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14/02/2018 - 20:00

Beija-Flor é a campeã do carnaval do Rio de Janeiro


Mas com certeza a marca do Carnaval Carioca 2018, foi a crítica e o tom político, e a escola nilopolitana agarrou no tema mais atual e teatralizou com grande competência na Marquês de Sapucaí.

O Carnaval do Rio de Janeiro de 2018 na Marquês de Sapucaí foi marcado pela crítica à corrupção e as mazelas sociais, e um grande tom político: a campeã do carnaval do Rio de Janeiro neste ano é a Beija-Flor de Nilópolis, porque desenvolveu o tema com a qualidade de uma reportagem, e a marcação de uma peça teatral, sem fugir da pura realidade dos dias de hoje no Brasil, a escola apresentou o enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, baseado no livro de terror Frankenstein, de autoria de Mary Shelley, que completou 200 anos, portanto, Beija-Flor, campeã com 269,6 pontos.

Em uma disputa apertada, a campeã ficou apenas um décimo à frente da segunda colocada, a Paraíso do Tuiuti. Segunda, e em seguida, a Paraíso do Tuiutí que perguntou se a escravidão estava extinta, e também desenhou uma excelente plástica com folões que com muita garra viveram o momento. Paraíso do Tuiuti somou 269,5 pontos.

Salgueiro também chegou aos 269,5 pontos, com um enredo que deu luz ao empoderamento feminino, e lembrou divinamente as mulheres negras, — e chamou a atenção porque no seio da desigualdade social são elas as mulheres, as mais resistentes e sofredoras pelos seus filhos, pela família. E tudo desenvolvido em uma excelente plástica e uma bateria de arrepiar. Se houve blackface, — a arte plástica é inexplicável.

A Portela do “De repente de lá pra cá e dirrrepente de cá pra lá”..., dá luz à intolerância, a xenofobria e crises migratórias que perduram até os dias de hoje. Narrativa real com mensagem contra a discriminação, a perseguição religiosa e todo ataque às diversidades dos povos. Portela sob a versão da carnavalesca Rosa Magalhães cravou os 269,4 pontos.

A Estação primeira de Mangueira deu seu recado, do tipo tapa na cara: “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco”, e foi mais longe com várias críticas diretas a governantes, que segundo eles se prontificam a administrar uma cidade e parece não entender as diversidades que ela se apresenta, e as devidas necessidades impostas. Mangueira teve 269,3 pontos.

A Mocidade Independente de Padre Miguel pontuou com 269,3 e ilustrou bem a essência da Índia, como respeito ao outro, os ensinamentos e legados que deixam para a humanidade refletir.

As escolas de samba foram avaliadas em nove quesitos: alegorias e adereços, bateria, fantasia, samba-enredo, comissão de frente, evolução, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira e enredo.

De fora do Sábado das Campeãs a Unidos da Tijuca com 269,1 pontos; Imperatriz: 268,8; Vila Isabel: 268,1; União da Ilha: 267,3; São Clemente: 266,9. E voltam em 2019 para os desfiles da Série A (sexta-feira e sábado), a Grande Rio com 266,8 e Império Serrano que somou 265,6.

E a Escola de Samba Unidos do Viradouro  de Niterói (RJ), volta ao Grupo Especial em 2019, ela arrebatou a Sapucaí com o enredo ‘Vira a cabeça, pira o coração — Loucos gênios da criação’, somando 269,7 pontos. A agremiação desfilou em suas alegorias personalidades fictícias como Einstein, Da Vinci, Galileu, Chaplin, Salvador Dalí, Dom Quixote e Frankstein.

A classificação da Série A ficou Unidos de Padre Miguel com 269,4 pontos; Porto da Pedra: 269,0; Inocentes de Belford Roxo: 268,2; Acadêmico do Cubango: 268; Estácio de Sá: 267,5; Império da Tijuca: 267,4; Alegria da Zona Sul: 266,2; Renascer de Jacarepaguá:266,2; Acadêmicos de Santa Cruz: 265,7; Acadêmicos da Rocinha: 265,4; Unidos de Bangu: 264,3. A Acadêmicos do Sossego com 263,7 pontos e desfila em 2019 na Série B.| Neuza Maria/Fator Brasil.

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