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24/10/2018 - 08:33

A importância da engenharia na retomada do desenvolvimento nacional


O uso inteligente do Poder de Compra do Estado não é protecionismo nem caracteriza estatização da economia. O Estado, ao explorar seus recursos, deve exigir contrapartidas para a sociedade e deve usar o seu Poder de Compra não importa quem esteja comprando.

Se as demandas existem e são um bem da União, por que não aproveitá-las para promover o desenvolvimento nacional? Países vitoriosos não abrem mão da inteligência do processo e inteligência do processo passa, obrigatoriamente, pela engenharia.

Quando analisamos as dificuldades de nossa engenharia, nos deparamos com causas como: a falta de previsibilidade de demanda consistente e continuada de projetos no País; a inexistência de informação de demanda em tempo hábil para a formação e manutenção de equipes técnicas; a falta de escala; a demanda intermitente, enfim, pontos que caracterizam a falta de estratégias para o uso do Poder de Compra do Estado para o fortalecimento da engenharia nacional.

No Brasil não há mecanismos de financiamento adequados ao desenvolvimento da engenharia de projeto. Tal dificuldade, além da insuficiência de instrumentos de financiamento passa, pela dificuldade de oferecer garantias, e assim, faltam recursos para: softwares, sistemas de gestão, tecnologia da informação, treinamento e inovação.

Para tentar suprir essa carência, as empresas são obrigadas a recorrer a diferentes agentes de financiamento, que possuem altos custos, mais uma vez minando nossa competitividade.

Esse cenário tem como efeito colateral, a baixa atratividade do emprego em engenharia de projeto e estimula o deslocamento do profissional de engenharia para outras áreas, dificultando a fixação do know-how nas empresas de engenharia de projeto.

Assim sendo, é necessário que a participação da engenharia nacional seja repensada com urgência, pois: agrega valor; viabiliza a exportação de bens e serviços brasileiros, cria oportunidades para dominar novas tecnologias, e aumenta a capacitação técnico/gerencial e define especificações técnicas que possibilitam o aumento do Conteúdo Local por meio da utilização de normas e especificações técnicas brasileiras e da antecipação de informações.

Neste momento em que o cenário indica uma nova retomada dos investimentos, torna-se vital para a retomada da economia colocar como um dos focos principais o apoio ao desenvolvimento de nossa engenharia.

O Brasil tem pontos fortes como o potencial para o desenvolvimento tecnológico, capacitação gerencial, fontes de financiamentos para PD&I, um espetacular parque instalado e uma excelente capacidade de resposta.

É urgente a definição de um plano estratégico para o setor, respaldado por uma política industrial que, não só crie condições para competir, mas também gere resultados. Não haverá sucesso na retomada do desenvolvimento sem a inclusão da engenharia nacional.

. Por: Alberto Machado Neto, M.Sc. – Diretor Executivo de Petróleo, Gás Natural, Bioenergia e Petroquímica. | www.abimaq.org.br

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