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06/06/2009 - 12:20

Novo Gramacho inaugura a Usina de Biogás do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho


Empreendimento é o maior do Brasil em redução de emissão de gases de efeito estufa.

A Novo Gramacho Energia Ambiental inaugurou no dia 5 (sexta-feira), a Usina de Biogás do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, que produzirá por meio da decomposição de matéria orgânica do lixo cerca de 160 milhões de metros cúbicos de biogás por ano. A energia gerada com a produção de biogás será equivalente à de gás natural consumida pelas residências na cidade do Rio, evitando a liberação de 75 milhões de metros cúbicos de metano por ano na atmosfera. O projeto, o maior do Brasil em redução das emissões de gases de efeito estufa, demandará investimentos de R$ 91 milhões até a sua fase final – dos quais R$ 41 milhões já foram aplicados. O restante será investido na purificação do gás e no seu transporte, além de obras de compensação ambiental.

O projeto da Novo Gramacho é também o maior do mundo em crédito de carbono em aterro sanitário com aprovação da ONU, com estimativa de obter 10 milhões de créditos de carbono em 15 anos de atividade. Dos ganhos com crédito de carbono obtidos pela Novo Gramacho, que tem a concessão da Comlurb para exploração do aterro pelo período de 15 anos, 36% serão destinados, em partes iguais, a essa companhia de limpeza urbana e à Prefeitura de Caxias. O projeto implantado pela Novo Gramacho atende todos os requisitos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Quioto. Este dispositivo permite aos países desenvolvidos compensarem suas emissões de gases causadores do aquecimento global através de energia limpa instalada em países em desenvolvimento. O contrato firmado assegura a manutenção do aterro até 15 anos após seu encerramento, com especial atenção ao monitoramento ambiental e geotécnico.

O presidente do Conselho Administrativo da Novo Gramacho Manoel Antonio Avelino da Silva ressaltou que, ao inaugurar uma usina com capacidade para reduzir em cerca de 75 milhões de metros cúbicos por ano o metano que seria liberado para a atmosfera, “mais que implantar um grande projeto, existe também um grande compromisso com a sociedade e com o meio ambiente“.

Outro importante aspecto socioeconômico foi enfatizado por Paulo Tupinambá, presidente do Grupo Synthesis, uma das empresas que formam o consórcio Novo Gramacho: “A atividade da Usina, além de atender à demanda de biogás para o consumo industrial, também irá gerar a venda de créditos de carbono aos países ricos, comprometidos com a redução de emissões de gases de efeito estufa”.

Além da Usina de Biogás, o empreendimento contempla uma estação de tratamento de chorume, que livrará a Baía de Guanabara do despejo de grande poluente. A instalação terá capacidade para tratar 2.000 metros cúbicos de chorume por dia. Estão previstos ainda a cobertura dos resíduos depositados na área e o posterior reflorestamento, eliminando o mau cheiro e a proliferação de insetos, causadores de doenças nas comunidades próximas.

A iniciativa abrange também amplo aspecto socioambiental, por meio da criação de fundos para a recuperação urbanística do bairro de Jardim Gramacho e para a capacitação dos catadores que trabalham no local, visando a sua adequação a novas técnicas de reciclagem de resíduos após o encerramento do aterro.

Participaram do evento o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Angela Fonti, e o presidente do Conselho de Administração da Novo Gramacho Energia Ambiental, Manoel Antonio Avelino da Silva. A Novo Gramacho é formada por três grupos nacionais: Biogás S.A., Construtora J. Malucelli S.A. e Synthesis Empreendimentos S.A.

Em um dia quase todo dedicado à causa ambiental, como parte das comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, o governador Sérgio Cabral, acompanhado dos prefeitos do Rio, Eduardo Paes, e de Duque de Caxias, José Camilo Zito, inaugurou uma usina de gás no Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A partir da inauguração, a usina vai queimar em três torres, todos os dias e durante 24 horas, o gás metano produzido pelo lixão onde sete municípios da Região Metropolitana – Rio, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados e Mesquita – depositam diariamente cerca de oito toneladas de lixo.

