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14/05/2020 - 07:45

O design, a criatividade e a pandemia

Com a crise do coronavírus, várias profissões estão se reinventando. O design é uma delas. Mais do que nunca precisaremos mostrar para o que viemos. Saber lidar com o novo, com a adversidade e com as mais diversas situações que o cenário vem nos apresentando. Em uma crise desse porte, o ato de ser visto e de se comunicar acaba se tornando uma ação guiada pela empatia. A população espera que as empresas sirvam de exemplo.

Como doutor e consultor em Design há 30 anos, entendo que a versatilidade da profissão e sua grande demanda no mercado a faz crescer mesmo que em meio a uma pandemia. O design thinking, por exemplo, nunca fez tanto sentido, pois se trata de uma abordagem que visa desenvolver soluções criativas para demandas e problemas. Precisamos concordar que a Covid-19 é a bola da vez!

Para se ter uma ideia da dimensão da nossa responsabilidade e a importância do design nesse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com Organização das Nações Unidas (ONU), publicou um edital solicitando a ajuda de pessoas criativas do mundo inteiro. A ideia era justamente a de criar projetos, vídeos e ilustrações com propostas positivas e importantes para o combate à pandemia, ou seja, um ato global de amor e empatia. O design é uma profissão multidisciplinar e transversal e embora o cenário seja perturbador, não tem sido uma tarefa difícil para nós, pois trabalhamos com isso o tempo todo.

Analiso esse momento como uma possibilidade de expansão. A forma com que pensamos nos leva a observar questões a serem resolvidas por ângulos que a maioria das pessoas não percebem. Esse olhar nos auxilia com a criatividade que, inevitavelmente, estará associado a um pensamento estratégico inerente à profissão.

O mercado mundial, em especial o brasileiro, exige dos profissionais projetos e produtos cada vez melhores. E, embora isso já faça parte da rotina mercadológica, o profissional precisará ir além. É fato que, nos últimos cincos anos, a profissão tenha se atualizado em uma velocidade assustadora. Ao mesmo tempo que se expandiu, ampliou suas conexões com outras áreas do conhecimento.

Acredito que, nos próximos cinco anos, o designer estará muito mais conectado a questões sustentáveis e sociais do que é hoje. Trata-se de um processo. Ele fará uso da inteligência sistêmica na criação, produção, distribuição e reaproveitamento de produtos. Além da atribuição de novos significados para coisas e situações. Essa crise irá modificar nossos valores e tudo será diferente daqui para frente. Finalmente, aprenderemos o real significado da palavra “ressignificação”.

. Por: Camilo Belchior, doutor e consultor em design

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