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09/08/2019 - 08:48

Com vaga olímpica no hipismo CCE e quatro ouros, Time Brasil comemora em Lima


Ana Marcela Cunha, na maratona aquática, Ana Sátila e Pepe Gonçalves, na canoagem slalom, e Chloé Calmon estiveram no topo do pódio no 10º dia de Jogos Pan-americanos

O domingo foi de alegria para o Time Brasil nos Jogos Pan-americanos Lima 2019. Com a prata por equipes no hipismo CCE, foram conquistadas mais três vagas para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Além disso, vieram mais 10 medalhas, sendo quatro delas de ouro. Ana Marcela, nos 10km das maratonas aquáticas; Ana Sátila, no C1 da canoagem slalom; Pepê Gonçalves, no K1 também da canoagem slalom; e Chloé Calmon, no longboard.

Com o principal objetivo do COB sendo a conquista de vagas para Tóquio 2020, quem mais comemorou foi a equipe do Concurso Completo de Equitação - adestramento, cross country e salto, formada por Rafael Mamprin Losano / Fuiloda G, Marcelo Tosi / Starbucks e Carlos Parro / Quaikin Quious. Com a conquista da medalha de prata, o Brasil carimbou o passaporte para a próxima edição dos Jogos Olímpicos. E o hipismo CCE ainda pode celebrar o bronze individual de Carlos Parro, o Cacá, montando Quaikin Quious.

"Viemos aqui primeiramente para garantir a nossa qualificação para Tóquio e atingimos nosso objetivo. Só tenho a agradecer o esforço individual de cada um dos integrantes da nossa equipe, técnico e chefe de equipe", destacou Carlos, que esteve quatro Jogos Olímpicos e em Pans integrou as equipes medalha de bronze em 2007 e prata em 2015. "O bronze foi uma consequência do nosso trabalho."

O esporte brasileiro começou o Pan com 49 vagas conquistadas. Além do hipismo, os atletas brasileiros já conquistaram 19 novas vagas no Pan de Lima: 14 no handebol feminino; 3 no hipismo adestramento; João Menezes, no tênis, e Iêda Guimarães, no pentatlo feminino. O Brasil já soma 80 vagas garantidas para Tóquio 2020. Destas, 60 são de mulheres. Neste sábado (03), o vôlei feminino também carimbou o passaporte para Tóquio no Pré-olímpico, em Uberlândia (MG), ao vencer a república Dominicana por 3 sets a 2.

Quatro ouros, duas pratas e cinco bronzes — Na sutileza do amanhecer, um lindo dia se anunciou na Laguna Bujama. E veio a primeira medalha dourada do dia, logo com a maior vencedora das águas abertas. A baiana Ana Marcela Cunha conquistou o ouro da prova de 10km dos Jogos Pan-americanos de Lima com o tempo de 2:00:51.9 e trouxe uma medalha inédita para o Brasil.

"Essa é a primeira medalha de ouro na história da maratona aquática, a gente vinha de duas pratas com a Poliana (Okimoto). Acho que ela abriu muito o caminho para a gente. Eu espero continuar seguindo esse mesmo caminho em busca de uma medalha olímpica também. Acredito que esse resultado é fruto do investimento que a gente tem hoje no Rio de Janeiro, no CT do Maria Lenk. É uma conquista do Time Brasil", disse. "Muito feliz, não tinha nenhuma medalha de Pan. É minha terceira edição competindo e estou feliz de sair hoje com a de ouro", completou Ana Marcela. Viviane Jungblut terminou na terceira colocação, conquistando a medalha de bronze e fazendo a dobradinha brasileira no pódio.

A canoagem slalom brilhou com três medalhas. Em Lunahuaná, Ana Sátila venceu a disputa do C1 feminino e Pedro Gonçalves ficou com o ouro no K1 masculino. Ambos comemoraram as conquistas, mas já projetaram os próximos desafios.

"Desde Toronto estava com um gosto amargo, porque perdi o ouro por uma punição injusta. Claro que comemorei aquela medalha, mas sofri muito. E isso tudo passou pela minha cabeça na largada. Isso me motivou, me deu um gás a mais. Agora é pensar na próxima competição, que é a seletiva pra Tóquio", disse Pedro Gonçalves.

"É uma sensação indescritível conquistar essa medalha e ajudar ao Time Brasil. Ela é fruto de muito trabalho, de querer dar o melhor dia a dia. Para Tóquio vai ser assim também", completou Ana. Também no C1, mas no masculino, Felipe Borges ainda faturou o bronze.

O surfe encerrou a participação em Lima neste domingo. E o Brasil fechou com chave de ouro a modalidade que foi disputada no mar de Punta Rocas. Depois de um bronze com Nicole Pacelli no Stand-Up Paddle (SUP) wave, Chloé Calmon derrotou a peruana Maria Fernanda Reyes e a torcida local para conquistar o ouro no longboard.

"Eu sabia que ia ser uma bateria bem disputada, toda a torcida estava a favor da Maria Fernanda. Deixei todas as emoções, todos os pensamentos de medalha de lado, entrei com a cabeça fria. Tinha uma estratégia em mente. Observei muito as condições do mar e toda vez que fechava os olhos, visualizava as ondas que eu ia pegar. E peguei. Mais do que uma vitória para mim, é uma vitória para todo o país, uma vitória para o surfe e para todos os amantes do longboard", disse Chloé

As outras medalhas do Brasil foram as primeiras do atletismo. No início de uma manhã chuvosa em Lima, foram disputadas as provas masculina e feminina dos 20km da marcha atlética. Erica Sena completou a prova na terceira colocação, garantindo a medalha de bronze, enquanto Caio Bonfim conquistou a medalha de prata.

"Foi uma prova dura com piso molhada, arbitragem sem tanta experiência. Tive que fazer uma prova estratégica. Mas, graças a Deus, consegui me manter no pelotão e desgarrei quando tinham apenas três. Virei a última volta em primeiro, mas preferi manter a técnica e não arriscar muito para não ser eliminado, como aconteceu comigo em 2011. Dedico essa medalha à minha esposa que está com meu filho que nasceu há uma semana", disse Caio.

Com as medalhas desse domingo, o Time Brasil chegou a 21 medalhas de ouro, 16 de pratas e 32 de bronze. | cob.org.br

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