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06/04/2009 - 10:44

“Ano Econômico da França no Brasil” terá foco nas parcerias comerciais


Dominique Mauppin, chefe da Missão Econômica da França, em São Paulo; Hugues Goisbault, cônsul geral da França; Eric Fajole, chefe da Missão Econômica da Franca no Rio de Janeiro e Marcia C. Ribeiro, diretora Executiva da Câmara de Comércio França-Brasil

Movimento sem precedentes mostrará as inúmeras facetas de um País inovador, moderno e com expertise de novas tecnologias, onde o Brasil poderá fazer ainda mais parcerias, e agregar know-how de mercado principalmente nos setores estratégicos de desenvolvimento econômico e social do Brasil.

O Ano Econômico da França no Brasil, promovido pela Ubifrance [ www.ubifrance.fr/bresil ] e pela rede das Missões Econômicas da França [ www.missioneco.org/bresil ] é uma mobilização sem precedentes na história das relações comerciais franco-brasileiras. Lançado oficialmente em dezembro de 2008 - com a visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao Brasil -, configura-se como uma ação de reciprocidade pelo Ano do Brasil na França, celebrado em 2005, porém com enfoque voltado também para atividades de fomento das relações econômicas e comerciais. O desafio é difundir as especialidades da França contemporânea promovendo os setores de tecnologia, Pesquisa, Inovação, Criatividade, Design e Diversidade como segmentos de destaque ao longo de todo o evento comemorativo, que estreia oficialmente em março e encerra-se no final de novembro de 2009, e será constituído por mais de 30 ações organizadas nas principais cidades do País.

Por que o Ano da França no Brasil? - "O Brasil é hoje um dos grandes afores da economia mundial, despontando como principal país emergente entre os 25 mercados prioritários franceses. A presença francesa no Brasil é muito forte, contando com 400 empresas francesas de todos os portes", explica Dominique Mauppin, chefe da Missão Econômica da França, em São Paulo.

“O Brasil mostra-se um grande aliado comercial em tempos de crise, pois, além de sua perspectiva de crescimento econômico acima da média mundial, é um País aberto a novas tecnologias e para a transferência do know-how de mercado, principalmente nos setores de infraestrutura, aeronáutica e energia”, destacou Mauppin.

“Consideradas estratégicas para o governo, as Missões Econômicas brasileiras têm lugar de destaque entre as 157 Missões Econômicas do mundo, no que diz respeito à evolução de atividade nos últimos cinco anos. Em relação a 2005, as atividades tiveram um crescimento superior a 600%. O País também se posiciona no segundo lugar em faturamento absoluto (atrás apenas da China) e em sexto no que se refere ao número de empresas francesas atendidas. A Missão Econômica de São Paulo, especificamente, foi a primeira no mundo em termos de resultado, no ano passado”, informou o chefe.

O objetivo inicial traçado pela rede para 2008 era atrair 500 empresas francesas para o Brasil. O excelente desempenho da Ubifrance e da rede das Missões Econômicas superou as expectativas. Ao todo, foram aconselhadas no mercado brasileiro quase 900 companhias. Também se destacam os 379 participantes de operações coletivas, realizadas ao longo do ano-Para 2009, a expectativa é atender a 1.000 empresas francesas.

O Ano Econômico da França no Brasil - Com o objetivo de estreitar laços entre os dois países nas relações econômicas e comerciais, o Ano da França no Brasil fomentará negócios e parcerias entre as duas nações, a partir de uma nova imagem da França, uma França moderna, inovadora e com expertise em novas tecnologias. O conceito de "Business France" será apresentado ao longo do ano e deverá estimular novos negócios nos diversos segmentos estratégicos da França. Ao todo, serão trabalhados dez grandes setores que abrangem outros vários subsetores. São eles: 1. Setor de Bens de Capital | 2. Setor de Infraestrutura, Transporte, Logística e Construção | 3. Setor de Aeronáutica-Espaço | 4. Setor de Bens de Consumo; | 5. Setor Agroindustrial e de Produtos Alimentícios | 6. Setor de Energia e Meio Ambiente; | 7. Setor Jurídico | 8. Setor de Tecnologia da Informação; | 9. Setor de Saúde, Biotecnologia e Turismo | 10. Setor de Petróleo, Gás e Construção Naval. Dentro desses setores estão previstos, até o presente momento, no calendário oficial cerca de 30 eventos, que em contexto geral serão divididas em três eixos: 1) "O futuro da arte de viver à francesa" - O tema abrange a construção de espaços em eventos voltados para valorizar a criação artística, a moda e as inovações dedicadas à casa do futuro, incluindo tecnologia, arquitetura, decoração e design de interiores arrojados, além de soluções relacionadas a sustentabilidade. As ações realizadas nos eventos SP Fashion Week, Expovinis e Feicon Batimat exemplificam essa abordagem.

2) "Mobilidade, transportes, logística e reordenamento urbano" - Prevê a apresentação de projetos e ações ligados à diversidade da sociedade francesa, com especialidades e experiências locais e regionais nos ambientes marítimos e metropolitanos. As participações em eventos como Negócios nos Trilhos, Mission Découverte Nautique e Rio Boat Show são algumas das ações de destaque.

3) "A França que inova a serviço do homem" - Cabe a essa área promover a realização de debates sobre os grandes assuntos globais, em especial nos segmentos de saúde, biotecnologia, nuclear, nanotecnologia e Tecnologia da Informação. Brasil Offshore, Futurecom e Ambiental Expo são alguns dos eventos de grande visibilidade programados com base nessa proposta.

