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08/10/2019 - 07:46

Brasil e Uruguai alinham agenda do turismo para 2020


Autoridades dos países debateram estratégias para fomentar o turismo internacional e reduzir burocracias entre as nações.

Em mais uma importante agenda durante sua visita à Argentina, Gilson Machado Neto, presidente da Embratur, reuniu-se, no dia 06 de outubro (domingo), com a ministra do Turismo uruguaio, Liliam Kechichian. Na ocasião, eles discutiram a agenda positiva para facilitar as relações turísticas entre ambos os países, além de medidas para facilitar a vinda de investimento estrangeiros para a região.

“Precisamos alinhar nossas medidas e tornar o cone sul uma região mais receptiva ao turista a às empresas que investem e movimentam o setor. Assim poderemos tirar os gargalos burocráticos e permitir que sejamos referência em políticas turísticas no mundo”, afirmou Gilson Machado Neto, que está em Buenos Aires participando da Feira Internacional de Turismo, FIT Argentina.

O presidente da Embratur explicou o novo momento do turismo brasileiro, no qual o país incentivará o ecoturismo e será um campo fértil ao investimento estrangeiro e nacional no setor. “Temos seis biomas, uma biodiversidade única e sem desastres naturais. Queremos que o turista uruguaio e de todo o mundo contemplem nossas belezas. Isso sem falar de nossa cultura e gastronomia que completam esse pacote”.

Gilson detalhou ainda que o Brasil está atraindo o mercado de cruzeiros marítimos para a sua costa. Segundo ele, países como Uruguai e Argentina devem ser parceiros nessa medida, já que as rotas internacionais muitas vezes saem da orla brasileira e seguem para o oceano pacífico dos países vizinhos.

“Poderíamos pensar até em uma legislação única para os países do Mercosul. Marcos regulatórios diferentes entre os nossos países afastam a vinda destes cruzeiros”, completou.

A ministra Liliam Kechichian concordou com Gilson e indicou que os turistas chineses deverão ser a prioridade de ambos. Ela detalhou ainda que os turistas brasileiros vão em bom número ao Uruguai e que a gastronomia e os cassinos são os principais focos.

Redução de taxas aeroportuárias — Outro ponto abordado por Gilson Machado Neto foram as altas taxas aeroportuárias praticadas por aeroportos na divisa entre os países. “Definitivamente precisamos estudar e colocar taxas com valores regionais nessas situações. Seria mais um incentivo em nossas relações turísticas”, encerrou. | www.embratur.gov.br

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