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18/11/2008 - 09:00

"A Questão Portuária no Brasil"

"A Questão Portuária no Brasil" será discutida até o dia 18 de novembro (terça-feira),em fórum organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que foi aberto na manhã desta segunda-feira (17/11) e contou com a participação do secretário de Transportes, Julio Lopes. O objetivo do encontro é contribuir para a redução dos gargalos nas conexões de acesso e na operação dos portos e analisar e recomendar ações estratégicas dos stakeholders sobre os gargalos do setor portuário brasileiro. Até amanhã serão discutidos temas como o transporte multimodal, marinha mercante, ações do governo, portos, ações da iniciativa privada e aços reguladoras e legais.

Segundo Renaud Barbosa, coordenador do programa de pesquisa em operações e logística da Ebape, a sociedade tem acompanhado os esforços do governo e da Secretaria de Transportes para a revitalização da área portuária e da integração entre os portos e ferrovias.

Para Bernardo Figueiredo, diretor geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), é importante que o sistema de transporte seja observado como um todo, e que é fundamental juntar as áreas portuária e ferroviária. O diretor explicou que a agência possui um programa de investimento que enfrentará as questões mais críticas dos acessos aos portos.

- Os projetos estão em andamento e vamos criar uma nova estrutura para os acessos às zonas portuárias do país. No Rio de Janeiro, temos o arco rodoviário, que é uma obra de parceria entre os governos federal e estadual. Estamos realizando um trabalho para equacionar e tornar os acessos do Rio mais favoráveis - comentou o diretor da ANTT.

O secretário de Transportes acredita que a questão dos acessos é fundamental para o estado, pois poderá triplicar a capacidade de operação dos portos. Julio Lopes afirmou, ainda, que a zona portuária do Rio de Janeiro é uma das maiores fontes de desenvolvimento do estado.

- Temos um porto competitivo que é uma das principais fontes de arrecadação de impostos e geração de econômica. A nossa sociedade precisa dar mais valor à zona portuária, pois ela é importante para o desenvolvimento econômico do estado. Mais de 90% de toda a troca comercial se dá por via marítima, e o porto é o ponto de ligação entre a logística de terra e a logística de mar. No que se refere ao Rio de Janeiro, há a vantagem competitiva por ter fronteira litorânea - explicou Julio Lopes.

Segundo o secretário de Transportes, os operadores portuários atingiram uma maturidade e ajudaram a criar o projeto "Porto do Rio - Século XXI", que irá desenvolver todos os acessos à zona portuária e a integração entre as atividades dos portos do estado. Julio Lopes defendeu, ainda, uma maior flexibilização das taxas aduaneiras das operações de carga no Rio de Janeiro.

- O projeto define todo o redesenho de acessos ao porto. Será feita uma adequação da logística de terra, a partir do redesenho dos acessos ferroviários e rodoviários ao porto. O Rio de Janeiro teve um decréscimo na sua atividade portuária devido a uma diminuição agressiva das taxas nos outros estados. Precisamos flexibilizar um pouco as taxas para recuperar a nossa competitividade. A questão da infra-estrutura é fundamental, pois sem ela não avançamos, mas precisamos refletir na busca de competitividade para as operações de carga e descarga - frisou o secretário de Transportes.

Para Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF), o grande desafio das zonas portuárias do Brasil é a eliminação dos gargalos e a expansão da malha ferroviária. Vilaça defendeu que é preciso realizar obras de contorno e travessias nas áreas urbanas.

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