A rede das Missões Econômicas e a Ubifrance destacam no calendário 2009 as seguintes ações estratégicas de relacionamento: 1.Feicon Batimat - o primeiro evento do calendário acontecerá de 24 a 28 de março e trará toda a expertise francesa de construção ambientalmente sustentável, além do seminário sobre o tema: Cidades Sustentáveis. | 2. Intermodal - entre os dias 14 a 16 de abril, a França estará presente com o objetivo de aproximar iniciativas dos portos dos dois países, para facilitar as relações comerciais, além de estimular a exportação. | 3. Expovinis - acontece entre os dias 5 e 7 de maio, com a participação de mais de 30 vinícolas francesas que trarão seus produtos para o mercado brasileiro. | 4. São Paulo Fashion Week - de 16 a 22 de junho, está programada uma exposição com a nova geração de estilistas franceses dentro da semana de moda de São Paulo. | 5. Brasil Offshore - de 16 a 19 de junho, o Espaço França contará com a participação de 35 empresas que trarão novas tecnologias para um setor estratégico para o desenvolvimento da economia dos dois países. | 6. Ambiental - de 30 de junho a 02 de julho, será a primeira participação do Espaço França na feira. A França é reconhecidamente um país comprometido com os problemas ambientais e suas possíveis soluções, e possui soluções com tecnologia de ponta para as questões mais urgentes no mundo. | 7. Expo Aero Brasil - entre os dias 2 e 5 de julho, a feira trará novas tecnologias desenvolvidas na França no setor aéreo. | 8. Negócios nos Trilhos - entre os dias 10 e 12 de novembro, a feira mostrará um dos pontos fortes da tecnologia francesa, o setor de transporte e suas soluções, que podem contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil. | 9. Futurecom - entre os dias 26 e 29 de outubro, as empresas francesas apresentarão, durante a principal feira de tecnologia da América Latina, suas novas soluções tecnológicas e inovações para o mercado brasileiro.

Espaços França - Os Espaços França são organizados pela Ubifrance e pelas Missões Econômicas da França com estandes exclusivos para empresas francesas dentro dos principais eventos brasileiros de negócios. Durante os eventos, são realizadas reuniões e encontros de prospecção B2B, principalmente com pequenas e médias empresas locais, pré-agendados estrategicamente pela rede, levando-se em conta os interesses econômicas das organizações. Essa iniciativa, que já vem sendo feita há algum tempo, será intensifica ainda mais no ano de 2009. A rede também oferece uma assessoria personalizada aos empresários, que abrange todas as etapas de seus projetos de exportação. Por meio de uma extensa gama de serviços, ela está apta a atender a necessidades específicas e fornecer ferramentas que ajudam a tomar decisões quanto à internacionalização de suas atividades.

Para haver uma identificação precisa de empresas para essas novas relações comerciais, a Ubifrance e as Missões Econômicas da França contam com a colaboração de importantes parceiros. São eles: a Câmara de Comércio França-Brasil e as Câmaras de Comércio de Indústria da França. Juntos, eles buscam o sucesso dos intercâmbios comerciais, principalmente das pequenas e médias empresas.

Haverá também a organização de seminários com especialistas dos dois países para a troca de experiências em assuntos-chave, como transporte urbano, meio ambiente, infraestrutura, área legal e jurídica, e náutica, visando o desenvolvimento econômico das nações. Essas palestras pretendem trazer a explanação de teorias e principalmente o intercâmbio de soluções práticas para problemas comuns. Como exemplo desses seminários, acontece, em abril, o V Encontro Franco-Brasileiro de Propriedade Intelectual no Rio de Janeiro. A iniciativa dá continuidade às quatro edições organizadas sucessivamente sobre os temas de combate a pirataria, inovação, violação e proteção de direitos de propriedade intelectual, patentes e cooperação, que aconteceram no Brasil e na França, com grande repercussão. Este evento é realizado no contexto do Acordo de Cooperação assinado em fevereiro de 2007 entre os INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) francês e brasileiro, com a presença da ministra francesa da Economia, Indústria e Comércio, Christine Lagarde.

Além disso, estão também previstas durante o ano visitas oficiais ao Brasil, para reafirmar o compromisso franco-brasileiro de mutualidade, entre elas, a do Presidente Nicolas Sarkozy, em setembro, e a da Secretária de Estado para o Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac, em maio de 2009.

Perfil da Ubifrance e as Missões Econômicas: AUbifrance , agência francesa para o desenvolvimento internacional das empresas, é uma instituição pública de caráter industrial e comercial, sob a autoridade da Secretaria de Estado encarregada do comércio exterior. Dentro das embaixadas da França no exterior, as 157 Missões Económicas formam a rede mundial do Ministério da Economia, Indústria e Emprego, constituída por equipes bi-culturais de especialistas franceses e locais presente em 120 países. Essa rede, composta por 1.500 especialistas, apoia-se em diversos parceiros no exterior para ajudar, a cada ano, 15 mil empresas francesas em seu desenvolvimento internacional.

A Rede Ubifrance e as Missões Econômicas formam o dispositivo público de apoio às empresas francesas em suas atividades de exportação, seja qual for seu porte e setor de atividade. Sua missão é informar sobre o ambiente econômico e jurídico e regulamentar a concorrência de diferentes países. A Ubifrance aconselha as empresas francesas quanto à abordagem no mercado e oferece apoio a suas iniciativas comerciais, graças a uma variada gama de serviços, adaptada a cada etapa do processo de exportação: missões de prospecção, participação em salões no exterior, encontros de parcerias ou de compradores, comunicação com a imprensa internacional e voluntariado internacional nas empresas (V.I.E.).

Em 2008, o governo francês definiu um novo posicionamento para a Ubifrance Sua reorganização acontecerá nos próximos três anos, com o objetivo de ampliar as atividades da organização, e sua expansão geográfica, atendendo um maior número de empresas (previsão de 20 mil empresas assistidas até 2011), além de promover maior sinergia entre os parceiros nacionais e regionais. No Brasil, as Missões Econômicas de São Paulo e Rio de Janeiro se transformarão em escritórios da Ubifrance em setembro de 2010.

Prioridades setoriais para prospecção do mercado brasileiro: Segundo Dominique Mauppin, chefe da Missão Econômica da França, em São Paulo,a análise realizada pela rede de Missões Econômicas, considerando-se a história industrial do Brasil, sua recente abertura comercial e as mudanças sofridas ultimamente pelos meios empresariais, leva-a a orientar sua estratégia, tendo em vista reforçar a presença econômica, industrial, comercial e financeira da França no Brasil, em duas frentes: a) formação de parcerias (cooperação centralizada, criação de binômios para projetos ligados à inovação segundo a dinâmica dos poios de competitividade franceses e, sobretudo, transferência de tecnologia), a fim de embasar a presença francesa de forma perene | b) determinação dos setores estratégicos e prioritários para os interesses franceses.

