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29/03/2007 - 08:51

Bush diz que discutirá 'preocupação' do Brasil com agricultura


O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse em um discurso realizado dia 28 de março, que irá tratar das ''preocupações'' do Brasil ''sobre temas agrícolas'', durante o encontro que manterá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado, em Camp David.

''O líder do Brasil vem me encontrar nesta semana e nós vamos falar sobre maneiras de trabalharmos juntos para abrir mercados e, ao mesmo tempo, tratar das preocupações deles sobre temas agrícolas'', afirmou Bush.

O discurso do líder americano foi realizado em um evento em Washington ligado à Associação Nacional de Produtores de Gado. O Brasil vem pedindo a redução dos subsídios que os Estados Unidos destinam a seu setor agrícola.

O impasse em relação ao tema foi um dos motivos do colapso da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial. As negociações da Rodada chegaram a um impasse em julho de 2006.

O Brasil queria a redução de subsídios agrícolas por parte de europeus e americanos. Estes, em contrapartida, queriam a abertura dos setores industrial e de serviços dos países em desenvolvimento.

Doha - Não se pode negociar um acordo de forma justa com os Estados Unidos, se ele poderá ser modificado no Congresso

George W. Bush, defendendo o fast track - Bush afirmou em seu discurso que os Estados Unidos ''estão trabalhando duro para que Doha chegue a uma conclusão bem-sucedida'', mas acrescentou que esta é ''uma dura tarefa''.

O líder americano afirmou que a única maneira de concluir as negociações da Rodada Doha e outros acordos comercias é através da extensão da chamada TPA (Trade Promotion Authority) pelo Congresso americano.

O recurso, também conhecido como ''fast track'' permite ao Executivo americano aprovar acordos comerciais sem a possibilidade de emendas pelo Congresso. O TPA expira no próximo dia 1º de julho.

''Esta autorização permite ao presidente negociar acordos comerciais complicados e então enviá-los ao Congresso para que eles os aprovem ou não. Presidentes de ambos os partidos consideram essa uma ferramenta incrivelmente importante '', disse Bush.

O líder americano acrescentou: ''Nossos parceiros comerciais têm de dizer: 'Se esse é o acordo que nós negociamos, esse é o acordo que será ou não aprovado'. Não se pode negociar um acordo de forma justa com os Estados Unidos, se ele poderá ser modificado no Congresso. Por isso, aprovar ou não um acordo é importante, e isso que você tem, com a Trade Promotion Authority''.

Democratas - A Associação Nacional de Produtores de Gado defende a renovação do fast track. O presidente Bush agradeceu o apoio durante seu pronunciamento e acrescentou que isolar os Estados Unidos seria prejudicial à economia americana e aos produtores de gado do país.

''A estrada do protecionismo pode parecer ampla e convidativa, mas ela termina em perigo e em declínio. Por isso, eu peço ao Congresso que rejeite o protecionismo e que mantenha nossa economia aberta para as grandes oportunidades que o mundo tem a oferecer para nossos fazendeiros e empreendedores.''

Dia 27 de março, os democratas apresentaram o seu plano de política comercial para os Estados Unidos.

O projeto pede que os Estados Unidos exijam salvaguardas nas áreas trabalhista e ambiental para levar adiante acordos comerciais. | Por: Bruno Garcez, de Washington

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