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11/06/2019 - 09:10

O dragão e a mulher

Aquele dragão era atípico meio oriental, meio ocidental.

Em alguns dias era o Lung um dos quatro animais mágicos.

O verão o fazia alegremente Yang o inverno o entorpecia no Yin mas tinha a vantagem de fazê-lo pensar considerava que ninguém o apanhava fosse armadilha, rede ou uma flecha quando voava.

Passado algum tempo, se tornava ocidental retratado por Plínio, que o enredava a um elefante de sangue frio, morria sugado pelo dragão que também se ia, ao cair sob o peso do elefante.

De todo modo, ele se considerava imbatível o ser mais terrível e poderoso da terra a ponto de Jung nele inserir a serpente e o pássaro.

Até que num dia de primavera uma mulher jovem altiva, de porte esplendoroso, tez larga e olhos profundos, não afagou sua extrema e débil sensibilidade humana.

O dragão se apaixonou e a enigmática mulher lhe era indiferente, embora dela ressumbrasse apenas amor.

Ele começou a perder as escamas, os dentes afiados, até mesmo perdeu as armaduras de pelos amarelos a barba deixou o focinho e se tornaram lisas as pernas e a longa cauda de escamas arrepiantes, o hálito insuportável.

Uma mulher de cabelos negros e coração bondoso e altivo matara o dragão de paixão, o que foi cantado por séculos em livrescos de bolso que se liam às noites sob lampeões.

. Por: Amadeu Garrido de Paula, Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados. | Blog Amadeu Garrido de Paula.

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