“Convém, aliás, desde já, citar alguns dos grandes projetos anunciados, fontes de inúmeras oportunidades: o trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro, o metro e os trens suburbanos em São Paulo, o metro em Curitiba, a ligação direta entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, os bondes de Santos e de Brasília, as plataformas multimodais, a concessão de rodovias, o complexo hidroelétrico do Rio Madeira etc.

Os setores estratégicos e prioritários para os interesses franceses: “ Agricultura, agroindústria e indústria alimentícia - Potência agrícola de primeira linha, líder mundial na produção e/ou exportação de diversos produtos (café, açúcar, suco de laranja, carne, soja, etc.), o Brasil oferece perspectivas favoráveis nessa área. A necessidade de aumentar a capacidade de produção para atender à demanda interna e as metas de exportação representam oportunidades para os fornecedores de equipamentos destinados às indústrias de transformação. As maiores empresas dos setores de laticínios, panificação industrial, doces/chocolates, carne ou bebidas já importam máquinas automatizadas ou partes delas (máquinas para engarrafamento, máquinas para enchimento e fechamento, sopradoras, esteiras, rotuladoras de garrafas, equipamentos para cortar e desossar, autoclaves a vapor, centrífugas, pasteurizadores, misturadores, concentradores, etc.). Nosso know-how em segurança alimentar e, em particular, na cadeia do frio e tecnologias afins (aparelhos de medição e de controle da temperatura do ar, equipamentos de refrigeração, congelamento, resfriamento) também atendem às necessidades desse mercado (grandes distâncias, clima tropical, etc.). Idem em relação ao nosso know-how no processamento de frutas (equipamentos para beneficiamento, triagem/calibragem, acondicionamento), já que o Brasil registra perdas de 30% entre a colheita e as gôndolas, ou ainda em relação a nossas competências na cadeia da pesca: exportação/construção local (em parceria) de embarcações de pesca, exploração e transformação de recursos marinhos, equipamentos para transformação em barcos e em terra (máquinas para beneficiamento, para escamar peixes e abrir ostras); logística; segurança marítima, principalmente dos barcos de pesca em terra (equipamento de controle via satélite) e no mar (barcos de socorro). Também existem oportunidades nos setores de vinícola e de produtos alimentícios de qualidade a preços módicos (queijos, condimentos, alimentos finos tipo mostarda, doces).

Indústria automobilística - O Brasil ocupa hoje uma posição de destaque no setor automobilístico, que representa atualmente 10% de seu PIB e um quarto do valor agregado do setor industrial. Com 3,2 milhões de veículos produzidos em 2008, o Brasil, principal fabricante de automóveis da América Latina, é atualmente o sexto construtor mundial, à frente da França. Esse resultado recorde deve-se especialmente ao crescimento expressivo de suas vendas internas (+14,5% entre 2007 e 2008 / 2,8 milhões de unidades), o que permitiu que o Brasil atingisse a posição de quinto mercado automobilístico mundial, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão e da Alemanha. As restrições ao crédito e a desconfiança dos consumidores brasileiros ante a crise financeira internacional impactaram consideravelmente as vendas de automóveis a partir de outubro de 2008 e provocaram uma sensível diminuição da produção. Em face dessa situação, o Governo brasileiro implantou linhas especiais de crédito ao consumidor e algumas medidas de apoio ao crédito, dentre as quais uma diminuição temporária do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos novos. Essas medidas tiveram um efeito positivo no setor automobilístico, cujas vendas voltaram a crescer. As perspectivas indicam uma retomada progressiva da produção, que deveria atingir um volume entre 2,7 e 2,8 milhões de veículos em 2009 e 3,2 milhões de veículos em 2010. Os investimentos do setor devem, inclusive, ser mantidos. Segundo as fontes oficiais e a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), os investimentos anunciados pelas montadoras e fabricantes de componentes para o período de 2008-2012 atingem 23 bilhões de dólares e destinam-se mais especificamente ao aumento da capacidade de produção, à modernização das unidades de produção e ao lançamento de modelos.

Mineração-Siderurgia- Graças à extensão de seu território e à diversidade de seu solo, o Brasil desempenha um papel de destaque no setor de mineração em termos mundiais. Atualmente, o País conta com 2.455 minas, exploradas por 1.314 mineradoras que empregam cerca de 1,5 milhão de pessoas e produzem mais de 70 tipos de minerais. O Brasil é, entre outros, o primeiro produtor mundial de nióbio e de chumbo, o segundo produtor mundial de ferro, de tantalita, de alumínio e de manganês e o terceiro de magnesita, de crisólito e de grafite. Apesar da crise internacional, que atingiu duramente o mercado das commodities a partir de outubro de 2008, a produção brasileira de minérios totalizou 28 bilhões de dólares em 2008, com um aumento de 42,1% em relação a 2007. Além disso, o setor havia anunciado, em meados de 2008, um programa de investimentos de 57 bilhões de dólares para o período de 2008-2012. Alguns projetos estão momentaneamente suspensos em razão da atual conjuntura, mas os especialistas do setor consideram tratar-se apenas de um adiamento, de 1 a 2 anos, desses projetos. Além disso, o Brasil é o nono produtor mundial de aço, com 2,5% da produção mundial e líder na América Latina, com 50,4% da produção na região. A siderurgia brasileira emprega cerca de 123 mil pessoas e, em 2008, produziu 33,7 milhões de toneladas de aço bruto, - 0,2% em relação a 2007. Essa redução deve-se à queda da demanda internacional no final de 2008, o que levou as siderúrgicas a anteciparem as interrupções da produção para manutenção de suas usinas. No entanto, os bons resultados registrados de janeiro a outubro de 2008 permitiram um crescimento de 6% das vendas no Brasil de produtos siderúrgicos no ano de 2008, atingindo 21,8 milhões de toneladas. Os projetos do setor siderúrgico, estimados em 28,9 bilhões de dólares para o período de 2007-2012, que visam especialmente aumentar a capacidade de produção de 37 para 52 milhões de toneladas de aço no período, devem, apesar de uma diminuição em 2009, retomar seu curso nos próximos anos. As possibilidades são grandes para os fabricantes franceses de equipamentos, bem como para as empresas especializadas no controle de processos e na manutenção em geral.

