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22/09/2017 - 07:04

Professor da FGV sugere soluções para o Rio de Janeiro reduzir número de automóveis na rua

Um "anda e para sem fim". Quem é que não se irrita com o trânsito do Rio de Janeiro? Para o engenheiro de transportes da Fundação Getulio Vargas (FGV) Marcus Quintella, o dia Dia Mundial Sem Carro é uma oportunidade para a cidade repensar seus investimentos em soluções de transporte de massa.

De acordo com Marcos Quintella, para reverter a situação caótica do trânsito no Rio de Janeiro – uma das dez cidades mais congestionadas do planeta, segundo o ranking TomTom Traffic de 2016 – a cidade deveria passar por contínuos investimentos em transporte público de massa, tanto por meio de recursos públicos, quanto de recursos privados (PPP e concessões). Para o especialista em trânsito, o município precisa urgentemente completar sua rede metroviária.

"A verdadeira Linha 4 tem que chegar ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, ligando o centro da cidade, passando pela Gávea, Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras. A Linha 3 tem que ser implementada. Com origem na Carioca, passando pela Praça XV e chegando a Niterói e São Gonçalo passando sob a Baía de Guanabara", destaca Marcus Quintella.

O professor da FGV diz ainda que a Linha 2 deveria ser complementada ligando o bairro do Estácio e Catumbi à Praça da Cruz Vermelha, ao Largo da Carioca e à Praça XV. Quintella sugere ainda que a Linha 1 tem que fechar o anel, com a ligação Antero de Quental/Gávea à estação Uruguai, no bairro da Tijuca. "A Linha 5 também tem que sair do papel", propõe.

BRTs – Como complemento, Marcus Quintella afirma que os sistemas de BRTs deveriam funcionar complementares aos corredores de grande capacidade, como Metrô e trens que ligam ao subúrbio, por meio de médios e grandes terminais integradores.

Bikes — Quintella ressalta também que a prefeitura do Rio de Janeiro aponta que a cidade tem 450 quilômetros de ciclovias ou ciclofaixas, porém com problemas na interligação entre as ciclofaixas e ciclovias. "Em muitos momentos, muitas das nossas ciclovias perdem a sua função, sendo tomadas por pistas ou prolongamentos da calçada por motoqueiros e pedestres. As rotas também terminam de forma abrupta e, com frequência, são interrompidas com buracos e até postes de iluminação", diz o professor da FGV.

O especialista em trânsito ressalta ainda a falta de atenção à ligação com a zona norte. "Os poucos trechos de ciclofaixas existentes partem todos do sentido zona sul-centro. O atual mapa cicliviário da cidade não incentiva o carioca da zona norte ir para o trabalho de bicicleta", adverte Marcus Quintella.

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