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05/05/2018 - 08:10

FIRJAN Leste Fluminense critica longa interdição do Porto Forno


Encadeamento produtivo da Região dos Lagos acumula prejuízos com o porto interditado desde o dia 17 pelo Ibama.

Niterói (RJ) — O presidente do Conselho da FIRJAN Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano, criticou no dia 4 de maio (sexta-feira), o longo período de interdição do Porto do Forno, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Embargado pelo Ibama desde o dia 17 de abril, o terminal completa 16 dias com as atividades de embarque e desembarque paralisadas desde então, o que tem acarretado vultosos prejuízos às indústrias da região, em especial à salineira.

— O impacto negativo na região é muito grande. O prejuízo das empresas usuárias deste serviço concedido tem sido enorme, já que a operação de embarque e desembarque de cargas foi transferida para outros portos, como o do Rio, onde o custo operacional é maior. Isso sem falar no aumento do custo do frete, já que o Porto do Rio fica distante cerca de 150 quilômetros de Cabo Frio, e a possibilidade de perda de usuários — argumenta Luiz Caetano.

Segundo ele, o embargo do Ibama também traz consequências socioeconômicas para a região, já que dezenas de trabalhadores do porto estão parados, de braços cruzados, sem poder trabalhar e gerar suas rendas, além do próprio município que não recolhe impostos. Luiz Caetano lamentou a ineficácia da administração do Porto Forno, que "deixou a situação chegar a esse ponto", já que desde 2016 o Ibama solicita a execução das ações de gestão ambiental com a renovação da Licença de Operação.

No entanto, o presidente da Firjan Leste Fluminense criticou a falta de flexibilidade do Ibama em não procurar construir uma solução extraordinária e pontual para o desembarque de uma carga de sal já contratada, que chegou ao porto um dia após o embargo, e para a qual despesas de desembaraço no porto do Forno já haviam sido inclusive desembolsadas pelo destinatário da mercadoria.

— O sal, por exemplo, é um produto inerte, seguro e não contaminante. A operação de descarga do sal, não utiliza os silos do terminal, não há armazenagem, nem geração de resíduos. O desembarque é direto para as carretas — diz ele, lembrando que ali também há desembarque de produtos como o malte para indústria cervejeira, além das operações de barcos de apoio offshore, e materiais de projetos da Petrobras.

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