Indústria química - A indústria química brasileira, que conta atualmente com cerca de 4.500 empresas e um número expressivo de multinacionais, é a primeira da América Latina e a nona colocada no ranking mundial. Seu faturamento, de 123,2 bilhões de dólares em 2008, cresceu 19% em relação a 2007, graças especialmente aos bons resultados das indústrias de adubos, pesticidas, produtos químicos de uso industrial, higiene pessoal perfumaria e cosméticos. As importações de produtos químicos atingiram cerca de 35,4 bilhões de dólares em 2008, alta de 48,1% em relação a 2007. Os investimentos previstos pela indústria química até 2013 são da ordem de 14,8 bilhões de dólares.

Plasturgia - O Brasil está entre os dez maiores produtores mundiais de plásticos e é o principal transformador de plásticos da América Latina. No entanto, o país ainda carece de produtos plásticos semi-acabados e acabados, especialmente nos segmentos de artigos para embalagem, de utensílios domésticos e de tubos e conduítes, que estão entre os produtos mais importados. As importações brasileiras de produtos plásticos aumentaram 30,43% entre 2007 e 2008, atingindo 2,4 bilhões de dólares. A União Europeia é o principal fornecedor do Brasil, representando 30% do total das importações em 2008, contra 27% da Ásia, 19% dos Estados Unidos e 16% do Mercosul. O consumo, de cerca de 26,93 kg/habitante por ano, tem tido tendência a aumentar regularmente desde 2003, mas é ainda relativamente baixo em relação aos outros países vizinhos, o que deixa entrever um potencial de crescimento da demanda, em um momento onde as aplicações plásticas se diversificam e o poder aquisitivo global da população tende a aumentar. Nesse contexto, as oportunidades de negócios para as empresas francesas são numerosas.

Máquinas e equipamentos - Atualmente, o Brasil é o décimo produtor mundial de máquinas e equipamentos. O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos atingiu 78,1 bilhões de reais em 2008, com um crescimento de 26,7% em relação a 2007. Essa progressão expressiva deu-se graças à evolução do consumo interno (+33,1% no período, atingindo 94,3 milhões de reais), devido sobretudo aos investimentos significativos nos setores de petróleo e gás, mineração, papel e celulose, siderurgia, açúcar e álcool. A indústria brasileira de máquinas e equipamentos, que pouco a pouco deixa de lado os segmentos mais populares nos quais a concorrência com a China é intensa e se especializa cada vez mais em produtos de qualidade intermediária, depende muito de equipamentos de alta tecnicidade (robótica, automação, etc.) e de equipamentos especiais/ sob medida que ainda não são produzidos no país. No total, as importações de equipamentos atingiram 21,9 bilhões de dólares em 2008, em progressão de 42,2% em relação a 2007 e representaram 42,5% do consumo nacional de equipamentos. As principais origens das importações brasileiras são os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a China. A França é o quinto fornecedor do Brasil em máquinas e equipamentos.

Infraestruturas em transportes e energia/meio ambiente - O Brasil sofre de um imenso déficit de infraestruturas tanto em transportes (rodovias, portos, transporte ferroviário de passageiros e cargas) quanto em energia (centrais nucleares, hidroelétricas, térmicas, energias renováveis) e meio ambiente (água, saneamento, tratamento de resíduos - incineração, compostagem, reciclagem, equipamentos de despoluição). Para acabar com esse déficit, o Governo implantou um programa ambicioso, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que até hoje teve 25% dos seus projetos realizados. Tendo em vista as necessidades significativas nessas áreas e considerando-se a evolução do contexto jurídico, especialmente com as leis recentes sobre as PPP e a Água, temos posições a serem conquistadas, tecnologias e know-how a serem valorizados (trem de alta velocidade, sistemas de bondes, energia nuclear, energia eólica, concessões) e fornecedores de componentes a serem atraídos para esse mercado repleto de grandes projetos, fontes de oportunidades importantes: o trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro, o metro e os trens suburbanos em São Paulo, o metro em Curitiba, a ligação direta entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, os bondes de Santos (PPP com lançamento de concorrência pública previsto para 2009) e de Brasília (concorrência pública realizada e início da construção em 2009), as plataformas multirríodais, a concessão de rodovias, o complexo hidroelétrico do Rio Madeira, a central nuclear de ANGRA III, os parques eólicos, as usinas de biomassa, a gestão integrada de resíduos municipais, a gestão delegada de redes de coleta e de tratamento de esgoto etc.

Materiais de construção - O setor da construção no Brasil passa por um ciclo de crescimento excepcional (+4,6% em 2006, +8% em 2007 e 2008) baseado, até o final de 2008, em um aumento expressivo do crédito imobiliário (que ainda representa apenas 2% do PIB brasileiro, contra 11% no México) e em uma alta capitalização da indústria da construção e do segmento imobiliário. Várias empresas foram criadas para atender à demanda reprimida de moradias destinadas às populações de baixa renda. A crise mundial atenuou essa dinâmica positiva. Nesse sentido, o Governo brasileiro acenou com um grande programa de apoio ao setor, com o lançamento (no final de 2009) do PAC Moradia, cujo objetivo anunciado é possibilitar a construção de 1,5 milhão de moradias populares até 2010 (sendo que se estima o déficit habitacional em 8 milhões de moradias). Esse projeto ambicioso deverá dar um impulso substancial a todo o setor e abrir novas oportunidades para as empresas francesas que atuam nesse mercado.

Projetos MDL (Movimento de Desenvolvimento Limpo) - Terceiro país do mundo, atrás da índia e da China, em matéria de projetos MDL registrados no Conselho Executivo do MDL, o Brasil é um dos maiores reservatórios de projetos do mundo, área na qual a França é particularmente ativa. A cadeia que vai da identificação ao desenvolvimento e gerenciamento de projetos MDL oferece novas oportunidades para indústrias e fornecedores franceses. Idem no que diz respeito à aproximação de parceiros compradores-vendedores de créditos de carbono.

