motivos que levarão à diminuição.

Dados do MDIC mostram que Santos lidera o ranking brasileiro dos portos exportadores de soja desde 2004. Enquanto no ano passado Santos respondia por 32,8% da movimentação nacional, a parcela subiu para 37% em 2009. Além de Santos, Vitória (Espírito Santo), São Luís (Maranhão) e Salvador (Bahia) foram os únicos portos que apresentaram crescimento na participação. O principal importador da soja exportada pelo país é a China, seguida da Espanha, Holanda, Itália e Alemanha.

Milho - O mercado internacional também está favorável à lavoura brasileira de milho. A redução das exportações dos Estados Unidos (provocada pela indisponibilidade de área para plantio, além do redirecionamento da produção para fabricação de etanol), e da Argentina (que enfrenta a maior estiagem dos últimos 50 anos) provocaram uma significativa alta no mercado internacional do grão.

O Porto de Santos movimentou 883.058 toneladas nos cinco primeiros meses de 2009, 223,8% acima do verificado no mesmo período em 2008. De acordo com MDIC, o resultado do quinquimestre colocou o complexo portuário santista na liderança do ranking de milho em 2009, com 31,7% do volume total exportado pelo país em 2009, tomando a liderança de Paranaguá, cuja parcela é de 29,1%. Em 2007, Santos ocupava o sexto lugar na classificação, saltando para a segunda posição em 2008. Os principais importadores do milho brasileiro em 2009 são o Irã, Malásia, Colômbia, Coréia do Sul e Taiwan.

Trigo - Conforme os números da Codesp, a movimentação acumulada do porto santista nos cinco primeiros meses do ano saltou de 556.075 toneladas em 2008 para 644.752 toneladas em 2009, aumento de 15,9%. O MCID demonstra que, no mesmo período, Santos consolidou sua posição de principal importador do produto no Brasil, com 24,4% da movimentação brasileira, seguido dos portos de Fortaleza (10,9), Rio de Janeiro (10,9), Rio Grande (7,7%), Salvador (7,2) e Recife (6,6).

Questões climáticas e a política intervencionista do governo da Argentina estão afetando a cultura tritícola daquele país. Através dos números do MDIC pode ser constatada a queda nas exportações argentinas de 3.115.417 toneladas em 2007 para 2.489.068 toneladas no passado e 1.962.555 toneladas no primeiro quinquimestre de 2009. Ainda assim, a Argentina aparece como o principal fornecedor do trigo nacional, superando Uruguai, Paraguai, Estados Unidos e Líbano.

Atracação de Navios - Atracaram no Porto de Santos nos cinco primeiros meses do ano 2.409 navios, 2,3% acima dos 2.355 verificados no mesmo período de 2008. No comparativo total da cabotagem, foram 427 embarcações em 2009, contra 337 do primeiro quinquimestre do ano passado (aumento de 26,7%). Nessa modalidade, houve aumento do número de navios transportando granéis sólidos (45,5%), granéis líquidos (20,3%) e carga geral (10,6%). Já no longo curso, atracaram 2.018 navios em 2008 e 1.982 em 2009, decréscimo de 1,8%. Destaque para o aumento de 11% no número de embarcações transportando granéis sólidos.

Veículos - Contabilizados os cinco primeiros meses do ano, o porto santista continua apresentando crescimento na importação de veículos. Foi a melhor marca desde 2005 (período analisado), com 10.367 unidades, 6,2% acima do verificado no mesmo período de 2008, quando chegaram ao porto 9.760 unidades. Nas exportações, de 95.824 unidades verificadas no primeiro quinquimestre de 2008, a movimentação de 2009 atingiu 58.174 unidades no mesmo período de 2009, redução de 39,3%.

Contêineres - A movimentação de contêineres de importação e exportação continua em queda no Porto de Santos. No confronto mensal, o total das unidades movimentadas caiu 12,7%, de 138.708 unidades (214.126 TEU’s) em 2008 para 121.122 unidades (186.661 TEU’s) em 2009. Foram 2.045.650 toneladas transportadas em maio último, 13,7% menos que maio de 2008.

