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14/05/2008 - 09:26

Ministro quer empresas brasileiras na dragagem dos portos


Brasília – O ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, afirmou no dia 13 de maio (terça-feira), que vai insistir na participação de empresas brasileiras na dragagem dos principais portos do país, para as quais os editais de licitação devem estar prontos até 31 de julho. “Precisamos dar condições para que empresários brasileiros se interessem pelo setor e possam participar das concorrências, porque hoje só existe uma empresa nacional na área. No mundo, quatro empresas dominam mais de 50% do mercado e não podemos ficar refém delas”, disse.

O ministro, que participou hoje da reunião do Conselho de Infra-Estrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse que os empresários precisam de incentivos para ingressar nesse mercado, que é de difícil ingresso porque as máquinas são extremamente caras. Pedro Brito não antecipou, no entanto, quais incentivos podem ser garantidos aos interessados em investir no setor.

A falta de dragagem nos principais portos brasileiros pode emperrar o crescimento do país, na avaliação do próprio ministro e dos empresários presentes. “Sem que navios de maior calado possam atracar nos portos brasileiros, o nosso comércio exterior vai ser dificultado, tanto para exportar quanto para importar”, afirmou Brito, ao lembrar que, de acordo com a nova política industrial do governo, anunciada ontem, a meta para as exportações brasileiras em 2010 é de US$ 220 bilhões, 37,5% acima dos US$ 160,6 bilhões exportados no ano passado.

Pedro Brito informou que os 15 principais portos brasileiros, pelos quais passam mais de 90% da carga exportada por via marítima, já têm o processo de licenciamento ambiental para as dragagens solicitados. “Os primeiros devem começar em 31 de julho”, salientou.

Greve dos portuários - Sobre a possibilidade de os portuários declararem greve na próxima semana, o ministro disse que a categoria e o governo já entraram em acordo. Segundo ele, na sexta-feira passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, além dele, Brito, conversaram com os representantes dos portuários e definiram que o Tesouro Nacional fará um aporte de R$ 400 milhões no fundo de pensão da categoria, o Portus, que passa por sérias dificuldades por conta da interrupção dos pagamentos da Companhia Docas.

O ministro disse ainda que a Companhia Docas, maior administradora portuária do Brasil, vai voltar a fazer os depósitos no fundo de pensão. “O aporte e a volta dos pagamento das Docas vai fazer com que o fundo tenha equilíbrio econômico-financeiro pelo menos até 2010. Então, a categoria decidiu por não entrar em greve”, finalizou Pedro Brito.

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