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27/07/2018 - 05:57

Novo mapa revela que apenas 13% da água dos oceanos permanece virgem

Um novo mapa desenvolvido por um grupo de pesquisadores revelou que só 13% do total da água oceânica mundial permanece em estado virgem, sem ter sofrido impacto humano, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira na revista especializada "Current Biology".

Estas zonas virgens restantes estão distribuídas "de maneira desigual" e se encontram, principalmente, no Ártico, na Antártida e em remotas zonas insulares do Pacífico, explicaram os cientistas da Universidade de Queensland na Austrália.

"Nos surpreendeu o pouco que resta da natureza marinha. O oceano é imenso e cobre mais de 70% do nosso planeta, mas conseguimos afetar significativamente quase todo este vasto ecossistema", sublinhou a autora principal, Kendall Jones.

Os pesquisadores apontaram que as áreas pristinas (áreas) "possuem níveis em massa de biodiversidade e espécies endêmicas" e são "alguns dos últimos locais da Terra onde ainda se encontram grandes populações de superpredadores".

Na nova análise, Jones e seus colegas utilizaram os dados globais mais completos disponíveis para 19 fatores humanos, incluindo os envios comerciais, o descarte de fertilizantes e sedimentos, e vários tipos de pesca no oceano e seu impacto acumulativo.

Com o fim de capturar as diferenças na influência humana por regiões oceânicas, os pesquisadores repetiram a análise dentro de cada uma das 16 que existem.

Encontraram uma "grande variação" no grau dos impactos humanos. Por exemplo, mais de 16 milhões de quilômetros quadrados permanecem virgens na região do Oceano Indo-Pacífico, representando 8,6% do oceano.

Por outro lado, na zona morna do sul da África, unicamente restam menos de 2 mil quilômetros quadrados de águas marinhas sem marcas humanas, ou seja, menos de 1% dessa região.

O estudo também demonstra que menos de 5% das zonas virgens marinhas são atualmente protegidas.

"Isto significa que a grande maioria das áreas silvestres marinhas poderiam se perder em qualquer momento, uma vez que as melhorias na tecnologia nos permitem pescar mais profundamente e enviar embarcações mais longe do que nunca", lamentou Jones.

As descobertas, segundo os autores, destacam uma necessidade "urgente de ação" para proteger o que resta de água virgem, o "que requer um esforço de acordos ambientais internacionais para reconhecer o valor único da vida silvestre marinha". | EFE

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