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07/08/2019 - 08:09

Diplomacia e binacionalidade


Essas serão peças-chaves no comando da nova Diretoria Jurídica de Itaipu.

Mariana Favoreto Thiele foi empossada na tarde do dia 06 de agosto (terça-feira), em cerimônia no Centro Executivo da empresa, em Foz do Iguaçu (PR).

A nova diretora jurídica da Itaipu, a advogada Mariana Favoreto Thiele, de 38 anos, diz que a diplomacia e a binacionalidade —presentes desde a criação da empresa — serão as principais linhas de ação, juntamente com a política de austeridade, para comandar os interesses da Itaipu durante a sua gestão.

A afirmação foi feita durante sua posse no dia 06 de agosto (terça-feira), em cerimônia no Centro Executivo da empresa, em Foz do Iguaçu (PR). Participaram da solenidade diretores da Itaipu, empregados das diretorias Jurídica e Geral da empresa, da Fundação Fibra, além do pai da nova diretora, Francisco Favoreto.

Para Mariana, essa linha de ação será fácil de ser levada à frente por causa da natureza de Itaipu, que sempre teve como base a união entre dois povos, a integração e a superação de todos os impasses para erguer a maior hidrelétrica em operação do mundo.

“Itaipu foi construída sobre um rio que é comum a dois países. As duas nações criaram a maior usina do mundo, que bate recorde sobre recorde de produção de energia”, disse. E acrescentou: “isso foi uma obra não apenas de engenharia civil, mas uma obra de engenharia jurídica formidável, que levou em conta a realidade de brasileiros e paraguaios.”

Mariana é a terceira mulher a chegar ao cargo de diretora na margem esquerda de Itaipu. Sua nomeação foi publicada na manhã ddo dia 06 de agosto (terça-feira) no Diário Oficial da União, e levou a assinatura do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Para o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, a nova diretora jurídica tem grande experiência para assumir o cargo. “Mariana tem bastante tempo de casa, está há 17 anos na empresa, dos quais 16 deles só na área jurídica”, afirmou o diretor-geral. “Ela conhece bem aspectos importantes que dão sustentação aos bons princípios da administração pública — legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência —, seguindo as orientações do governo Bolsonaro.”

Empregada de carreira — Natural de Londrina, Mariana é viúva e tem dois filhos. Ela entrou na Itaipu em 2002. Graduada pela Faculdade de Direito de Curitiba (2002) e pós-graduada em Direito Administrativo (2005), Mariana possui formação em Educação Executiva pela Advanced Management Program (AMP) ESADE Business School (Espanha-2014) e tem MBA em Gestão de Previdência Complementar (FIA/UniAbrapp-2018).

É também certificada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA - CPA 20) e Instituto de Certificação Institucional e dos Profissionais de Seguridade Social (ICSS - Ênfase em Administração e em Investimentos).

Mariana atuou por 16 anos na Diretoria Jurídica da Itaipu, entre 2002 a 2018, nas funções de superintendente e gerente de Licitações e Contratos. Desde abril de 2018, exercia a função de diretora superintendente da Fundação Itaipu Brasil de Previdência Complementar (FIBRA). Recentemente havia sido nomeada como assistente do diretor-geral brasileiro.

Entre suas atividades profissionais, a nova diretora participou do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Comitê de Investimentos da Fundação de Previdência da Fibra, Comitê de Ética da Itaipu e Comitê de Segurança da Informação.

A nova diretora jurídica também integrou a Comissão Julgadora do Concurso de Monografias — Natureza Jurídica da Itaipu, o Comitê de Responsabilidade Socioambiental, da margem esquerda, e comissões específicas de análise e julgamento.

O currículo dela inclui ainda capacitação sobre regulação do Setor Elétrico Brasileiro (2012), de formação para dirigentes e conselheiros de Fundos de Pensão (2010), do Programa Foccus — Eletrobras (2010) e do Programa Líder — Eletrobras (2013), entre outros.

A Itaipu — Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

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