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14/11/2019 - 08:12

Lucro líquido atinge R$ 1,5 bilhão no3T19

Impactado por trânsito em julgado de processo judicial. Perdas de energia se estabilizam e custos gerenciáveis da distribuidora caem 8% no trimestre. Light consolida-se como uma empresa de capital pulverizado.

A Light obteve, no terceiro trimestre de 2019, lucro líquido de R$ 1,5 bilhão, frente a R$ 6 milhões registrados no mesmo período em 2018. O resultado se deve ao reconhecimento do trânsito em julgado do processo judicial de exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS/COFINS, com efeito retroativo a janeiro de 2002.

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado da Light também foi impactado por este processo judicial e atingiu R$ 1,1 bilhão no período, aumento de R$ 749 milhões ante o terceiro trimestre de 2018 (3T18).

A nova gestão da Light, há seis meses à frente da empresa e com foco, principalmente, em geração de valor, melhoria de governança corporativa e combate às perdas, já apresenta bons resultados.

“Estamos felizes com o resultado obtido neste período. Concluímos o follow-on que fortaleceu o caixa da companhia em R$ 1,8 bilhão, consolidamos a empresa como uma verdadeira corporation, estabilizamos as perdas de energia, que apresentavam tendência de forte crescimento e vendemos a nossa participação na Renova. Os custos gerenciáveis da distribuidora, por sua vez, apresentaram queda de 8% no trimestre, o que confirma que estamos no caminho certo na geração de valor para o conjunto de acionistas da companhia”, afirma Ana Marta Horta Veloso, presidente da Light.

Investimentos, Perdas e Qualidade do Fornecimento de Energia — Os investimentos da Light registraram um total de R$ 236 milhões e um aumento de 10,6% em relação ao 3T18, e foram realizados principalmente no segmento de distribuição de energia. Este segmento, que representa 86% do total de recursos aplicados pela Light no 3T19, recebeu um total de recursos da ordem de R$ 202 milhões, impactando diretamente no serviço prestado aos clientes da Light.

Nestes últimos seis meses, a nova gestão da Light concentrou os esforçou no combate às perdas em áreas possíveis e nos “gatos gordos”, isto é, na eliminação de fraudes em os clientes de renda mais alta, muitas delas com o apoio da Polícia. Os números apresentados no resultado do terceiro trimestre já mostram uma evolução nestas ações. O índice de perdas totais sobre a carga fio (média móvel 12 meses), em setembro de 2019, foi de 25,93% e manteve-se praticamente em linha com o resultado de junho/19, de 25,76%. Essa estabilização ocorreu depois de se observar um crescimento elevado nos primeiros trimestres do ano.

Com relação aos custos gerenciáveis da distribuidora, após tendência de alta nos trimestres anteriores, os mesmos caíram 8,3% neste trimestre, já refletindo melhorias nos processos e na gestão da companhia.

A Frequência Equivalente de Interrupção (FEC) - número médio de vezes em que houve interrupção do fornecimento de energia durante os últimos 12 meses – chegou a 4,36 vezes (x) no 3T19, resultado 0,5% abaixo do obtido no segundo trimestre deste ano e 22,7% menor que o acordado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Já a Duração Equivalente de Interrupção (DEC) - número médio de horas que um consumidor fica sem energia nos últimos 12 meses – somou 8,40 horas, 0,5% a mais que o registrado no 2T19, devido ao impacto das intempéries do início do ano.

Dívida e fatos relevantes — A nova administração da Light também entregou resultados positivos em relação ao perfil de endividamento da Companhia. Em julho, foi concluída a operação de follow-on (oferta de novas ações), que trouxe R$ 1,8 bilhão para o caixa da companhia e na qual a Cemig reduziu a sua participação para menos de 23% no capital da Light. Desse modo, a Light passou a ser uma empresa com capital pulverizado nas mãos de diversos acionistas nacionais e internacionais. Com os recursos do follow-on, a Light fortaleceu sua posição de caixa e pode iniciar uma otimização da sua estrutura de capital, com a redução e reperfilamento das suas dívidas.

Desta forma, a Light encerrou o terceiro trimestre de 2019 com indicador de covenants na relação Dívida Líquida/Ebitda em 3,0x, uma melhora em relação ao valor apurado no segundo trimestre de 2019 (3,69x) e abaixo do limite de 3,75x estabelecido para maioria dos contratos com os credores.

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