Nos primeiros cinco meses de 2009 a queda foi ainda mais significativa, com 546.992 unidades movimentadas (836.847 TEU’s), contra 671.238 unidades (1.030.292 TEU’s) em 2008. Na tonelagem, queda de 20,3% no cotejo entre 2009 e 2008, ou seja, 2.320.173 toneladas movimentadas a menos nos cinco primeiros meses de 2009.

Balança Comercial (Dados do Ministério do Desenvolvimento. Indústria e Comércio – MDIC) - Somente nos cinco primeiros meses de 2009, o Porto de Santos respondeu por 27,4% (US$ 27,8 bilhões do total de US$ 101,6 bilhões nacionais) da Balança Comercial do país, a maior participação desde 2004, quando a parcela chegou a 28,1% (US$ 15,9 bilhões do total US$ 56,7 bilhões do país. Em toneladas, Santos responde por 12,6% do total movimentado pelo país até maio, recorde dos últimos 10 anos (período analisado).

A parcela do complexo portuário santista nas importações também foi a melhor dos últimos seis anos, com 27,1% do total nacional, pouco menos que a soma dos outros sete portos relacionados no ranking elaborados pela Codesp, com base em informações do MDIC. Entre os principais países que exportaram para o Brasil, através do Porto de Santos, nos cinco primeiros meses do ano, estão os Estados Unidos, China, Alemanha e Japão. Enquanto em 2001 a China ocupava o sétimo lugar no ranking, hoje está em segundo, com 14,4% do total, superada apenas pelos Estados Unidos, com 18,9%.

Os principais produtos importados pelo Porto no primeiro quinquimestre foram as “outras partes para aviões ou helicópteros” (US$ 342.091 mil), vindos principalmente dos Estados Unidos, Espanha e Japão; “automóveis com motor explosão” (US$ 176.814 mil), importados do México, Alemanha e Japão; e a “hulha betuminosa, não aglomerada” (US$ 147.772 mil), provenientes dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Rússia.

Em tonelagem, Santos responde por 16,3% do total importado pelo país, a quarta melhor marca desde 2004. Estados Unidos, Argentina e China lideram o ranking referente à movimentação acumulada de 2009 até maio. Entre os principais produtos destacam-se a “hullha betuminosa, não aglomerada” (720.120 toneladas), importada dos Estados Unidos, Austrália, Rússia e Canadá; o “trigo (trigo duro ou p/ semeadura) e trigo c/centeio” (633.406 toneladas), vindo da Argentina e Uruguai; e o “enxofre e granel exc. Sublimado, precipitado ou coloidal” (496.003 toneladas), importado principalmente do Canadá, Estados Unidos e Arábia Saudita.

Nas exportações por tonelagem, Santos lidera com 11,7% do total nacional, maior parcela dos últimos seis anos. Entre os países que mais recebem produtos brasileiros estão a China, Holanda, Índia e Estados Unidos. Entre as cargas mais exportadas estão os “outros grãos de soja, mesmo triturados” (4.855.798 toneladas), principalmente para países como China, Espanha e Holanda; o “açúcar de cana, em bruto” (32.928.512 toneladas), em especial para Índia, Rússia e Bangladesh; e os “outros açúcares de cana, beterraba, sacarose quim. pura, sol.” (1.659.300 toneladas) para Arábia Saudita, lêmen e Emirados Árabes Unidos.

Com relação ao valor das exportações, Santos responde por 27,5% correspondente a US$ 15,3 bilhões do total US$ 55,5 bilhões do país. O principal destino das exportações brasileiras foram os Estados Unidos, seguido da China, Argentina e Holanda. Entre as cargas mais exportadas, destaque para “outros grãos de soja, mesmo triturados” (US$ 1.750.247), cujos principais destinos nos primeiros cinco meses do ano foram a China, Espanha e Holanda; o “açúcar de cana bruto” (US$ 1.114.651), para Índia, Rússia e Bangladesh; e o “café não torrado, não descafeínado, em grão” (US$ 1.077.008), para Alemanha, Estados Unidos e Itália.

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