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16/11/2018 - 10:49

As 7 lições que aprendi no Vale do Silício

Uma metrópole futurista, que respira sofisticação em cada esquina e impressiona a todos pela suntuosidade de suas empresas bilionárias. Era mais ou menos essa a impressão que eu tinha do Vale do Silício, na Califórnia (EUA), antes de fazer uma verdadeira imersão em seus universos acadêmico e empresarial e constatar justamente o contrário.

Na cidade que abriga gigantes como Google, Facebook e Tesla – e se orgulha de ostentar quase metade de todo o investimento de risco mundial em suas Startups –, a regra principal é perseguir a simplicidade, a diversidade e a rebeldia.

Tudo isso fica claro ao visitar os campus tecnológicos dessas grandes empresas e se sintetiza na experiência de dirigir o Tesla – um carro elétrico, sem motor e parcos recursos de série, mas que propicia algo que nenhuma supermáquina é capaz de fazer: locomover-se sozinho na maior parte do caminho pelas ruas da cidade. Quer rebeldia maior do que essa?

O futuro é simples. E essa talvez seja a maior das 10 lições que trago dessa experiência transformadora, cujos melhores insights relaciono abaixo: Pense gigante — A cultura da visão de negócios é nítida e deixa claro desde o início que cada um obtém os resultados que merece. Se não for para transformar a vida de milhões de pessoas ou revolucionar um segmento, não tem nem por que começar.

Todo dia é de aprender — O aprendizado no Vale vai muito além daquele praticado nas suas universidades. Percebe-se na cultura de suas Startups a busca diária pelo aprendizado, que surge por meio do método de tentativa e erro, das experiências relatadas pelos clientes, das métricas dos seus aplicativos e por novas tecnologias que estão sempre buscando novas soluções para antigos problemas.

Impressione pela simplicidade — Como já mencionei, a cultura da simplicidade foi o que mais me impressionou. Ao visitar os campus do Google e do Facebook, por exemplo, percebe-se que não se preocupam em chamar a atenção pela aparência pura e simples.

É um aprendizado muito significativo para nós, que muitas vezes temos mania de nos preocupar com detalhes que não fazem diferença, quando na verdade o resultado costuma vir da simplicidade.

Tenha humildade e saia do escritório para entender o cliente — Sair do escritório e ir conversar com as pessoas é uma tarefa considerada natural para a execução dos seus planos. Enquanto isso, no Brasil, o grande erro que a maioria das Startups comete é delegar a entrega e o atendimento para funcionários que nem sempre estão com a mente preparada para entender o cliente.

Não tenha medo de errar — Esse, talvez, seja o maior pecado da cultura empresarial brasileira. Temos muito a aprender com o Vale do Silício neste sentido.

Por mais que se fale no Brasil de que errar faz parte, a sensação que tenho é de que ainda não internalizamos isso. E estamos perdendo muito com esse costume antiquado.

Motive com visão e respeito — Por mais que você tenha uma ideia espetacular, quem vai executá-la são seus funcionários, certo? E eles só conseguirão ser produtivos se tiverem motivação para isso.

Trata-se de uma motivação, porém, que vai muito além do oba-oba de palco. A regra é motivar com a visão da empresa, metas alcançáveis, um clima leve e divertido e a cultura de compreender que os tropeços fazem parte do caminho.

Persiga os resultados — Nenhum dos aspectos acima se sustenta se não houver lucro, obviamente. Neste sentido, as Startups do Vale são tão conscientes e pragmáticas como qualquer empresa tradicional.

Cada passo é pensado em gerar lucro ou outros resultados significativos, seja no curto, médio ou longo prazos.

Todas essas são lições valiosíssimas e que, espero, possam contribuir para os nossos empresários refletirem sobre como tornar as suas empresas mais atrativas para o mercado, os investidores e os colaboradores.

. Por: Everson Costa, CEO da Donuz – Startup de fidelização de clientes – e da recém-lançada Remederia, Startup conhecida como o “iFood dos Remédios”.

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