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27/09/2008 - 08:32

Lagoa Mirim: Nordeste Uruguaio quer escoar cargas pelo Porto do Rio Grande


A Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) recebeu em sua sede, no dia 26 de setembro (sexta-feira), pela manhã, a visita de um grupo de 20 pessoas, integrado por empresários e jornalistas uruguaios, interessado em conhecer a estrutura portuária do Rio Grande. O principal foco do grupo, comandado pela empresa uruguaia Fadisol, é a viabilização do escoamento das cargas do Nordeste do Uruguai através do rio Tacuari/Lagoa Mirim/São Gonçalo,/lagoa dos Patos.

Na sede da Suprg, acompanhados por integrantes do operador portuário Sampayo Nickhorn, o grupo foi recepcionado pelo diretor Técnico do Porto do Rio Grande, Carlos Renato da Cruz Rodrigues, e em seguida assistiram palestra proferida pelo assessor Técnico do porto rio-grandino, Newton Quintas, onde os visitantes mostraram grande interesse na movimentação de arroz. Logo após realizaram uma visita ao Porto Novo, um passeio de lancha pela orla e, ainda visitaram alguns terminais privados.

Projeto:A empresa Fadisol, aliada a um consórcio de empresas, pretende instalar nas margens do Rio Tacuari, em uma área de sua propriedade no departamento de Cerro Largo (20 Km ao Sul de Rio Branco), um porto lacustre com um cais de 200 metros para receber barcaças. A previsão é que em 2010 a estrutura esteja pronta para operar. A idéia inicialmente é escoar as cargas da região que é produtora de grãos, principalmente arroz e agora também, de soja e trigo. Existe ainda uma produção potencial de madeira, tendo essas cargas como destino os mercados mundiais e brasileiro. Como carga de retorno, existe a possibilidade do transporte de fertilizantes, produzidos em Rio Grande.

Com o novo porto, os departamentos uruguaios de Trinta e Três e de Cerro Largo, ribeirinhos a Lagoa Mirim, assim como os departamentos vizinhos, de Rivera e de Tacuarembó, tem todas as condições para beneficiarem-se desse modal de transporte. Além de mais barato do que seu concorrente rodoviário, a hidrovia da Lagoa Mirim oferece a esses departamentos a alternativa de utilizar o Porto do Rio Grande, para suas ligações com o comércio mundial e também através do sistema Lagoa Mirim-Lagoa dos Patos-Bacia do Jacuí, atender ao mercado brasileiro, por meio dos portos de Porto Alegre e Estrela.

De acordo com o presidente da Fadisol, empresa que atua na área de logística e gerencia terminais portuários do Uruguai, Carlos Foderé, o novo porto irá agilizar o escoamento das cargas do Nordeste do Uruguai diminuindo custos. "Atualmente temos que percorrer 600 km de rodovia com a carga para escoá-la através do porto de Nueva Palmira. Com a viabilização do terminal no rio Tacuari teremos que percorrer no máximo 120 Km de rodovia, além disso, ele contará com uma estrutura para secagem, limpeza e armazenagem de grãos. Ainda tem a vantagem do calado do porto gaúcho que é de 40 pés e tende a aumentar, contra a profundidade de 32 pés do porto de Nueva Palmira", disse Foderé. || www.portoriogrande.com.br

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