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10/09/2019 - 09:22

Setembro é o mês de conscientização do câncer ginecológico

O mês de setembro é dedicado à conscientização sobre as neoplasias ginecológicas e visa despertar sobre a importância do diagnóstico precoce, informar os fatores de risco e sintomas. Também, é importante reforçar a importância da visita anual ao ginecologista e a realização de exames ginecológicos preventivos.

Entre os tumores que mais afetam o sistema genital feminino estão o câncer de colo de útero e o de ovário. As neoplasias de endométrio, vagina e vulva compreendem os demais tipos de câncer ginecológicos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram estimados, para o biênio 2018-2019, 16.370 novos casos de câncer de colo do útero, 6.600 de corpo de útero e 6.150 de ovário.

Câncer de colo de útero — O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). A infecção por HPV é uma doença sexualmente transmissível (DST), sendo o HPV16 e o HPV18 os subtipos mais vinculados ao câncer de colo uterino. A vacina contra o HPV é uma das ferramentas para a prevenção. Outros fatores de risco são: imunossupressão (infecção pelo HIV, por exemplo), início precoce da atividade sexual e com múltiplos parceiros, uso prolongado de anticoncepcionais orais e o tabagismo. Dentre os fatores de proteção tem-se que mencionar os métodos de barreira, como as camisinhas, durante a relação sexual.

O exame preventivo do câncer do colo uterino (Papanicolau) é a principal estratégia para detecção de lesões precursoras e diagnóstico da doença em fase inicial e deve ser realizado periodicamente. É fundamental destacar que mesmo mulheres vacinadas devem realizar o exame preventivo.

“Os sinais e sintomas mais comuns são inespecíficos ou já podem indicar doença em estágios mais avançados”, afirma a Dra. Daniela Amaral, oncologista do CON - Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão. “Entre os sintomas, destacam-se: sangramento vaginal, corrimento ou secreção atípica vaginal, dor e/ou sangramento após relação sexual e dor na região pélvica”. O câncer de colo do útero tem altíssimas chances de ser prevenido ou de ser tratado precocemente de maneira curativa.

Câncer de ovário — Considerada mais grave, a doença tem maior incidência após os 50 anos de idade e o diagnóstico precoce ainda permanece um desafio já que os sintomas são vagos e mal definidos e, ainda na fase inicial, podem não se mostrar presentes.

A suspeita de neoplasia de ovário se dá com o inchaço abdominal contínuo, sem melhora, a perda de apetite, dor na região pélvica e o aumento na necessidade de urinar. Segundo a Dra. Daniela alguns exames, como ultrassonografia transvaginal e a dosagem de CA 125 no sangue, são muito solicitados pelos médicos em busca do diagnóstico precoce da doença, mas não se mostraram eficazes como método de rastreio. “Esses exames não reduziram as estatísticas de mortalidade, mesmo realizados anualmente em mulheres sem sintomas e sem histórico familiar. A ultrassonografia pélvica ou transvaginal se mostrou útil apenas para diagnosticar a doença já existente e, na maioria das vezes, já avançada”, diz a especialista. “É importante destacar que toda paciente com alguma massa suspeita deve ser submetida a uma abordagem cirúrgica, realizada por um cirurgião oncológico experiente. A partir daí, será estabelecido o diagnóstico definitivo, a extensão da doença e o tratamento”, completa.

Reconhecer os primeiros sinais da doença pode levar a um diagnóstico em fase inicial, aumentando bastante a probabilidade de sobrevivência. Alguns fatores de risco também estão associados ao câncer de ovário, como histórico familiar e reposição hormonal na menopausa, entre outros. “Identificar de maneira precoce o câncer de ovário é um grande desafio para os médicos. É muito importante que a paciente faça o acompanhamento regular com o ginecologista”, sinaliza a Dra. Daniela. Vale ressaltar, ainda, que o exame Papanicolau não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero. | www.con.com.br

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