Biocombustíveis - O Brasil, primeiro produtor mundial de cana-de-açúcar e segundo de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos, está na vanguarda da inovação nesses segmentos. O país lançou em janeiro de 2008 um programa ambicioso na área de biodiesel, cujos objetivos são ao mesmo tempo de caráter económico, ambiental e social. Nossa cooperação se desenvolve nesses setores, que constituem uma prioridade francesa e europeia e são estratégicos para nossos produtores de açúcar, nossas montadoras e nossos fabricantes de biodiesel. Deve-se salientar a assinatura, por ocasião da visita do presidente francês em maio de 2006, de um acordo de cooperação entre nossos países. Existem oportunidades de negócios para as empresas francesas nas áreas de produção (ainda mais importantes neste período de crise que implica em reestruturações), de equipamentos, de logística ou ainda de pesquisa sobre biocombustíveis de segunda geração.

Petróleo e gás - O Brasil passou a ocupar, em poucos anos, uma posição de destaque no cenário mundial do setor energético. Atualmente, a atividade petrolífera representa cerca de 10% do PIB do País, com excelentes perspectivas de crescimento para a próxima década. A PETROBRAS, décima companhia petrolífera mundial, detém a maioria das concessões de exploração, é responsável por grande parte da produção de petróleo e gás e encontra-se em situação de quase monopólio na atividade de refinação. O grupo também continua liderando a distribuição de combustíveis. Tendo alcançado a autossuficiência em 2006, o Brasil tornou-se um dos raros países emergentes de grande extensão a suprir suas próprias necessidades de petróleo e capaz de, no longo prazo, exportar petróleo bruto. São produzidos 1,9 milhão de barris diariamente, principalmente na bacia de Santos. A recente descoberta pela Petrobras de megarreservas de hidrocarbonetos na zona do pré-sal (ao longo da bacia de Santos, em profundidades de até 7.000 metros) abre novas perspectivas. A Petrobras pretende investir mais de 174 bilhões de dólares entre 2009-2013 para a exploração, a operacionalização de novos poços e a construção de cinco novas refinarias. O crescimento da atividade petrolífera beneficia vários setores afins, como construção naval, EPCI (Engineering, Procurement, Construction and Installation), serviços de inspeção e de manutenção. Graças à transformação profunda de sua política de desenvolvimento, o Brasil tornou-se um mercado atraente para as empresas estrangeiras, em termos de investimentos e de oportunidades comerciais, e as empresas francesas do setor desfrutam de uma excelente imagem e contam com referências excepcionais.

Bens de consumo, cosméticos e artigos para casa/decoração- A importância da classe média (86,2 milhões de pessoas), suas aspirações em termos de conforto, o desenvolvimento do mercado do luxo (crescimento médio de 35% nos últimos cinco anos; o Brasil representa atualmente 70% do consumo de luxo na América Latina) bem com a evolução dos circuitos de distribuição constituem oportunidades para nossas empresas, sobretudo aquelas que atuam em setores como luxo, perfumes e cosméticos (o Brasil é o terceiro mercado mundial à frente da França; a França é o primeiro fornecedor do Brasil de fragrâncias), franquias (setores com potencial como alimentação, acessórios pessoais e calçados, serviços e comércio varejista, hotelaria e turismo, etc.), artigos para casa (cama, mesa e banho, utensílios de cozinha, móveis, objetos de decoração, presentes), cuidados pessoais (institutos de beleza, centros de estética, spas) ou ainda varejo especializado (grandes marcas francesas, como Casino, Carrefour, Saint-Gobain e Leroy Merlin aquecem o setor; outras poderiam aproveitar-se desse crescimento expressivo: panificação francesa, produtos resfriados, manutenção de automóveis, etc.).

Aeronáutica-Espaço - O Brasil possui a maior indústria aeroespacial do hemisfério sul e seu mercado aeronáutico encontra-se atualmente em franca expansão. A Embraer, hoje terceiro construtor mundial em termos de aviação comercial, acaba de bater um novo recorde em 2008, entregando 204 aparelhos, o que representa um aumento de 20% em relação a 2006. O recorde anterior havia sido batido em 2007 com 169 entregas. A cidade de São Paulo ultrapassou em 2007 as de Nova Iorque e de Tóquio e possui atualmente a maior frota urbana de helicópteros do mundo. O transporte aéreo comercial continua, por sua vez, a registrar um crescimento considerável: +7% de demanda em relação a 2007. E isso apesar da crise financeira mundial, cujos efeitos começaram a se manifestar no terceiro trimestre de 2008. Nesse sentido, deve-se salientar a inércia natural no setor da construção aeronáutica. Mesmo se os adiamentos das encomendas da EMBRAER forem efetivos, eles ainda são limitados. Além disso, o mercado de jatos particulares, até hoje menos afetado pelos efeitos da crise na aviação comercial, protege o construtor brasileiro, cujo programa Phenom continua sendo um sucesso sem precedentes. Existem oportunidades de negócios para as empresas francesas cujas competências no setor aeronáutico já foram devidamente comprovadas, nos mais diversos níveis da cadeia (construção, materiais compósitos, aviônica embarcada, engenharia, equipamentos, manutenção, navegação, controle, etc.).

Tl - O Brasil é o principal mercado da América Latina em Tl. É o quinto mercado mundial em telefonia móvel com grandes oportunidades de negócios, graças ao lançamento da tecnologia 3G, das redes WIMAX e da reestruturação das operadoras. Em matéria de televisão, a GLOBO é líder inconteste da televisão gratuita e o lançamento recente da TNT em HD abre novas perspectivas no setor. No segmento da televisão por assinatura, o lançamento de serviços por satélite pelas grandes operadoras de telecomunicações, Telefônica e Embratel, bem como futuramente pela Ol envolve investimentos de porte. O Brasil também é o terceiro mercado mundial de computadores, com 12 milhões de unidades vendidas em 2008 (+38%). O País detém o recorde mundial do tempo médio de conexão dos internautas na rede e a banda larga cresce de maneira espetacular. Deve-se assinalar também que o internet banking é um dos mais eficientes do mundo e que as compras on-line estão em franco desenvolvimento, 30% de aumento em 2008. Além disso, existem 800 milhões de cartões em circulação e o mercado de cartões com chip passa por um desenvolvimento exponencial (+20% ainda em 2008), inclusive no primeiro trimestre de 2009. Enfim, o Brasil ocupa uma posição de destaque na área de plataformas offshore de produção de softwares e de montagem de materiais eletrônicos para todo o continente americano (telefones celulares, computadores, televisores, decodificadores, etc.).