A natureza e a população da Região Metropolitana agradecem. De acordo com o contrato, com duração de 15 anos, firmado entre a Companhia Municipal de Limpeza urbana (Comlurb) e a Novo Gramacho Energia Ambiental, vencedora da licitação, a usina vai captar gás metano e reduzir a emissão de 75 milhões de metros cúbitos desse gás para a atmosfera, inicialmente através de incineração própria e, mais tarde, se viabilizar negociações, com a venda e uso desse gás por empresas como alternativa de combustível.

Com a iniciativa, a Comlurb e a Novo Gramacho ganham créditos de carbono, dentro do que prevê o protocolo de Kioto, cabendo um percentual também para a Prefeituras de Duque de Caxia e para os catadores de lixo. A previsão é de a usina gerar cerca de R$ 407 milhões ao longo de 15 anos em créditos de carbono.

O governador recordou os muitos anos de litígio entre as prefeituras do Rio e de Duque de Caxias por causa do lixão de Gramacho. Litígio que hoje não existe, segundo ele, por causa do entendimento entre as esferas de poder que impera no estado.

– Vejo a Região Metropolitana se integrando. E esta usina, que transforma um problemaço em solução, é fruto não apenas de uma empresa extraordinária, como a Comlurb, mas também do entendimento entre prefeituras, com o apoio de nossa Secretaria do Ambiente, e de empresários corajosos que vão dar viabilidade ambiental e econômica para o lixo. Um ganho geral, um gol de placa – exaltou Cabral.

O governador lembrou a luta de seu governo, através da Secretaria do Ambiente e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para a formação de consórcios de municípios para um tratamento adequado ao lixo que produzem e prometeu continuar investindo os recursos do Fecam (Fundo de Conservação Estadual de Conservação Ambiental) em saneamento básico e na despoluição dos corpos hídricos do estado.

– Ao contrário de governos anteriores, o dinheiro do Fecam é só para meio ambiente. Temos colocado em torno de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões por ano, além de recursos federais em projetos ambientais. E a boa nova é que, nos próximos 10 dias, o governo do estado assinará com a Caixa Econômica Federal, com a presença do presidente Lula, um contrato no valor de R$ 650 milhões para investimentos em abastecimento de água e saneamento na Baixada Fluminense e na área de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes – informou o governador.

A usina de gás de Gramacho é composta por uma rede de gasodutos que, após sugar o biogás em 230 poços de captação, localizados em toda a superfície do aterro sanitário, transporta-o até as torres onde é queimado em alta temperatura. O biogás é produto da ação de bactérias no lixo.

– O metano assim não provoca mais o efeito poluente que tem principalmente uma contribuição negativa para o efeito estufa. Quando o biogás é queimado em uma tocha ou em um motor a explosão, o metano é transformado em dióxido de carbono e vapor d´água (H2O), podendo gerar energia – explicou o presidente da concessionária, Manoel Antônio Avelino da Silva.

Na verdade, esta é a segunda obra que a empresa inaugura no local. No dia 6 de maio passado, começou a funcionar a estação de tratamento do chorume, líquido gerado pela decomposição do lixo do aterro e que polui a Baía de Guanabara e o lençol freático. A estação tem capacidade para tratar dois milhões de litros por dia de chorume.

A presidente da Comlurb, Angela Fonti, acredita que o lixão hoje já pode ser considerado um aterro sanitário, pois o lixo está sendo tratado devidamente. Mas, mesmo assim, existe um limite de capacidade, que, acredita ela, ainda deve durar cinco anos. A concessão com a Novo Gramacho terá 15 anos, porque, mesmo com o fim dos despejos de lixo, o biogás perdurará por mais tempo no local.

A empresa, por determinação da prefeitura, vai constituir um fundo, com depósito anual de R$ 1,2 milhão, para ser usado na capacitação profissional dos cerca de mil catadores de lixo de Gramacho. Segundo a presidente do Comlurb, o fundo será gerido por esses trabalhadores.

– A Comlurb não vai abandoná-los. Daremos todo o apoio que for necessário, orientando e apresentando projetos e ações, para que utilizem este fundo da melhor maneira possível – garantiu Fonti.

Estiveram presentes o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins, e o presidente da Assembléia Legislativa do estado (Alerj), Jorge Picciani, entre outros.| Por: Andréia Durão / Guedes de Freitas (Secom).

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