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12/03/2009 - 10:21

Mutirão do Rio de Janeiro atende mães da penitenciária Talavera Bruce


Paredes pintadas com personagens infantis, brinquedos e olhares atentos de crianças. Foi esse o ambiente que o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, encontrou ao visitar, na manhã do dia 11 de março (terça-feira), a unidade Materno-Infantil do presídio feminino Talavera Bruce, no Complexo de Bangu. A visita fez parte do acompanhamento dos trabalhos do mutirão carcerário promovido pelo CNJ desde segunda-feira (09/03) no presídio. A unidade, que abriga atualmente 16 internas com bebês de até seis meses, também está sendo atendida pelos trabalhos do mutirão. O ministro se sensibilizou com a situação das mães, principalmente das estrangeiras, cujos filhos são levados a abrigos quando completam seis meses. “Vimos crianças na creche do presídio, uma situação extremamente sensível”, destacou o ministro na solenidade.

Durante a visita, o presidente do CNJ conheceu a história da angolana, Júlia Fernanda Pedro, 25 anos, que está há dez meses presa no Brasil por tráfico internacional de drogas. Ela contou que veio ao país visitar a irmã - que fazia tratamento de saúde – e acabou sendo presa no aeroporto, após ser flagrada com cocaína na bolsa, segundo ela, posta por uma prima que traficava a substância. Como estava grávida no momento da prisão, Júlia foi transferida para a Unidade Materno Infantil do Talavera Bruce, onde cuida hoje do filho de dois meses.

Quando completar seis meses, no entanto, a criança será transferida para um abrigo. “Não tenho ninguém aqui. Filho foi criado para ficar junto com a mãe, não estou preparada para me separar dele”, diz. A angolana está na expectativa de ser beneficiada pelo mutirão, para que não tenha que se separar da criança. Assim que obtiver a liberdade, ela pretende retornar para seu país e continuar os estudos de Relações Internacionais, interrompidos com a prisão.

O presidente conheceu toda a unidade reservada para as mães, que é ampla e conta com cozinha, dois berçários onde as presas podem dormir com seus filhos, sala de atividades e pátio. A unidade também possui um ambulatório para atender as crianças, com duas enfermeiras que trabalham todos os dias e um pediatra que vai três vezes por semana ao presídio. O espaço atende todas as penitenciárias do Estado, embora tenha capacidade para abrigar apenas 20 mães com crianças. O local permite que as presas amamentem seus filhos, além de estarem em contato com eles durante os seis primeiros meses de vida. “Depois desse período, a criança é encaminhada para um guardião legal, indicado pela própria mãe, ou para abrigos, sobretudo no caso de estrangeiras que não têm família no Brasil”, explica Janice Maria Assumpção, diretora da Unidade Materno-Infantil. | CNJ.

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