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23/06/2009 - 10:42

Protesto contra o fim do diploma ganha as ruas e recebe apoio da população

Rio de Janeiro - Estudantes e professores de Jornalismo e profissionais realizaram na manhã do dia 22 de janeiro (segunda-feira), no centro do Rio, a primeira de uma série de manifestações de protesto contra a decisão do Supremo Tribunal Federal por ter revogado a exigência de diploma em Jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. Eram cumprimenta-dos pelos passantes que manifestavam solidariedade e apoio ao movimento.

Da concentração, na sede da ABI, os manifestantes saíram em passeata na direção da Câmara Municipal, na Cinelândia, e terminaram a manifestação nas escadarias da Assembleia Legislativa. No percurso, pela Avenida Rio Branco e Rua da Assembleia, entoaram palavras de ordem como “Não é mole não, meu diploma virou pano de chão” e “Ada, ada, ada, Gilmar Mendes é uma piada”, em referência ao presidente do STF, relator do julgamento do recurso que derrubou o diploma por oito votos a um.

Os pronunciamentos ressaltaram a importância de se buscar apoio em todos os segmentos da sociedade brasileira, promovendo ações integradas, como a formação de uma ampla frente parlamentar suprapartidária e a elaboração de um abaixo-assinado, em nível nacional, para a coleta de 1,5 milhão assinaturas favoráveis à criação de um projeto de lei que garanta a regulamentação profissional e a exigência do diploma.

“Este movimento não é só dos jornalistas. Pertence a toda sociedade brasileira que defende uma imprensa compromissada com os interesses da maioria e não com os donos das empresas”, destacou Rogério Marques, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.

Participaram da manifestação estudantes e professores das universidades Estácio de Sá, Facha, UniCarioca, UniSuam, UniverCidade, Gama Filho, Pinheiro Guimarães, UFF, Castelo Branco e PUC, além de representantes da Fenaj, Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio e os do Estado do Rio, Fórum Nacional dos Professores.

As estudantes Livia Lamblet e Marcele Batista disseram que manifestações no mesmo horário foram realizadas nas cidades de São Paulo, Caxias do Sul, Brasília e Porto Alegre. A mobilização iniciou-se na quinta-feira passada, no dia seguinte ao julgamento do recurso no Supremo, com a criação no Orkut da comunidade “Diploma de jornalismo: sim!!!”

“Na comunidade, vimos a revolta de todos os estudantes contra o fim do diploma. É um absurdo que isso tenha acontecido. O Gilmar Mendes não pode nos comparar aos cozinheiros, nada contra os cozinheiros, e ficar por isso mesmo. Precisamos nos mobilizar e pedir ajuda à sociedade”, disse Marcele.

O jornaleiro Sebastião Batista participou do protesto, de terno e gravata, com um cartaz pendurado no pescoço, onde lia “E agora? Onde jornalista vai enfiar o diploma?” Pai de uma jornalista, afirmou ainda que estuda a possibilidade de entrar na justiça com uma ação de perdas e danos pela despesa com a formação universitária da filha. “Gastei pelo menos uns 60 mil reais”, adiantou.

Segundo ele, a postura de Gilmar Mendes é uma represália ao fato de a imprensa ter criticado duramente o ministro por ter votado a favor da concessão de habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas, entre outras decisões polêmicas.

Novo protesto - Nesta terça-feira, dia 23, os estudantes voltam às ruas. Desta vez para participar de manifestação de protesto contra Gilmar Mendes, que estará na Fundação Getúlio Vargas, na praia de Botafogo, às 17 horas, para ministrar a palestra “Gestão do Poder Judiciário – Desafios e Perspectivas”. O presidente do supremo destacará a importância do tema e as experiências no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os estudantes prometeram chegar uma hora antes. [ www.jornalistas.org.br ]

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