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09/09/2008 - 08:38

Dia 23 de setembro: início da primavera e o Dia do Sorvete

Mercado hoje representa mais de 900 milhões de litros.

O dia 23 de setembro marca o início da primavera e da época das temperaturas mais altas do ano. É por isso que há seis anos a data também celebra o Dia Nacional do Sorvete, instituído pela ABIS – Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes, que registra no período entre setembro e março o consumo de 70% dos mais de 900 milhões de litros produzidos anualmente pelas empresas nacionais, incluindo sorvetes de massa, picolés e o sorvete “soft”. As previsões para os próximos dez anos são otimistas em termos de crescimento do mercado: investimentos vêm sendo feitos na expansão das atuais empresas e na importação de maquinário.

Hoje os picolés representam 20% deste mercado, ou seja, aproximadamente 182 milhões de litros, o que significa cerca de dois bilhões e 550 milhões de unidades/ano. O sorvete soft também vem crescendo no mix: atualmente existem 10 mil máquinas que produzem este tipo de sorvete, o que significa 8% do mercado e um total de 72 milhões de litros. Os sorvetes de massa são responsáveis por um volume estimado de 653 milhões de litros.

Apesar do alto consumo no verão, os números podem crescer muito, principalmente se comparados aos de outros países. O brasileiro consome em média 4,7 litros anuais, menos de um terço do consumo per capita em alguns países nórdicos, como a Dinamarca e a Finlândia. Segundo Eduardo Weisberg, presidente da ABIS, a causa dessa diferença de consumo nestes países é cultural. “Os brasileiros são educados a acreditar que tomar sorvete no inverno faz mal, provoca gripes e resfriados. É uma idéia falsa, pois o tempo mais frio não impede o consumo e tampouco provoca qualquer mal à saúde. O setor de sorvetes no Brasil tem capacidade de atender o mercado durante o ano todo da mesma forma que atende no verão”.

Para mudar esta realidade e movimentar ainda mais o setor, a ABIS tem trabalhado na conscientização popular de que o sorvete não é apenas uma guloseima, mas sim um alimento nutritivo e que pode fazer parte do cardápio do dia-a-dia do brasileiro. “É um alimento completo, pois contém proteínas, açúcares, gordura vegetal e/ou animal, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, K, cálcio, fósforo e outros minerais essenciais em uma nutrição balanceada”, diz Weisberg.

A tendência do setor aponta para a entrada definitiva do produto no rol dos alimentos lácteos, já que os sorvetes podem atingir 135mg/100g de cálcio, o que representa de 8 a 16% da dose diária recomendada. Uma opção principalmente para as pessoas que por hábito, gosto ou intolerância à lactose, não ingerem lacticínios na quantidade necessária. E para quem gosta de associar saúde e prazer.

A importância das parcerias -Para atingir o objetivo de unificar o Brasil em prol do produto sorvete e desenvolver o mercado para que ele cresça e atinja patamares condizentes com o seu potencial de consumo, a ABIS aposta nas parcerias. “A saída não é tirarmos o cliente do nosso concorrente e sim ampliarmos o mercado, criando oportunidades de diálogo produtivo para o setor como um todo. Unidos conseguiremos alavancar este mercado tão pequeno se comparado com os mercados do mundo afora”, afirma Weisberg.

A ABIS já firmou parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) para estimular ainda mais a qualidade e a competitividade no setor. A entidade está organizando com o ITAL a criação de projetos que inserem o sorvete na alimentação escolar e a implantação do curso “Mestre Sorveteiro”.

O Selo ABIS de Qualidade é alvo de aprimoramento contínuo de acordo com a demanda do mercado segundo Weisberg, e para que esta melhoria aconteça, a entidade desenvolve projetos específicos para a qualificação das empresas do setor visando o aumento da capacidade de expansão de negócios.

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