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25/05/2019 - 08:59

Complexo do Porto do Açu participa de Seminário no Norte e Noroeste Fluminense


Evento sobre o Desenvolvimento Regional, o Porto do Açu, GNA e BPort apresentam empresas instaladas no complexo e debatem sobre infraestrutura.

Campos dos Goytacazes (RJ) — O Complexo do Porto do Açu foi um dos participantes do Seminário de Desenvolvimento Regional Norte e Noroeste Fluminense, realizado nos dias 22 e 23 de maio (quarta e quinta-feira), no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Ontem, durante o segundo dia de palestras do evento, a Porto do Açu Operações, a GNA – Gás Natural Açu e a BPort (empresa do Grupo Edison Chouest) apresentaram seus negócios em uma mesa redonda que discutiu a importância do investimento em infraestrutura para o desenvolvimento regional.

Durante a mediação, o gerente de Relações Institucionais da Porto do Açu Operações, Caio Cunha, apresentou os diferenciais do empreendimento e destacou o potencial de crescimento do Açu e sua relevância para o desenvolvimento da região: “Dos R$ 162 bilhões de investimentos previstos para os próximos cinco anos, no estado do Rio, R$ 19 bilhões serão aplicados em 12 grandes projetos no Norte e Noroeste Fluminense. Destes, seis estão no Açu”, ressaltou.

Entre os principais investimentos em andamento no Complexo estão a construção de duas termelétricas a gás natural e um terminal de regaseificação, desenvolvidos pela GNA. A empresa também participou das discussões do seminário, com o diretor de Operações Carlos Baldi: “Estamos construindo o maior parque termelétrico da América Latina. Um projeto desafiador, que envolve investimentos de R$ 8 bilhões e que é âncora para o desenvolvimento do Rio de Janeiro. Precisamos criar os mecanismos necessários para atrair capital e, assim, pelo menos dobrar os nossos investimentos no Estado”, afirmou.

O gerente-geral de Operações da BPort, Paulino Nóbrega, falou sobre a importância do investimento em infraestrutura tanto para as empresas do Complexo quanto para o desenvolvimento regional: “Desenvolvemos no Açu a maior base de apoio offshore do mundo, com uma movimentação média de 4 mil carretas por mês. Já vivemos a retomada do mercado de óleo & gás e a expectativa é de crescimento do setor. Investir na melhoria dos acessos e em conectividade, como na RJ 244 — que vai ligar Campos diretamente ao Açu, é fundamental.

Representantes do governo federal e estadual encerraram a mesa de debates. O secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Jean Carlos Pejo, e o secretário de Transportes do Estado, Delmo Pinho, responderam a algumas questões que foram levantadas pelos demais integrantes do debate. Pinho ressaltou a importância do desenvolvimento do Complexo do Porto do Açu e do investimento em infraestrutura para alavancar o Norte e Noroeste Fluminense: “Nós temos no Açu, que é um complexo ainda recente, um empreendimento potencialmente maior do que o Porto de Santos, que, hoje, é responsável por 30% das exportações e importações do país, gerando bilhões de reais em arrecadações de impostos e centenas de milhares de empregos. Imagina no que o Açu pode se transformar nos próximos anos? Para contribuir com este crescimento, nós assumimos o compromisso do governo do estado em solucionar os problemas de conectividade da região, a começar pelo contorno da BR101, na altura de Campos”, afirmou.

O Açu — Com 130 km² de área, sendo 40 km² de reserva ambiental, o Complexo conta, hoje, com 13 empresas instaladas: Porto do Açu Operações, Açu Petróleo, BP Prumo, B-Port (empresa do Grupo Edison Chouest), InterMoor, NOV, TechnipFMC, Wärtsilä, Ferroport, Anglo American, Dome, GNA – Gás Natural Açu e Estação Açu.

O Porto conta atualmente com mais de 6 mil trabalhadores e tem potencial para 17 km de cais, sendo 40% já operacionais, além de até 25 metros de profundidade atual, o que possibilita a movimentação de navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), que estão entre os maiores do mundo e tem capacidade de armazenar até 2 milhões de barris de petróleo.

O Complexo tem grande vocação para o segmento de O&G e, atualmente, movimenta petróleo, minério de ferro, carvão, coque, bauxita e gipsita, além de carga geral e de projetos. O Açu também tem autorização para operar veículos e está desenvolvendo um projeto para criar a infraestrutura necessária para a movimentação de contêineres. Além disso, tem ampliado os tipos de cargas movimentadas e clientes, se consolidando como uma excelente opção para a importação e exportação de produtos.

A GNA – Gás Natural Açu é uma joint venture formada pela Prumo Logística, a BP e a Siemens dedicada ao desenvolvimento, implantação e operação de projetos estruturantes e sustentáveis de energia e gás. A empresa constrói no Porto do Açu (RJ) o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina. O projeto compreende a implantação de duas térmicas movidas a gás natural (GNA I e GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas térmicas irão gerar energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. Além das térmicas, o projeto compreende um Terminal de Regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito), de 21 milhões de metros cúbicos/dia.

A GNA possui, ainda, licença ambiental para mais que dobrar sua capacidade instalada, podendo chegar a 6,4 GW, o que permitirá o desenvolvimento de projetos termelétricos adicionais no futuro.

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