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31/10/2008 - 10:14

BID: Ásia e América Latina e Caribe precisam fortalecer laços para mitigar os efeitos da atual crise financeira

Tóquio – O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, insistiu para que a América Latina e o Caribe explorem novas oportunidades de comércio e investimentos com a Ásia para minimizar o impacto da atual crise financeira.

"Estamos sofrendo os espasmos de uma grave crise global e o BID está trabalhando para mitigar ao mínimo seu impacto sobre o desenvolvimento de longo prazo", disse Moreno. "Estimular as nações da América Latina e do Caribe a seguir a lição japonesa e continuar buscando oportunidades nos mercados externos é parte importante desse esforço."

Moreno foi o orador principal do Fórum de Comércio e Investimento entre Ásia–América Latina e Caribe (LAC), realizado em Tóquio, no Japão, nesta quinta e sexta-feira, 30 e 31 de outubro. O fórum, organizado pelo BID em colaboração com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), pretende fortalecer e expandir os vínculos comerciais entre a Ásia e a América Latina e o Caribe.

O evento ajuda a reunir os principais parceiros comerciais regionais do Japão, representantes de governos da América Latina e do Caribe, investidores privados e agências de promoção do comércio.

“O fluxo tradicional de comércio pelo Pacífico continua vibrante, mas nossos laços estão agora fortalecidos por novos empreendimentos colaborativos que envolvem o comércio de serviços e investimentos conjuntos de ponta em setores como energia alternativa e software”, disse o presidente do BID.

A atratividade exercida pela América Latina sobre as empresas dos países asiáticos, as japonesas em particular, na atual economia global foi o tema da fala do presidente e diretor executivo do JBIC, Hiroshi Watanabe.

Watanabe ressaltou que, apesar da queda significativa dos preços do petróleo nas últimas semanas, os preços ainda permanecem consideravelmente elevados em comparação a cinco anos atrás. Nesse cenário, acrescentou Watanabe, empresas japonesas e de outros países asiáticos terão de repensar suas estratégias de distribuição.

Para reduzir o custo do transporte de produtos volumosos, como eletrodomésticos e outros utilitários do dia-a-dia, as empresas japonesas terão de considerar a possibilidade de construir suas fábricas mais perto dos mercados consumidores, como na América Latina.

Da mesma forma, para evitar os altos custos do transporte de petróleo, gás e outras commodities, as empresas japonesas precisam começar a construir instalações mais próximas dos locais onde esses recursos estão disponíveis, o que novamente inclui a América Latina.

Para o presidente Moreno, os países precisam estar atentos e evitar cair na tentação política de se fecharem e se desligarem do resto do mundo durante esses tempos econômicos difíceis.

“Isso seria um grave erro”, disse o presidente do BID. “Quando o medo leva a um maior isolamento e à criação de novas barreiras, esse medo torna-se auto-realizável, uma vez que agrava a própria desaceleração econômica que deu origem ao medo.”

Moreno destacou a estabilidade macroeconômica e o crescimento saudável da América Latina e do Caribe nos últimos anos e descreveu a região como um destino desejável para as exportações e investimentos de alta qualidade da Ásia.

O presidente do BID concluiu sua exposição sublinhando a necessidade “fundamental” de que Ásia e América Latina e Caribe unam-se para minimizar o impacto da crise financeira sobre suas economias. “As relações econômicas entre o Leste Asiático e a América Latina serão uma das linhas de comunicação decisivas para a economia global no século XXI, e o BID se orgulha de fazer a sua parte para ajudar a fortalecê-la”.

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