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17/07/2019 - 10:09

Prolongar o financiamento imobiliário é custo que não compensa o benefício

Em quantos anos você deseja financiar a compra da casa própria? 15, 20, 25 ou 30 anos? Só quem coloca os números na ponta do lápis – ou da planilha de Excel –, vai entender o tamanho do prejuízo para quem escolhe a opção mais demorada de crédito.

Um estudo da consultoria Akamines Negócios Imobiliários, de São Paulo, revela que a cada 5 anos que o consumidor prolonga a dívida da casa própria, o montante total do financiamento aumenta R$ 92 mil, e a redução no valor das prestações - que seria a grande vantagem dessa operação – gira em torno de R$ 300 reais.

Os cálculos foram feitos a partir de cinco simulações de financiamento imobiliário, considerando um comprador na faixa etária dos 34 anos, que contratou um crédito no banco de R$ 400 mil para a compra de um apartamento de R$ 750 mil, em São Paulo.

De acordo com esse exemplo, se o crédito de R$ 400mil for pago em 15 anos, esse montante chegaria a R$ 680 mil ao fim do período. Porém, se aumentássemos o prazo para 20 e 25 anos, o comprador teria de arcar, respectivamente, com R$ 772 mil e R$ 865 mil. Reparem que, a cada 5 anos, a diferença do valor total financiado vai aumentando em R$ 95 mil.

Muitas pessoas preferem um prazo maior pensando na redução das parcelas. Mas a diferença na prestação mensal é pequena: R$ 5.200/mês (em 15 anos); R$ 4.700/ mês (20 anos) e R$ 4.360/ mês (25 anos).

A fim de economizar R$ 92 mil, não valeria a pena pagar um extra mensal de R$ 555, R$ 333 ou R$ 222 a mais, numa parcela que já beira os R$ 4.500?

Esses cálculos foram feitos com o intuito de alertar os candidatos a um financiamento de que o esforço de pagar um pouquinho a mais a cada mês resulta em uma economia gigante no futuro.

Por isso, quando se trata de financiamento imobiliário, nenhuma decisão deve ser tomada antes de realizar diversos cálculos ou consultar um especialista em crédito para a casa própria. Por se tratar de valores muito significativos para o consumidor, uma mudança pequena nos percentuais da operação pode resultar em grande prejuízo para o mutuário.

. Por: Daniele Akamine, advogada, pós-graduada em Economia da Construção Civil e sócia-diretora da consultoria Akamines Negócios Imobiliários.

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