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03/07/2019 - 09:05

ANEEL aprova reajuste nas tarifas da Enel Distribuição São Paulo

Reajuste médio aos clientes será de 7,03%. Para consumidores de baixa tensão, majoritariamente clientes residenciais, o índice foi de 6,48% e, para indústria e grandes comércios, ficou em 8,46%. O principal fator que influenciou esse reajuste tarifário foi a compra de energia.

São Paulo — A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, no dia 02 de julho(terça-feira), a revisão tarifária da Enel Distribuição São Paulo, que entrará em vigor a partir do dia 04 de julho. O reajuste médio foi de 7,03%. Para os consumidores de baixa tensão, como os clientes residencias, o percentual foi de 6,48%. Já para os clientes atendidos em média e alta tensão, em geral indústrias e grandes comércios, o reajuste foi de 8,46%.

A revisão tarifária ocorre a cada quatro anos, conforme estabelecido no contrato de concessão, e visa a preservar o equilíbrio econômico-financeiro da companhia. O principal fator que influenciou a revisão deste ano foi o aumento do custo com a aquisição de energia, que representa 34% da composição tarifária, conforme abaixo:

A compra de energia foi impactada pelos elevados custos da geração de energia térmica no Brasil — uma vez que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estiveram baixos nos últimos anos -, além da elevação do custo de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em função do aumento da variação cambial em relação ao dólar.

Por outro lado, nesse percentual de reajuste já consta a redução decorrente do pagamento do empréstimo da Conta ACR, que representou -4.5%. Vale lembrar que a Conta-ACR foi um mecanismo criado pela ANEEL para repassar às distribuidoras os valores decorrentes de custos de compra de energia pagos pelas concessionárias de distribuição, entre fevereiro e dezembro de 2014, e que não estavam previstos na tarifa de energia elétrica à época.

Com a revisão tarifária deste ano, como exemplo, em uma conta de energia no valor de R$ 100, apenas R$ 17 são destinados à distribuidora e utilizados para operação, expansão e manutenção da rede de energia elétrica. O restante do valor é destinado a cobrir os custos de transmissão, compra de energia, encargos setoriais e impostos, que não ficam com a distribuidora.

Investimentos — No período de 2015 a 2018, a empresa investiu mais de R$ 3,8 bilhões, principalmente, na melhoria da rede de distribuição. Em 2018, a Enel Distribuição São Paulo realizou o maior volume anual de investimento na área de concessão da companhia, no valor de R$ 1,3 bilhão.

Esses investimentos contribuiram positivamente para a melhoria dos indicadores operacionais da distribuidora. O DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Frequência de Interrupção por Unidade Consumidora) apresentaram, em 2018, uma melhora de 38,7% e 29,4%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

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