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22/08/2019 - 08:29

Jorge Gerdau alerta para o risco da reforma tributária não gerar benefícios imediatos


Para o setor produtivo. O presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo participou do painel Competitividade e Abertura Comercial, no Congresso Aço Brasil 2019.

Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo, manifestou preocupação quanto à perspectiva de reforma tributária. No painel Competitividade e abertura comercial, realizado no segundo dia do Congresso Aço Brasil 2019, em Brasília, o empresário afirmou que há correntes que defendem mudanças econômicas gradativas. "Minha angústia quanto à reforma tributária é que há cinco propostas (...) há as que querem fazer o processo acontecer em dez anos. Não posso aceitar que comecemos o primeiro ano (a partir da aprovação da reforma) pagando 7,1% de imposto cumulativo e que isso vá continuar por mais dez anos impedindo nossa competitividade, tanto para o processo de exportação como para o meu consumidor (de insumos industriais), que paga esses custos todos antecipadamente", afirmou.

O Custo Brasil apurado pelo Instituto Aço Brasil é de 17%, então, segundo ele, a indústria que produz máquinas e equipamentos e compra aço arca com esses 17% a mais no custo.

Gerdau espera que a reforma resolva questões diversas, como os encargos sobre folha de pagamento. "É um instrumento arrecadatório; era utilizado quando não se tinha outros instrumentos", afirmou, indicando que esta prática está obsoleta. Outro ponto são os encargos sobre o custo da energia, um meio para todos – inclusive a indústria – arcarem com os custos dos 'gatos', ou seja, furtos de energia.

Ainda sobre a perspectiva de reforma tributária, ele criticou proposta de criar imposto sobre movimento financeiro que é "absolutamente cumulativo". A título de comparação, citou que no Canadá há legislação que proíbe criação de impostos sobre intermediação financeira.

Gerdau também criticou os estudos do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada) que avaliam a situação da economia e o alegado protecionismo conferido à indústria brasileira, mas não dão igual tratamento ao analisar o Custo Brasil e seus impactos sobre a produção industrial.

O dirigente do Brasil Competitivo disse que o processo do Custo Brasil precisa ser mais bem analisado porque, normalmente, é avaliado sob o aspecto da exportação e consequentemente a não competitividade do Brasil na exportação. "O tema tem uma gravidade muito maior, que não tem sido analisada corretamente. (...) Os setores básicos, como celulose, petroquímico, siderurgia, aço todos passam pela mesma situação, com pouca variação (...) o maior impacto não é só na exportação, mas o Custo Brasil está sendo imputado no custo do produto final e atinge todas as cadeias produtivas", disse.

Segundo ele a distorção na análise do Custo Brasil traz uma visão equivocada da competitividade da indústria nacional. "A competitividade da indústria brasileira intramuros é muito melhor do que a maioria das pessoas sabe. Pelo menos no aço eu tenho certeza, de acordo com as estatísticas mundiais, que colocam o Brasil no ranking das melhores competitividades, mesmo com este nível de Custo Brasil. No dia em que corrigirem este Custo Brasil, provavelmente, vamos atingir o primeiro lugar", afirmou o empresário.

"A soma de fatores (como esses mencionados) faz com que nossa indústria como um todo, no aspecto macropolítico, esteja muito mal atendida nas suas expectativas. Não pago e não exporto esse tipo de custo (Custo Brasil) em nenhum local, somente no Brasil porque temos uma estrutura (tributária) medieval e não corrigida", completou.

O painel contou também com a participação de Marcos Eduardo Faraco Wahrhaftig, Vice-Presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil/Diretor Executivo das Operações de Negócios Brasil, Argentina e Uruguai da Gerdau; do economista Antonio Corrêa de Lacerda; do economista Juan Ferres, fundador da Ferres Consultoria; e de José Velloso Dias Cardoso, representante da Coalizão Indústria/presidente executivo da Abimaq.

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