Saúde/Biotecnologias - O sistema conta com cerca de 6.660 hospitais, dos quais 70% são particulares. O governo investe na modernização da rede pública e vários projetos para a construção de hospitais particulares estão em andamento nas grandes cidades. O Brasil é o nono mercado farmacêutico mundial, com um crescimento de 12% em valor em 2008 e vários segmentos em franca expansão: medicamentos especializados, matérias-primas, dermocosméticos, medicamentos isentos de prescrição (MIP), equipamentos para diagnóstico. Existe demanda para equipamentos hospitalares de ponta, com alto valor agregado. Os mercados odontológico e ótico também devem ser mais bem explorados, considerando-se seu potencial. Daremos ênfase neste ponto ao aumento expressivo das despesas com saúde que, em 2008, representavam 7,8% do PIB, o que demonstra o envelhecimento da população e seu desejo de tratar-se mais convenientemente. Em matéria de biotecnologias, pesquisas são realizadas nas áreas de saúde humana e agricultura. O País ocupa a segunda posição mundial em número de contribuições para o banco de dados de sequências de genes humanos. O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo, graças à Floresta Amazônica e à Mata Atlântica”, destacou Dominique Mauppin.

FACT Sheet.: A Rede Ubifrance e as Missões Econômicas da Franca: • Número de Missões Econômicas francesas no mundo: 157, em 120 países, nos 5 continentes. | • Número de funcionários da Ubifrance no mundo: 1.500 pessoas. | • Número de funcionários no Brasil: aproximadamente 40 pessoas. | • Escritórios no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. | • Número de empresas assessoradas pelas Missões Econômicas em todo o mundo em 2008: 15 mil empresas. | • Perspectiva de assessoramento até 2011: 20 mil empresas | • Números dos Encontros de Negócios franco-brasileiros de 2008: 3 mil encontros de negócios, 120 empresas francesas e 800 empresas brasileiras.

Espaços França: eventos desenvolvidos pela Ubifrance: • Em 2007, foram oito participações em feiras de negócios com Espaços França no Brasil e 84 empresas francesas trazidas para esses espaços. Em 2008, foram 13 Espaços França e 150 empresas trazidas. | • No Brasil, 20 a 25% das empresas trazidas pelos Espaços França concretizam negócios no País. | • Os Espaços institucionais França organizados em feiras pela Missão Econômica possuem de 40 a 200 m2, com uma área disponível para reuniões entre as empresas francesas e brasileiras. | • Número total de empresas francesas assessoradas no Brasil em 2008: 898 | • Número de V.l.E (Voluntariado Internacional nas Empresas) em 2008: 67 | • 379 empresas francesas participaram de operações coletivas em 2008.

Dados econômicos sobre as relações comerciais franco-brasileiras: Crescimento das relações comerciais franco-brasileiras em 2007: 19,9%. Em 2008, o crescimento foi de 12,8 %.

Em 2007, as relações comerciais franco-brasileiras registraram 6.585-bilhões de euros. Em 2008, batendo um novo recorde histórico e ultrapassando a marca dos 7 bilhões de euros, alcançaram 7,490 bilhões de euros.

35 das empresas cotadas na bolsa de Paris (CAC 40) possuem pelo menos uma filial no Brasil.

Em 2007, as vendas francesas para o Brasil registraram forte alta de 20,5% em relação ao ano anterior. Em 2008, o crescimento foi de 13,6%. Outro ponto importante: as exportações globais francesas avançaram apenas 1,8%.

Na contramão, as vendas do Brasil para a França ainda avançam lentamente, com apenas 2,3% de crescimento em 2007. Em 2008, as exportações do Brasil para a França aumentaram 12,2% (contra 19,3% de 2007), o que equivale a 3,969 bilhões de euros.

O Brasil é o principal parceiro comercial da França na América Latina. O país contribui com 35,8% dos fluxos comerciais, bem à frente do México (14,3%), do Chile (11,4%) e também da Argentina (8,7%).

Em 2007, o Brasil era o 25° cliente e o 23° fornecedor da França. Em 2008 passou a ser o 21° cliente e o 22° fornecedor.

Prova do dinamismo da economia brasileira, as exportações francesas para o Brasil cresceram 135% nos últimos cinco anos. O total das exportações francesas apresentou um crescimento de 26%.

Atualmente, 4,2 mil empresas francesas negociam com o Brasil, 74% no segmento de pequenas e médias.

Em 2008, foram registradas 360 filiais de empresas francesas no País, empregando mais de 400 mil pessoas.

Evolução anual da balança comercial entre a França e o Brasil (em milhões de euros):

As empresas francesas no Brasil: Principalmente nos Estados de São Paulo (65%) e Rio de Janeiro (18%), além do Paraná (6%), Minas Gerais (3%), Rio Grande do Sul (2%) e Santa Catarina (2%).

Exportações França – Brasil: - Os bens de capital em 2008 permanecem na 1a posição: 47,2%. | - Bens intermediários: 24,4% | - Bens de consumo: 12,9%

Em 2007, cinco categorias de produtos franceses representaram cerca de metade das vendas, divididos em: - produtos da construção aeronáutica e espacial: 30%; | - equipamentos para automóveis: 10,4%; | - preparações farmacêuticas: 5,8%; | - outras máquinas especializadas: 4,1%; | - produtos farmacêuticos de base: 2,9%.

- Desde 2003, as exportações francesas para o Brasil foram superiores a 100%. Os resultados positivos devem-se, em grande parte, às exportações do setor aeronáutico.

40% das exportações são provenientes das matrizes francesas e destinam-se às suas filiais no Brasil.

Exportações Brasil E-França: No ano de 2008, as exportações brasileiras para a França atingiram 3.969 milhões de euros, ou seja, um aumento de 12,2% (contra 19,3% em 2007), bem superior à progressão das importações totais francesas (+4,5% no ano).

Esta aceleração parece resultar do bom desempenho dos setores brasileiros de agronegócios e mineração, cujos resultados foram evidentemente puxados pela alta expressiva das cotações internacionais das commodities.

As importações de produtos da agroindústria e da indústria alimentícia progridem pelo segundo ano consecutivo e agora representam 39,8% do total (contra 36,9% em 2007) em detrimento dos bens intermediários (43,8% em 2008 contra 45,3% no ano passado).

