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27/01/2018 - 08:17

ABiogás avalia como positiva a decisão do Brasil de ingressar na IRENA

Com a medida, país pode impulsionar a produção de bioenergia e biocombustíveis.

O Brasil iniciou o processo de adesão à Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), um importante passo que pode impulsionar a produção de energia limpa e renovável no país. Durante a 8ª edição Assembleia Geral da IRENA, em de Abu Dhabi, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, defenderam a inclusão do Brasil na Agência.

“O Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, tanto elétrica quanto energética, e tenho convicção de que poderemos contribuir muito com a Agência e seus países membros. Como país membro, poderemos participar mais ativamente do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como nos beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela IRENA”, afirmou.

O ministro lembrou que a IRENA vem realizando um importante trabalho desde sua fundação, há apenas 9 anos, período em que logrou estabelecer-se como autoridade global em energia renovável, e criou um relevante ambiente de debate das políticas de energias renováveis, incluindo os biocombustíveis, em nível mundial.

Para o presidente da ABiogás, Alessandro Gardemann, a participação brasileira poderá impulsionar a cooperação e a troca de informações entre os países que almejam o desenvolvimento principalmente em bioenergia, como o biogás.

“Foi uma decisão correta do governo. O Brasil reúne condições ideais para o desenvolvimento de fontes bioenergéticas. Hoje o potencial brasileiro de biogás disponível é de 115 mil gigawatts-hora (GWh) de energia, volume que poderia abastecer 25% de toda energia consumida em 2016”.

Já o VP da ABiogás, Gabriel Kropch, destaca que o Brasil tem muito a ganhar com a troca de experiências de outros países e do conhecimento que a agência tem acumulado, além de dar seguimento aos compromissos firmados no Acordo de Paris e na estratégia de descarbonização da economia.

“O Brasil tem um gigantesco potencial de biometano que é desperdiçado, mas poderia substituir 44% do diesel consumido no Brasil. Essa tecnologia já é comum na Europa e seu uso reduz em 85% as emissões de CO2”, diz Kropch.

Atualmente são 152 países membros da Agência e cerca de 30 países em processo de adesão, como o Brasil.

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