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15/04/2009 - 10:31

A rua é nossa... É de todos nós!

O Centro Cultural Justiça Federal e a PSA Peugeot Citroën apresentam a exposição multimídia “A rua é nossa... É de todos nós!”, produzida pelo Institut pour la Ville en Mouvement (Instituto para a Cidade em Movimento), e por Soluções Urbanas, de Bertrand Rigot-Muller. Pela primeira vez no Brasil, o tema da rua será tratado em todas suas vertentes: arquitetônicas, urbanísticas, antropológicas, sociais, políticas e culturais. A exposição será organizada em quatros módulos temáticos e internacionais, que farão um diálogo e uma interação com a parte nacional, que abordará questões especificas das ruas no Brasil, particularmente no Rio.

“A rua é nossa... É de todos nós!” ocupará as salas do primeiro e segundo andar do prédio centenário do Centro Cultural Justiça Federal. A partir de vídeos, projeções, painéis fotográficos, que ilustram aspectos contemporâneos das ruas e mostram projetos bem-sucedidos de arquitetura e urbanismo, o evento irá enfocar as paisagens de cidades dos cincos continentes. O público poderá observar, por meio dessas imagens as mutações que vêm sendo observadas nas ruas de hoje, e os projetos que pretendem torná-las um espaço de vida compartilhado.

A parte internacional foi concebida por François Ascher, renomado especialista da área de arquitetura e urbanismo, professor do Institut Français d’Urbanisme, e por Mireille Apel-Muller, criadora junto com ele do IVM, do qual é sua diretora geral. A curadoria da parte brasileira será feita por Margareth da Silva Pereira, professora no PROURB da UFRJ, especialista em história das cidades e do urbanismo e das questões relativas à rua nas cidades brasileiras.

Estão previstas manifestações paralelas ligadas ao tema da rua: exposições, audiovisuais, mostra de filmes, intervenções artísticas e um seminário universitário. O evento integra a programação oficial do Ano da França no Brasil.

“Para os brasileiros, a rua é quase uma extensão de suas casas. No Brasil, cultiva-se, intensamente, a vida ao ar livre, nos espaços abertos, sob o domínio das ruas e de suas esquinas... Sabemos que a rua é nossa e somos a rua, mas com qual freqüência nos perguntamos se a rua que é nossa é realmente de todos nós?”, questiona a curadora Margareth da Silva Pereira.

O IVM concebeu e realizou “A rua é nossa... É de todos nós!” para debater e imaginar novas maneiras de ordenar e administrar as ruas. A exposição foi inicialmente realizada em Paris, em 2007, e depois percorreu um grande circuito internacional, em cidades como Xangai, Montreal, Buenos Aires, Bogotá, Santiago do Chile, sempre com módulos relativos à situação local. Em 2009, além do Rio, será realizada no Uruguai, México e Estados Unidos.

A exposição “A rua é nossa... É de todos nós!” procura refletir a questão fundamental do compartilhamento da rua, do que há de público, por excelência, nas cidades. As informações expõem as mazelas de 42 cidades dos cinco continentes, cruzando olhares em múltiplas mídias: um espetáculo audiovisual, testemunhos, ilustrações e questionamentos, projetos de arquitetura e de urbanismo e mais de uma centena de fotografias provenientes de grandes agências da imprensa internacional e de fotógrafos cariocas.

Quatro módulos temáticos principais estruturam a exposição e procuram questionar “O que é a rua?” ou “Para onde estão indo as ruas?”

1.Você não está na rua: você é a rua! . Audiovisual imersivo que propõe explorar a rua como um lugar de cidadania, no qual os habitantes se engajam e participam de sua organização, chamando a atenção para o fato que a rua é nossa e é de todos.

2.13 questões que dizem respeito à rua e à vida coletiva . O estacionamento, a limpeza, a segurança das crianças, os transportes públicos, os animais, as entregas, o acessibilidade aos cidadão com mobilidade reduzida, as profissões, o pedágio, a arte, os detalhes de organização, a sinalização são aspectos debatidos na exposição.

3.As ruas como mídias, lugares e meios de comunicação e de troca . A exposição discute os novos dispositivos tecnológicos e comerciais como celular, propaganda interativa e games que podem colocar a informação onde as pessoas circulam.