Os setores de bens de capital profissionais (6,5% de nossas importações) e de bens de consumo (4,6%) permanecem pouco significativos. Uma análise mais apurada mostra uma concentração das importações calcada em dois produtos: óleos brutos e resíduos (22,4% do total das importações) e minério de ferro (18,7%) que representam mais de 41% das importações (seis pontos a mais do que em 2007).

Os outros principais itens importados são celulose (4,7%), produtos do beneficíamento da madeira (3,9%) e minerais de metais não ferrosos (3,6%). Estes cinco produtos constituem mais da metade de nossas importações do Brasil (53,4%).

Estrutura setorial da balança comercial entre a França e o Brasil no primeiro semestre de 2008: (em milhões de euros):

Perfil das empresas francesas no Brasil - É cada vez mais forte a presença francesa no universo corporativo brasileiro. A rede das Missões Econômicas no Brasil relaciona nada menos que 360 filiais de companhias francesas no país, o que prevê a geração de pelo menos 400 mil empregos diretos por aqui. Das 40 maiores cotadas na Bolsa de Valores de Paris, que formam o chamado índice CAC-40, 35 têm pelo menos uma subsidiária por aqui.

Em muitos casos, trata-se de investimentos industriais de peso, o que lhes permite desempenhar papel fundamental na economia brasileira. A presença de algumas dessas organizações se traduz por relacionamentos antigos e duradouros, a exemplo de Rhodia (1919), Michelin (1927) e UOréal (anos 1930).

Além das grandes, vale destacar o número crescente de pequenas e médias empresas que tem optado por instalar-se em diversas regiões do Brasil.

Independentemente de seu porte ou segmento de atuação, a maioria está satisfeita com suas atividades no país e com a qualidade da mão-de-obra brasileira, valendo-se das oportunidades do mercado local e de sua crescente importância enquanto plataforma mundial de exportação.

Participação por setor - A presença francesa no Brasil é bastante diversificada e relativamente equilibrada: Aeronáutica, Espaço, Tecnologias da Informação e Comunicação, Eletrônica: 17,3% | Bens de Consumo: 13,9% | Construção e Obras Públicas-Transportes, Engenharia, Meio ambiente: 12,6% | Bancos, Seguradoras, Serviços financeiros, contábeis, jurídicos: 10,6% | Agricultura, Pecuária, Agroindústria e Indústria alimentícia: 10,5% | Mecânica, Transformação de metais, Plasturgia, Vidro, Borracha: 8,4% | Indústria automobilística: 7,3% | Eletricidade, Petróleo e Gás: 6,5% | Petroquímica, Química, Farmácia: 7,1% | Minas e Metalurgia: 5,8%.

Diversificação geográfica - Cerca de 20 novas filiais de empresas francesas aterrissam anualmente no Brasil. Nos últimos dois anos, a tendência tem sido de aceleração, sobretudo no que se refere às PMEs. As subsidiárias de empresas francesas estão sediadas nos seguintes estados brasileiros: * São Paulo (65%) | * Rio de Janeiro (18%) | * Paraná (6%) | * Minas Gerais (3%) | * Rio Grande do Sul (2%) | * Santa Catarina (2%).

Os 19 espaços França.: Organizados em 2009 pela rede das Missões Econômicas no Brasil - A participação em um dos 19 Espaços França organizados em 2009 pela rede das Missões Econômicas nos grandes eventos especializados brasileiros representa para as empresas francesas o meio mais eficaz de se fazer negócios neste mercado que oferece, mais do que nunca, oportunidades concretas, que podem ser traduzidas por um excelente ano de 2008, considerado histórico. Em 2008 inúmeras empresas, apesar da crise, tiveram seu faturamento aumentado entre 10 e 50%, dependendo da atividade exercida (indústria alimentícia, equipamentos, energia, meio ambiente, infraestrutura, logística, bens de consumo, etc.).

Graças a esse contexto favorável e à implantação de uma política comercial inovadora, a rede das Missões Econômicas no Brasil também teve um aumento expressivo de suas atividades em 2008:

Ela situa-se na linha de frente dos 25 países prioritários escolhidos para desenvolver o Comércio Exterior da França, em progressão relativa de atividade no período 2006-2008 (+318%); é também a primeira rede mundial das Missões Econômicas no que se refere à qualidade dos serviços prestados à sua clientela de pequenas e médias empresas e indústrias que abordam o mercado brasileiro.

900 empresas utilizaram os serviços em 2008, o que representa um aumento de 284 empresas em relação a 2007 e 347 em relação a 2006.

380 empresas participaram de operações coletivas no Brasil em 2008, contra 184 em 2007 e 132 em 2005. Esse bom desempenho deve-se em grande parte ao conceito Espaço França que a rede de Missões Econômicas no Brasil desenvolveu no âmbito dos principais eventos especializados brasileiros.

O conceito Espaço França corresponde à implantação de uma verdadeira missão de prospecção que a empresa realiza, participando de um evento especializado. Ele permite que as empresas francesas abordem com grande eficiência o mercado brasileiro. Presentes no próprio Espaço França ou em um espaço anexo, elas criam assim um Polo França.

Esse conceito desfruta de um enorme sucesso e permitiu mobilizar 270 empresas desde 2006, sendo 150 empresas em 13 Espaços França em 2008 (84 empresas em 8 Espaços França em 2007, e 36 empresas em cinco Espaços França em 2006). As empresas mostraram-se satisfeitas com os serviços prestados. Atualmente, todas recebem atendimento personalizado, voltado ao seu projeto de prospecção-implantação no mercado. Não se trata, portanto, de empresas que buscam apenas informações.

Essa boa performance é a prova do dinamismo das empresas francesas em relação à exportação e de seu atual interesse claramente demonstrado pelo Brasil, um verdadeiro canal de crescimento na atual conjuntura mundial.

