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01/08/2020 - 10:13

Estenose da carótida é uma das causas do AVC


Idade avançada, diabetes, fumo, hipertensão, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de arteriosclerose, são alguns dos fatores de risco para obstrução das artérias carótidas. Se esse problema não for tratado devidamente, ele pode ocasionar o Acidente Vascular Isquêmico que representa 85% de todos os casos da insuficiência vascular cerebral.

A estenose das carótidas, na maioria dos casos, é assintomática. O crescimento da placa acontece de forma silenciosa e muitas vezes através de um exame clinico ou de imagem é que ele é detectado. Alguns sintomas já incluem micro isquemias transitórias que desaparecem em 24h ou deixam pequenas seqüelas, dependendo do tamanho da placa no interior da veia. Os ataques isquêmicos transitórios são alterações neurológicas que muitas vezes afetam a motricidade e a fala.

O tratamento vai depender do tipo de obstrução, característica da placa e idade do paciente. Pode ser por medicação ou cirurgia. O tratamento cirúrgico para desobstrução da carótida é realizado através angioplastia, onde utilizando a técnica endovascular é implantado um stent ou balão na carótida, por uma pequena punção na virilha, a fim de desobstruir as artérias doentes. Outra técnica é a cirurgia aberta chamada endarterectomia, ou seja, a retirada das placas do interior da artéria. A técnica utilizada pelo cirurgião vascular vai depender do grau de obstrução das artérias.

No entanto, a melhor conduta é a prevenção, buscando a orientação de um especialista. Quando o paciente já possui um histórico familiar de isquemia, colesterol alto, e é sedentário, é importante sempre que se faça um exame de controle das carótidas. Normalmente é utilizado o ecodoppler. Ele é um exame similar a uma ultrassonografia e que faz um rastreamento desse tipo de doença. Quando se encontra placas importantes acima de 60% ou 80% e o medico identifica riscos para a saúde do paciente, de acordo com as características da placa, é importante realizar uma angiotomografia. Um procedimento mais invasivo onde o profissional pode ter uma analise mais detalhada da obstrução e se há risco de um AVC.

. Por: Ricardo Brizzi, Angiologista e Cirurgião Vascular. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. É um dos Responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Badim, do Hospital Israelita e Hospital Norte D’Or.

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