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18/12/2021 - 07:27

Luisa Stefani ganha premiação do melhor ponto de duplas do ano da WTA


Paulistana foi escolhida, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, pelo ponto no torneio WTA 500 de San Jose, na Califórnia (EUA).

A paulistana Luisa Stefani, número 10 do ranking mundial, ganhou a premiação do melhor ponto de duplas da temporada da WTA, a Associação das Tenistas Profissionais. O ponto escolhido foi durante a disputa no WTA 500 de San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, Luisa enfrentou a dupla da australiana Ellen Perez e da tcheca Kveta Peschke. A eleição foi feita por votação dos fãs da internet.

—Muito legal essa premiação. Foi um ótimo ponto. Fico feliz que a galera tenha votado em nossa dupla e saber que tenho muitos fãs —disse Luisa, patrocinada pela Fila, CBT, HEAD, Saddlebrook Academy, Tennis Warehouse e Liga Tênis 10.

Luisa teve um grande ano em 2021, com seu maior título no WTA 1000 de Montreal, no Canadá, vice-campeonato no WTA 1000 de Cincinnati, finais em Miami, Adelaide, Abu Dhabi, San Jose e a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Laura Pigossi. Ainda fez semifinal no US Open, onde precisou abandonar após lesão no joelho, rompendo o ligamento cruzado anterior, o qual vem tratando desde o começo de setembro e passou por uma cirurgia no fim daquele mês.

Resultados em 2021: (59 jogos - 40 vitórias): - semifinalista : US Open (Grand Slam) - com Gabriela Dabrowski| - vice-campeã : WTA 1000 Cincinnati - com Gabriela Dabrowski | - campeã : WTA 1000 Montreal - com Gabriela Dabrowski| - vice-campeã : WTA 500 San Jose (EUA) - com Gabriela Dabrowski| - Medalha de bronze : Jogos de Tóquio - com Laura Pigossi| - vice-campeã : WTA 1000 de Miami - com Hayley Carter| - vice-campeã : WTA 500 de Adelaide - com Hayley Carter| - vice-campeã : WTA 500 de Abu Dhabi - com Hayley Carter.

Fazendo história na carreira - Luisa, de 24 anos, começou a jogar tênis aos 10 anos, na B.Sports, no bairro de Perdizes, em São Paulo, onde nasceu. Disputou as chaves principais dos quatro Grand Slams juvenis, atingindo as semifinais de duplas do US Open juvenil em 2015, quando chegou a 10a. posição do ranking mundial juvenil.

Foi para os Estados Unidos para estudar e jogar tênis. No circuito universitário jogou pela Pepperdine University, na Califórnia, e atingiu a segunda posição no ranking da ITA (Intercollegiate Tennis Association). Foi nomeada caloura do ano 2015 pela ITA, compilando uma campanha de 40 vitórias e apenas 6 derrotas. Entre 2015 e 2018, ainda no circuito universitário americano, dedicou-se parcialmente ao circuito profissional da ITF, o que não a impediu de conquistar 10 títulos e atingir outras 5 finais de duplas naquele circuito. Terminou 2018 como 215ª. do mundo em duplas e 753ª. em simples.

Optou por trancar a faculdade para disputar o circuito profissional integralmente a partir de meados de 2018. Ganhou destaque nas duplas e começou a colher resultados já em 2019, conquistando um título no WTA de Tashkent, no Uzbequistão, e o vice-campeonato em Seul, na Coréia do Sul, em outubro, com a então nova parceira, a norte-americana Hayley Carter, terminando o ano perto das 70 melhores do mundo.

Em 2020, conquistou o WTA 125 de Newport Beach, na Califórnia e chegou às oitavas de final do Australian Open. Após a quarentena, comemorou o título do WTA de Lexington, nos Estados Unidos. Terminou o ano como a 33ª do mundo, primeira brasileira no top 40 em mais de três décadas. Começou 2021 com a final no WTA 500 de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, alcançando o top 30 - a primeira brasileira desde 1976 - e chegou à segunda decisão em Adelaide e à terceira em Miami, torneio da série WTA 1000. O vice-campeonato em Miami permitiu que Luisa subisse para a 25ª posição no ranking, o melhor de uma brasileira na história desde que o ranking WTA foi criado em 1975. Em junho ganhou mais duas posições - 23º lugar. Continuou subindo no ranking e com o vice-campeonato em Cincinnati subiu para 17ª do mundo. Com a semifinal do US Open chegou a ser a 12ª do ranking e finalizou a temporada como a primeira brasileira no top 10 na história.

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