Baseada no sucesso já alcançado, a rede das Missões Econômicas no Brasil programou, juntamente e com o apoio da Ubifrance, 19 operações desse tipo em 2009, no âmbito do Ano da França no Brasil, correspondendo a aproximadamente 300 empresas francesas que virão ao País. Nesse sentido, o efeito da fidelidade causada por esse serviço desde o seu lançamento demonstra toda a força desse produto. As empresas clientes dos Espaços França são aquelas que têm maior probabilidade de dar prosseguimento ao seu processo empresas clientes dos Espaços França ao seu processo de implantação por meio da assinatura de um contrato e/ou da criação de uma implementação durável. O tipo de empresas presente nessas operações faz com que 15 a 20% delas firmem um contrato comercial ou realizem uma implantação na forma de joint-venture ou filial, em um prazo de 6 a 12 meses.

Concretamente, o Espaço França é um serviço que oferece às empresas participantes os seguintes módulos: um seminário de abertura no escritório da Missão Econômica, seguido de almoço; um programa de reuniões individuais e personalizadas no Espaço França (oito encontros, no mínimo), tendo como opção o acompanhamento de um funcionário da Missão Econômica ou de um intérprete por empresa; um Espaço institucional França (estande de 80 a 350 m2) organizado pela Missão Econômica no evento, com uma área reservada aos encontros de negócios; um coquetel durante o evento no Espaço França, para que as empresas possam ampliar e diversificar seus contatos; a divulgação de folders com a apresentação dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas francesas no Espaço França; a confecção e a publicação de um catálogo das empresas francesas participantes, distribuído em formato eletrônico anteriormente ao evento e na versão impressa por ocasião dos contatos no evento; o uma ou varias visitas a unidades comerciais e/ou industriais e/ou logísticas.

No total, o objetivo para 2009, o Ano da França no Brasil, é suscitar o interesse e a mobilização de cerca de mil empresas francesas em relação ao mercado brasileiro, o que corresponde ao triplo de empresas em relação a 2005. Trata-se de uma operação subvencionada pelo poder público francês, com financiamento dos custos fixos ligados ao Espaço França.

. 19 Espaços França no Brasil em 2009.: Feicon Batimat - 24 a 28 de março | Intermodal - 14a 16 de abril | Automec - 14a 18 de abril | CARDS - 27 a 29 de abril | Agrishow - 27 de abril a 2 de maio | Expovin1s - 5 a 7 de maio | Feimafe - 18-23 de maio | Rio Boat Show - 14 a 20 de maio | FCE Cosmetique - 26 a 28 de maio | Hospitalar - 2 a 5 de junho | Brazil Offshore - 16 a 19 de junho | SP Fashion Week - 16 a 22 de junho | CIAB Febraban - 17 a 19 de junho | Ambiental - 30 de junho a 02 de julho | Expo Aero Brasil - 2 a 5 de julho | Futurecom - 13a 16 de outubro | FIMAI - 4 a 6 de novembro | Negócios nos Trilhos – 10 a 12 de novembro.

Presença francesa no Rio de Janeiro: Uma centena de empresas francesas com filiais (das quais 70 matrizes e 30 filiais), sendo ¼ do investimento francês no Brasil está localizado no Rio de Janeiro, com mais de 25 mil empregos nas empresas francesas no Estado.

As principais empresas do CAC 40 são : L'Oréal • Lafarge • EDF (UTE) • Essilor • Michelin •GDF-Suez • Total • PSA (Peugeot-Citroën) • Vivendi (música). Thales, Turbomeca, Areva, ClubMed - BioMérieux, Servier, Pierre Fabre do setor da saúde - Technip, BV, IFP, CGG, Bourbon do petróleo & gás - AFP, CMA-CGM, SCOR, GL Events, etc. Entre muitas PMEs e comércios estabelecidos por Franceses nos setores de (turismo, restauração, hotelaria).

Intercâmbios do Rio de Janeiro com a França: A França é o quarto pais fornecedor do Estado do Rio de J aneiro (foi o 7,58% das importações do Rio em 2007 – crescimento de 35% comparado com 2006 – 725 MUS$. E a França é o 10º cliente do Estado do Rio de Janeiro – 350 MUS$.

Em fevereiro de 2009, já se pode destacar que parte das comemorações foram parar na avenida da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, o samba-enredo levado pela Acadêmicos do Grande Rio, 5ª colocada do Grupo Especial: “Voila Caxias! Para sempre Liberté, Egalité, Fraternité, Merci Beaucoup Brésil! Não Tem de Quê!”.

Segundo a escola, a intenção é consolidar a relação fraterna entre esses dois países que, ao longo da história, sempre tiveram uma relação próxima, preponderante, entre outras coisas, para a construção da identidade do Brasil como Nação. Os últimos anos, quer seja nas artes, ciência, tecnologia, educação ou na cultura em geral provam que a França sempre se fez presente em nosso país.

“Em 2005, foi comemorado o Ano do Brasil na França e nós brasileiros fomos homenageados com uma série de eventos e atividades culturais, que proporcionaram aos franceses o conhecimento, mesmo que de forma condensada, de nossa diversidade artística. Em 2009, Ano da França no Brasil, cabe a nós receber e exaltar as mais diversas atividades culturais e artísticas francesas, retribuindo igual homenagem, mostrando assim, sua importância aos brasileiros e renovando nossas ligações com esta Nação.

E nada melhor do que o carnaval, maior espetáculo da Terra, para ser palco dessa grande festa de confraternização, com a intenção de enaltecer os vários anos da presença francesa no Brasil, justificando a reciprocidade existente entre estes dois países”, frisou a direção da Grande Rio.

Eric Fajole, chefe da Missão Econômica da Franca no Rio de Janeiro destaca que além dos interesses das grandes empresas nos setores de petróleo, metalúrgia, saúde, inovação, beleza, está havendo grande interesse de empresários franceses no segmento de moda do Rio de Janeiro, ele acredita que os negócios nos vários setores de maneira geral indicam grande crescimento para os próximos anos. E que a participação no Rio Boat Show na Marina da Glória, por exemplo, é fruto do grande salto do mercado de luxo brasileiro.

Dentro das comemorações França-Brasil, o país terá a visita da ministra da Cultura e da Comunicação, Sra. Christine Albanel, em 21de abril, da secretária da França para o Comércio Exterior, Sra. Anne Marie Idrac, no mês de maio, no mês de setembro, novamente a visita oficial do presidente francês, Nicolas Sarkozy, sendo que o mesmo esteve no lançamento oficial do Ano da França no Brasil, em dezembro de 2008.

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