4.A rua dos cidadãos . Imagens de 50 projetos desenvolvidos na última década em diferentes países, que revelam novos dispositivos que permitem representar a diversidade dos usuários e papéis da rua, e também seus debates, tornando as ruas mais habitadas, intensas, múltiplas, mostrando suas mudanças: ruas verticais, intermodais ou simplesmente, em mutação.

Parte brasileira [carioca] – Seis módulos . Dialogando com a parte internacional, esses módulos enfocam mais especificamente temas que espelham o papel das ruas na estruturação da paisagem urbana, discutindo seus problemas e potencialidades, presentes também em outras capitais do país.

1.Memória da rua . Certas ruas, mais que outras, guardam a história das cidades, das coisas que permanecem, das que se modificam. Neste ano, o Centro Cultural da Justiça Federal completa 100 anos, e sua relação com a Avenida Rio Branco será destacada na exposição.

2.O governo da rua . Como a rua é desenhada, gerida e dotada de equipamentos. Quando e onde ela ganha água encanada, esgotamento sanitário, árvores e dispositivos de controle de trânsito e segurança. A assimetria da prestação de serviços públicos, seu gerenciamento, seus impasses.

3.A economia da rua . A expansão horizontal da cidade se deu em loteamentos irregulares, áreas invadidas, mas também em centenas de hectares construídos em loteamentos regulares pelo poder público. Os conflitos urbanos gerados pela expansão horizontal das cidades são muitos. Os mais graves são a assimetria dos serviços públicos prestados à população, o tempo e o custo do percurso casa-trabalho, a falta de manutenção das ruas ou sua precariedade. O que podemos pensar sobre a expansão excessiva das cidades brasileiras e de suas ruas?. Quem se beneficia com a multiplicação de quilômetros abertos de ruas no Brasil a cada ano? Quem trabalha na rua e com a rua? Quais são os ofícios das ruas?

4.A poesia da rua . Quando a rua se torna festa e arte. As comemorações esportivas, os movimentos cívicos, o Carnaval. As formas de expressão pública da identidade de grupos: os artistas, os grafites, os músicos.

5.Precariedade e informalidade . A fronteira entre o dinâmico, o informal e o precário é tênue na dinâmica das ruas brasileiras. A vida na rua, todas as improvisações.

6.Utopia – As ruas do futuro e do presente. Os projetos de ruas dos anos 1930 e as visões dos críticos da época. As ruas dos anos 1960.

França.Br 2009: França.Br 2009, o Ano da França no Brasil, compreende eventos de 21 de abril a 15 de novembro, e é organizado: Na França – Comissariado geral francês, Ministério das Relações exteriores e européias, Ministério da Cultura e da Comunicação, e Culturesfrance; No Brasil – Comissariado geral brasileiro, Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores.

Institut pour la Ville en Mouvement: O IVM é uma ONG financiada pelo grupo PSA Peugeot Citroën, e tem por missão testar soluções concretas, permitir comparações internacionais e identificar abordagens arquitetônicas e urbanísticas originais. Ele mobiliza especialistas e saberes multidisciplinares, difunde conhecimentos e sensibiliza a opinião pública para os desafios que representa a questão dos diferentes tipos de mobilidades para a sociedade contemporânea. Realiza eventos, seminários, publicações e dá apoio a trabalhos, estudos, experiências e ações.

Soluções Urbanas: Soluções Urbanas é uma empresa de consultoria e projetos, criada em 2005 por Bertrand Rigot-Muller, francês residente no Brasil há mais de trinta anos.. A área de abrangência de Soluções Urbanas é a cidade em prol de sua organização e de seu desenvolvimento harmonioso. Seus meios de atuação são múltiplos, tanto nas áreas da pesquisa como na realização de projetos, sempre trabalhando que profissionais especializados em cada uma das áreas em que atua.

Serviço: A rua é nossa... É de todos nós!: Visitação pública: 23 de abril a 14 de junho de 2009,de terça a domingo, das 12h às 19h | Centro Cultural da Justiça Federal , Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro | Telefone: (21 ) 3261-2550. Rampa de acesso para pessoas com necessidades especiais. Entrada franca.

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