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10/02/2017 - 06:25

Evento em Paineiras debate a ampliação do uso público em Parques Nacionais

Encontro acontece no Centro de Visitantes Paineiras, dia 10 de fevereiro (sexta-feira), e reúne entes públicos e organizações sociais no “Movimento Parques Abertos”.

Tornar os Parques Nacionais mais acessíveis à população, estimulando o uso sustentável e, por consequência, a conservação dessas áreas — esta é a pauta que reúne no próximo dia 10 de fevereiro(sexta-feira), das 9h às 17h, representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de organizações sociais como a Conservação Internacional (CI), WWF, Instituto Semeia, Fundação SOS Mata Atlântica e Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) no Centro de Visitantes Paineiras, localizado no Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro.

A abertura dos Parques Nacionais (Parnas) à visitação é um movimento mundial. Países como Estados Unidos, Canadá e Austrália, além de países em desenvolvimento como Argentina, Costa Rica, Peru e África já oferecem boas e crescentes opções de visitação em Parques Nacionais. O Brasil tem registrado um número crescente de visitação anual em arques, mas ainda aquém do que poderia ser. Importantes áreas, como o Parque Nacional do Iguaçu (PNI), no Paraná, que por ano chega a receber 1,6 milhão de visitantes tem apenas 3% de seus 180 mil hectares destinados ao uso público.

— A visitação poderia ser ainda mais expressiva se houvesse a ampliação do uso público dessas áreas. A visitação em Parques Nacionais é um movimento conservacionista. Por trás dele, há um trabalho relevante de educação, conservação e pesquisa com diversos segmentos da sociedade — destaca Fernando Henrique de Sousa, diretor de Sustentabilidade do Grupo Cataratas, empresa que desde 1999 é responsável pela gestão da visitação das Cataratas do Iguaçu e que ao longo desse tempo já investiu mais de R$ 65 milhões em melhorias e manutenção de toda infraestrutura de visitação do Parque.

Mais acesso, mais conservação — Os Programas de Uso Público em Parques Nacionais têm por objetivo propiciar lazer, recreação e educação ambiental à população, bem como despertar uma consciência crítica para a necessidade de conservação dos recursos naturais. O uso dos parques pela população também desperta para a necessidade da conservação da biodiversidade.

"Além dos benefícios para a conservação e oportunidade de lazer e educação para as pessoas, o uso público bem planejado e estruturado é uma atividade econômica poderosa que pode trazer múltiplos benefícios sociais. Mais visitantes significam maior demanda pela oferta de produtos e serviços locais, novas oportunidades de negócios além da geração de emprego de renda. Manter os parques fechados ou com precária estrutura para atender os visitantes é um equívoco grave", explica Rodrigo Medeiros, Vice-Presidente da Conservação Internacional.

“Trazer a sociedade mais próxima dos nossos parques nacionais é essencial para promover a valorização das áreas naturais protegidas e o benefício que elas trazem para a saúde e o bem-estar das pessoas. As unidades de conservação podem e devem ser um vetor de desenvolvimento sustentável do Brasil e, para tanto, precisamos repensar de forma mais estratégica o uso público e turismo nos nossos parques nacionais. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, a visitação é permitida inclusive nas zonas de uso mais restritivo — as “Wilderness”, de forma controlada respeitando as regras de mínimo impacto, claro. Neste sentido, o potencial dos nossos parques é enorme e pouquíssimo explorado”, afirma Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.

Para Fernando Pieroni, do Instituto Semeia, o debate sobre a abertura e implantação do uso público nos parques é fundamental: “No atual cenário de falta de recursos públicos para a manutenção dos parques, precisamos de novos modelos para gestão, parcerias com a iniciativa privada, enfim, novas maneiras de cuidar de nosso patrimônio natural. A maior abertura dos parques e o incentivo à visitação são caminhos inteligentes para conciliar, de maneira ambientalmente e economicamente sustentável, a conservação da natureza e o engajamento da sociedade na defesa de nossas áreas verdes”, enfatiza.

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